12701469385r5H2YAto 1: Almoço de domingo em família. Opção do dia: um restaurante. 3 casais  se acomodam, na casa ainda vazia. A movimentação despertou outros clientes,  motivados pela sinestesia percebida naquele ambiente. Afinal, intuitivamente  sempre optamos por lugares onde já esteja acontecendo algo. Nos pedidos, nada  extravagante: apenas o usual de uma cantina italiana, cujos pratos são  relativamente fáceis de preparar.

Ato 2: Chega o prato do primeiro casal, que inicia a refeição. Minutos depois,  vem o prato do segundo casal. Já o do terceiro casal… ah, o terceiro casal…  viu a refeição dos acompanhantes sumir gradativamente, enquanto aguardava seu  pedido.

Ato 3: Questionamento ao garçom. Resposta: o prato estava sendo finalizado.  Justo ele, o mais simples de todos, o commoditty das cantinas italianas: uma  simples lasanha. Em solidariedade, os primeiros casais ofereceram o excedente de  suas porções, relativamente grandes.

Ato 4: Casa lotada, insatisfação no ar, burburinho. Indagado sobre o atraso, o  garçom errou na mosca ao responder: “- Estou fazendo o que está ao meu  alcance… mas o pessoal da cozinha está perdido”. O pânico instalou-se de vez  quando, dirigindo-se à cozinha, o atendente chamou a atenção da turma, sendo  ouvido por todos os presentes.

Ato 5: “- Por favor, cancele o pedido. Não tem mais porque você nos trazer essa  lasanha agora…”. Desconcertado, o casal cujo prato furou olhava pela janela,  comendo aquele que não era o seu pedido, já frio, para que o encontro em família  não perdesse ainda mais o timing. Do nada, percebem um veículo saindo com um  enorme botijão de gás, proveniente da troca recém feita.

Ato 6: Chega a lasanha, que sequer aterrissa sobre a mesa. Questionada sobre o  cancelamento já feito a garota – que surgiu do nada – tenta justificar. “- Meus  pais foram viajar e o pessoal está meio perdido aqui hoje…”.

Grand finale: O mesmo das empresas que insistem em não capacitar seus  profissionais, com foco na melhoria do clima interno da equipe, no  desenvolvimento de lideranças e no encantamento do cliente. Clientes  insatisfeitos, passando adiante o relato da péssima experiência vivida naquele  lugar. E provando mais uma vez que, investir em instalações atraentes e em  comunicação externa, sem investir nas pessoas que promovem a mágica do  encantamento, é receita certa para considerar-se fora do mercado num breve  tempo. Bem mais rápido do que se imagina.

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Fonte Administradores.com