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Protecionismo dos EUA pode criar oportunidades para o Brasil

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse hoje (25) ver com preocupação a eventual adoção de medidas protecionistas pelo governo Donald Trump, mas que a que a saída dos Estados Unidos do Tratado Transpacífico de Comércio Livre (TPP, na sigla em inglês) pode ser uma oportunidade de novos negócios para o Brasil. Segundo Pereira, é preciso “fazer do limão uma limonada”.

Na última segunda-feira (23), Trump cancelou, por meio de decreto, a participação dos EUA no acordo destinado a estabelecer novas bases para as relações comerciais e econômicas de 12 países do Oceano Pacífico. O tratado prevê a redução de tarifas e o estímulo ao comércio para impulsionar o crescimento dos integrantes.

“Quando ele [governo norte-americano] sai do maior acordo de comércio do mundo, nós entendemos que, sobretudo na área do agronegócio, abre uma oportunidade grande para o Brasil. Mas também não só na área de agronegócio. Podemos avançar não só com os países, e esse será o nosso foco agora na área de comércio exterior, que compunham esse acordo, mas também vamos procurar avançar, na medida do possível, com o próprio Estados Unidos porque o Brasil não é o foco do presidente americano”, disse o ministro em entrevista antes da cerimônia de posse de 70 novos servidores do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no Rio de Janeiro.

No entanto, Pereira disse que os sinais de fechamento da economia dos EUA são preocupantes e vão na direção contrária do movimento de abertura do Brasil e do Mercosul a novos acordos de livre comércio, entre eles com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

“Quando nós, nesta nova configuração do Mercosul, com o Brasil mais aberto, com a Argentina mais aberta, e com a suspensão da Venezuela [do bloco], começamos a nos voltar para negociar um acordo de livre comércio e negociar com o mundo, vem a maior economia do mundo se fechando; essa é a preocupação. No entanto, nós entendemos que podemos usar essas medidas de protecionismo do governo americano como uma oportunidade. É fazer do limão uma limonada. E aí avançar [nos acordos comerciais] com os outros países”, afirmou.

“Tivemos oportunidade de avançar no acordo Mercosul-União Europeia, no acordo Mercosul-EFTA e também vamos começar um diálogo com o Canadá e com outros países importantes para suprir o eventual fechamento da economia americana”, acrescentou o ministro.

Patentes 

Ao dar posse hoje aos 30 pesquisadores (examinadores de patentes) e 40 tecnologistas, a maior parte destinada ao exame de marcas, o ministro reconheceu o déficit de servidores do INPI. Atualmente, existem mais de 243 mil pedidos de patentes pendentes de decisão final. O tempo médio de espera para uma decisão de patente no Brasil é de quase 11 anos.

“Existe o cadastro de reserva [do concurso de 2014]. Essa convocação depende de autorização do Ministério do Planejamento. Já enviei ao ministro Dyogo [Oliveira, do Planejamento] ofício solicitando que possa ser analisado pelo ministério a chamada de mais servidores do cadastro de reserva”, disse Pereira..

Criado em 1970, o INPI é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, responsável pelo aperfeiçoamento, disseminação e gestão do sistema brasileiro de concessão e garantia de direitos de propriedade intelectual para a indústria. Os serviços do instituto compreendem a concessão de patentes, registros de marcas, de desenhos industriais, de indicações geográficas e de programas de computador.

O INPI tem 1.047 servidores ativos, mas o quadro total de funcionários aprovado pelo Ministério do Planejamento para o instituto é de 1.820.

Entre os servidores, há 292 pesquisadores dedicados ao exame de patentes e 131 tecnologistas dedicados ao exame de marcas.

Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/protecionismo-nos-eua-pode-criar-oportunidades-para-o-brasil-diz-ministro

Trump deve assinar decreto para construção de muro na fronteira com o México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar nesta quarta-feira (25) decretos determinando a construção de um muro na fronteira com o México e estabelecendo barreiras para a entrada de refugiados sírios e imigrantes provenientes de países propensos ao terror. Com isso, o presidente transforma em realidade a mais polêmica promessa de sua campanha eleitoral, que é a construção do muro na fronteira sul do país. “Grande dia planejado para a segurança nacional, amanhã”, disse Trump em mensagem no Twitter no fim da noite de ontem (24). “Entre muitas outras coisas, vamos construir o muro”, acrescentou.

Os decretos devem ser assinados durante uma visita que Trump fará ao Departamento de Segurança Interna, em Washington. O muro será erguido de forma prioritária nos locais que fazem fronteira com cidades mexicanas, onde as autoridades locais se recusam a entregar aos Estados Unidos imigrantes ilegais para serem deportados e pessoas acusadas de transportar drogas para o mercado americano.

