Vocês já pararam pra pensar como ficam os cursos de Inglês, técnicos, pintura e tantos outros cursos oferecidos no mercado que são extra curriculares e que podem ser feitos por qualquer pessoa? aqueles cursos que são oferecidos por escolas especializadas para um fim específico, mas que não influenciam na obtenção do diploma na escola (do seu filho ou até mesmo a sua)?

Muitas pessoas perderam o emprego e várias empresas irão fechar devido a falta de adaptação destas mesmas empresas. Não há culpados nesta história pois estamos a viver uma situação nunca dantes vivida.

Diversos cursos que fazemos no dia a dia para auxiliar a capacitação ou aprendizado está seriamente comprometido neste segundo semestre e sabe o porquê? Porque o objetivo de alguém se matricular num curso assim é aprender. e isso não está acontecendo.

Vários pais e alunos (depende do nível escolar que a pessoa se encontra) estão se desdobrando para aprender e ensinar nesta época de Pandemia pois as aulas estão sendo feitas de forma virtual.

Um ponto muito importante que deve ser colocado é a questão: “SE EU ME MATRICULEI NO CURSO EXTRA-CURRICULAR PARA APRENDER E NÃO ESTOU APRENDENDO, QUAL O SENTIDO DE EU ME MATRICULAR NO PRÓXIMO SEMESTRE?”

Pois bem, essas pessoas não vão se matricular. e sabe porque? Porque a situação da pandemia ainda é incerta e não sabemos se as aulas presenciais serão permitidas. outro fator importante é a questão de o aluno se matricular nestes cursos para aprender e o aprendizado não será o mesmo de uma aula presencial, até mesmo porque a maior parte destes cursos não se encontram preparados, nem tecnologicamente e nem didaticamente para ensinar desta forma.

Mesmo que o valor seja renegociado, ´provável que pais e/ou alunos queiram esperar passar esta pandemia pois querem ter a certeza do aprendizado e não estão seguros em assumir compromissos financeiros quando a economia se encontra fragilizada.

Quanto às escolas regulares (ensino fundamental, médio…) encontran-se mais seguras, pois a maioria (não todos) dos pais não querem que o filho esteja atrasado quando a crise se findar.

Creio que a adaptação e inovação são bastante necessárias neste momento. Aguardemos!

Beatriz Iolanda Peixoto de Freitas
Economista