O presidente deverá reafirmar também, nesta quarta-feira, que a imigração está fora de controle e que a entrada de potenciais criminosos ameaça a segurança dos Estados Unidos. Os decreto devem restringir a entrada de imigrantes  originários do Iraque, Irã, da Líbia, Somália, do Sudão, da Síria e do Iêmen.

Quem pagará a obra

Donald Trump poderá ainda dar mais esclarecimentos sobre que país pagará pela construção do muro. Durante a campanha eleitoral, ele disse repetidamente que o “México pagará” a obra. Afirmou também que os Estados Unidos serão reembolsados pelo México para compensar o dinheiro a ser investido no muro com fundos do contribuinte americano.

Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-01/trump-deve-assinar-decreto-para-construcao-de-muro-na-fronteira-com-o

Boletos vencidos poderão ser pagos em qualquer banco a partir de março

Boletos bancários que tenham passado da data de vencimento poderão ser pagos em qualquer banco a partir de março. A medida será implantada de forma escalonada e começará com os boletos de valor igual ou acima de R$ 50 mil, a partir do dia 13 de março. Em dezembro de 2017, a mudança será estendida para boletos de qualquer valor, seguindo cronograma (veja abaixo) divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A ação será possível devido a um novo sistema de liquidação e compensação para os boletos bancários criado pela Febraban em parceria com a rede bancária. O novo mecanismo deve ainda reduzir inconsistências de dados, evitar pagamento em duplicidade e permitir a identificação do CPF do pagador, facilitando o rastreamento de pagamentos e coibindo fraudes.

Segundo a Febraban, no país, são pagos cerca de 3,5 bilhões de boletos bancários de venda de produtos ou serviços. Todas as informações que obrigatoriamente devem constar no boleto (CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, nome e número do CPF ou CNPJ do pagador) vão continuar, além da permanência de um código de barras.

Fonte: Agencia Brasil
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Brasil – Expectativa de inflação cai para 7,9%

Os brasileiros esperam uma inflação média acumulada de 7,9% para os próximos 12 meses, segundo pesquisa de janeiro deste ano da Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é bem inferior aos 9,1% registrados na pesquisa de dezembro do ano passado e é a menor desde janeiro de 2015 (7,2%), de acordo com a FGV.

A queda de 1,2 ponto percentual entre as pesquisas de dezembro de 2016 e janeiro deste ano foi o maior recuo desde o início da série histórica do levantamento, iniciado em setembro de 2005.

Segundo a FGV, o resultado de janeiro foi provocado pela queda da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que acumulou taxa de 6,29% em 2016, abaixo do teto da meta do governo, que é 6,5%. Segundo a FGV, a ampla divulgação da mídia para esse fato influenciou os consumidores.

Fonte: Ag Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/expectativa-de-inflacao-dos-brasileiros-cai-para-79-segundo-fgv

Brasil – Confiança da indústria indica melhora

*Por Nielmar de Oliveira

A primeira prévia do ano da Sondagem da Indústria indica que o Índice de Confiança da Indústria sinaliza alta de 3,1 pontos, em relação ao último mês de 2016, subindo para 87,8 pontos. Com o resultado, o índice retornaria ao patamar de setembro passado, revertendo as perdas do último trimestre do ano.

Os dados relativos ao indicador foram divulgados hoje (24), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Segundo os economistas o resultado preliminar de janeiro indica melhora tanto das perspectivas para os meses seguintes quanto das considerações sobre a situação atual.

Pelo levantamento, o Índice de Expectativas avançaria 3,4 pontos, para 89,7 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual aumentaria 2,9 pontos, para 86,1 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria fechou com resultado positivo na primeira prévia do ano, crescendo 0,9 ponto percentual, com 73,8%. Este resultado é 0,1 ponto percentual maior que de novembro passado.

A reversão da expectativa da indústria acontece após o confiança do setor ter atingido o patamar mínimo histórico em dezembro do ano passado, quando fechou o ano em 72,9%.

Segundo a publicação da FGV, a fundação ouviu para a primeira prévia de janeiro deste ano 785 empresas entre os dias 2 e 19 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima terça-feira, dia 31 de janeiro.

Fonte: Ag Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/confianca-da-industria-indica-melhora-na-primeira-previa-do-ano-diz-fgv

Finep receberá US$1,5 bilhão do BID para financiar pesquisas

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai receber US$ 1,5 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), via empréstimo, para financiar pesquisas nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Segundo o ministério, esta é a primeira vez que a Finep capta recursos no exterior. Do total, US$ 310 milhões serão executados este ano.

Entre os projetos que devem receber os recursos do BID estão o Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) e o Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação do Setor de Mineração e Transformação Mineral (Inova Mineral). Um programa voltado ao setor de biocombustíveis avançados, em fase de estruturação pela Finep, também terá acesso a esses recursos.

O BID ainda será coinvestidor em empresas inovadoras em estágio inicial e vai auxiliar, com recursos não reembolsáveis e apoio técnico especializado, o fortalecimento institucional da Finep e o desenvolvimento e aplicação de metodologias e processos para o monitoramento de resultados.

Em nota, o presidente da Finep, Marcos Cintra, diz que o governo pretende “potencializar todos os instrumentos disponíveis para alavancar seu crescimento econômico, além de um claro sinal de confiança internacional”. O empréstimo, segundo ele, “sinaliza novos rumos no relacionamento financeiro do país com o exterior.”

Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-01/finep-pede-emprestimo-de-15-bilhao-no-exterior-para-financiar

Reforma da Previdência vai dificultar acesso à aposentadoria

*Por Daniel Mello

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou hoje (20) nota técnica em que afirma que a reforma da previdência social vai restringir o direito à aposentadoria. “O que esse projeto vai fazer é estender, na verdade, sob a capa de igualdade de tratamento ao impor idade mínima e ampliar o tempo de contribuição, é condenar a maior parte dos trabalhadores brasileiros a não se aposentar mais”,  disse a economista do departamento, Patrícia Pelatieri, após participar de uma reunião com líderes de centrais sindicais.

Na avaliação da economista, um dos principais problemas do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) é acabar com parte das diferenciações previstas nas regras atuais, por sexo e ocupação. “Sob a aparente uniformidade que dá para todos os trabalhadores, na verdade, ela aprofunda muitas desigualdades”, destacou.

O estudo do Dieese foi feito a partir da comparação das regras existentes e as propostas de mudança, detalhando os impactos de cada medida. “Para garantir o valor integral do benefício, a pessoa trabalhadora teria que contribuir por 49 anos, tempo que demonstra a utopia que será o desejo de se aposentar com valor integral, mesmo que calculado com base em toda a trajetória contributiva”, diz  a nota técnica sobre o aumento do tempo de contribuição.

A economista ressaltou que o mercado de trabalho brasileiro é “extremamente desigual”, o que dificulta que os trabalhadores consigam contribuir ininterruptamente para atingir novas exigências. “Essa PEC que está sendo apresentada trata de uma transformação profunda nas regras existentes de cobertura previdenciária no Brasil”, acrescentou.

Pelas regras propostas, o trabalhador precisa atingir a idade mínima de 65 anos e pelo menos 25 anos de contribuição para poder se aposentar. Neste caso, ele receberá 76% do valor da aposentadoria – que corresponderá a 51% da média dos salários de contribuição, acrescidos de um ponto percentual desta média para cada ano de contribuição. A cada ano que contribuir a mais o trabalhador terá direito a um ponto percentual. Desta forma, para receber a aposentadoria integral (100% do valor), o trabalhador precisará contribuir por 49 anos, a soma dos 25 anos obrigatórios e 24 anos a mais.

Mobilização

As centrais sindicais preparam uma mobilização conjunta para negociar a reforma. “As seis centrais sindicais decidiram fazer um calendário de mobilizações, porque a reforma da Previdência já está no Congresso Nacional, vai ser debatida e vai ter um resultado. Então, nós achamos que para ter negociações tem que ter pressão para que possamos  modificar e trazer o que interessa para os trabalhadores”, disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Uma das demandas é que, além de um ajuste mais brando sobre o tempo de contribuição e idades mínimas, seja feita uma regra de transição gradativa para quem já está no mercado de trabalho. “Tem que ter uma proporcionalidade para o tempo de trabalho que já foi exercido, que a regra de transição seja mais justa”, destacou Juruna.

Conforme a proposta do governo, haverá uma regra de transição para quem está perto da aposentadoria. Homens com 50 anos de idade ou mais e mulheres com 45 anos de idade ou mais poderão aposentar-se com regras diferenciadas. A regra de transição só vale para o tempo de aposentadoria, já para o cálculo do benefício valerá a nova regra proposta. Trabalhadores nessa situação deverão cumprir um período adicional de contribuição, uma espécie de “pedágio”, equivalente a 50% do tempo que faltaria para atingir o tempo de contribuição exigido.

O governo argumenta que a reforma é necessária por causa do envelhecimento da população e o aumento das despesas da União com o pagamento de aposentadorias e que faz parte do pacote de medidas do ajuste fiscal da economia.

Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/reforma-da-previdencia-vai-dificultar-acesso-aposentadoria-diz-dieese

Dólar cai e bolsa no Brasil sobe em dia de posse de Trump

* Por Wellton Máximo

O mercado financeiro teve um dia de tranquilidade no dia da posse do novo presidente norte-americano, Donald Trump. A moeda norte-americana fechou no menor valor em oito dias, e a bolsa de valores encerrou no nível mais alto em quase três meses.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (20) vendido a R$ 3,182, com queda de R$ 0,018 (-0,55%). A cotação está no menor valor desde o dia 12 (R$ 3,176). O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia com alta de 0,89%, aos 64.521 pontos, no maior nível desde 31 de outubro.

Com a queda de hoje, o dólar acumula baixa de 2,1% em 2017. A divisa começou o dia operando próxima da estabilidade, mas ampliou a queda no decorrer da tarde após o novo presidente norte-americano não anunciar medidas econômicas durante a cerimônia de posse.

Em novembro, o dólar subiu 6,18% após Trump vencer as eleições para a presidência dos Estados Unidos. A moeda, no entanto, reverteu a alta nas últimas semanas, operando próximo aos níveis registrados antes da votação.

No início de dezembro, o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, anunciou que os juros básicos dos Estados Unidos podem subir até três vezes este ano dependendo da política econômica de Trump. Segundo o órgão, caso o novo presidente aumente os gastos públicos para estimular a maior economia do planeta, a autoridade monetária terá de subir os juros para evitar que a inflação no país aumente.

Taxas mais altas nos Estados Unidos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, e pressionam para cima o dólar em todo o planeta. Isso porque os investidores internacionais lucram menos com a diferença entre as taxas altas nos países emergentes e as taxas menores nos países desenvolvidos.

* Com informações da Prensa Latina e da Agência Ansa

Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/dolar-cai-e-bolsa-no-brasil-sobe-em-dia-de-posse-de-trump

Baixa produtividade é entrave para o Brasil competir

Dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) consideram a baixa produtividade um dos principais entraves ao aumento da competitividade da economia brasileira. Os representantes da entidade comentaram os resultados da pesquisa Competitividade Brasil, divulgada hoje (19) e que mostra o país no penúltimo lugar em um ranking de 18 países.

O Brasil superou apenas a Argentina em uma lista de países escolhidos por suas semelhanças com a economia brasileira, seja pelo nível de renda parecido ou por competirem com os mesmos produtos no mercado externo. O país demonstrou o pior desempenho em custo e disponibilidade de capital. No entanto, para a CNI, os problemas para custear e achar mão de obra também merecem destaque. O Brasil ocupou o décimo primeiro lugar na avaliação desse quesito.

O gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, diz que a mão de obra mais cara está ligada também à baixa produtividade, ou seja, reduzida capacidade de produzir com eficiência. “O problema é a baixa produtividade. Nesta edição da pesquisa, a gente ficou no vermelho em crescimento da força de trabalho [conceito associado às pessoas disponíveis com capacidade para serem empregadas] e isso nos fez cair várias posições”, comentou.

Fonseca afirmou que o aumento da produtividade passa pela melhoria da educação. “Em termos de solução, vários fatores dificultam. A educação é um deles. A baixa qualidade da educação dificulta que os trabalhadores consigam absorver novas tecnologias, em um mundo em que a tecnologia muda muito rápido. Ou seja, o aprendizado tem que ser rápido e isso é difícil”, declarou.

Curiosamente, a educação foi o quesito em que o Brasil ficou mais bem posicionado no ranking: ocupou o nono lugar, entre 15 países com informações disponíveis sobre o assunto. O principal motivo foi o subfator gastos com educação, no qual o país figura em quarto lugar.

Os representantes da CNI acreditam que isso reforça o entendimento de que gastos altos não significam educação de qualidade, já que apesar dos investimentos elevados o país ocupou posições baixas em quesitos como qualidade e disseminação da educação, respectivamente 12º e décimo lugares. “Se eu só manter o gasto e não tiver resultado, eu acabo não tendo competitividade. O grande investimento na educação tem que ser na questão da gestão”, disse Renato da Fonseca.

“Quando comparamos o desempenho de diversos estados em relação a gastos na educação, é surpreendente observarmos que nos que têm os melhores resultados não necessariamente a associação é perfeita em termos de gastos. Estados do Nordeste mostram desempenhos superiores aos do Sul e Sudeste”, acrescentou o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes.

Impactos da crise

Na avaliação da CNI, a crise econômica dos anos recentes piorou o desempenho do país na pesquisa Brasil Competitividade. De 2015 para 2016, o país retrocedeu posições em quatro dos nove fatores que determinam a capacidade de competir: disponibilidade e custo de mão de obra, ambiente macroeconômico, competição e escala do mercado doméstico e tecnologia e inovação.

A penúltima posição na classificação geral, contudo, repetiu o resultado que vem sendo registrado desde 2012. A pesquisa foi feita pela primeira vez em 2010 e repetiu-se em 2012, 2013 e 2014.

O primeiro lugar no ranking geral do estudo este ano foi ocupado pelo Canadá, seguido pela Coreia do Sul, Austrália, China, Espanha e Chile. Foram analisados ainda, em ordem de classificação, Polônia, Rússia, Tailândia, Turquia, Indonésia, África do Sul, México, Índia, Colômbia e Peru, além do Brasil e Argentina, que ocuparam os últimos dois lugares.

Fonte: Ag Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/baixa-produtividade-e-entrave-para-o-brasil-competir-diz-cni

Confiança do empresário volta a subir no começo de 2017

O índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou de 48 pontos em dezembro do ano passado para 50,1 pontos em janeiro de 2017, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (18). A alta aconteceu apos três meses seguidos de queda.

O levantamento, que dá origem ao indicador, foi feito entre 3 e 13 de janeiro com 2.791 empresas do país. Pela metodolodia utilizada, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário e acima deste patamar indicam empresários confiantes.

Em 50,1 pontos, portanto, o índice está praticamente sobre a linha divisória que separa confiança de falta de confiança dos empresários. O indicador também ficou 13,6 pontos acima de janeiro de 2016. Entretanto, ainda está abaixo da média histórica, que é de 54,1 pontos.

“O aumento no índice de confiança deve-se à melhora das perspectivas dos empresários. O índice de expectativas, um dos componentes do ICEI, registrou crescimento de 3,1 pontos na comparação mensal. As expectativas com relação a economia brasileira, que eram pessimistas em dezembro, tornaram-se neutras”, informou a Confederação Nacional da Indústria.

Já as perspectivas com relação à empresa, outro componente do ICEI, tornaram-se mais positivas, com o índice crescendo 2,6 pontos de dezembro para janeiro deste ano.

“O índice de condições atuais, por sua vez, variou 0,5 ponto, dentro da margem de erro do índice. O índice, de 41,2 pontos, permanece abaixo da linha divisória, refletindo a continuidade de piora nas condições atuais”, concluiu a CNI.

Fonte: G1
Link: http://g1.globo.com/economia/noticia/confianca-do-empresario-volta-a-subir-no-comeco-de-2017.ghtml

Governo anuncia R$ 8,2 bilhões de crédito para pequenas e microempresas

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) a liberação de R$ 8,2 bilhões em financiamentos para pequenas e microempresas para os próximos dois anos a partir de março. O dinheiro estará disponível em empréstimos do Banco do Brasil e do BNDES.

O programa, chamado de “Empreender Mais Simples: Menos Burocracia, Mais Crédito”, também prevê o investimento de R$ 200 milhões na melhoria de dez sistemas informatizados para auxiliar na desburocratização e gestão de empresas. Os primeiros módulos modernizados serão lançados em fevereiro, segundo o Sebrae, um dos responsáveis pelo programa.

As medidas são promovidas pelo Sebrae e Banco do Brasil, além do próprio governo federal. Elas visam reduzir a burocracia enfrentada por empreendedores e orientá-los na busca de verbas para expandir o negócio.

Dos R$ 8,2 bilhões disponibilizados, em torno de R$ 7 bilhões sairão do BNDES, numa modalidade em que as pequenas e microempresas poderão ter um prazo de pagamento de até 60 meses, carência de até 12 meses e encargos totais a partir de 1,63% ao mês.

O R$ 1,2 bilhão restante sairá de uma linha de empréstimo do Banco do Brasil, que conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Por meio dessa última modalidade de empréstimo, o interessado poderá realizar o financiamento com contratação simplificada, prazo de até 48 meses para o pagamento, isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxas de juros a partir de 1,56% ao mês. A carência será de até 12 meses para a quitação da primeira parcela do valor principal.

Em contrapartida, o empreendedor deve garantir os empregos gerados e a renda até um ano após depois da contratação do crédito. Se o negócio contar com mais de dez empregados, o dono terá de contratar um jovem aprendiz em até seis meses após o empréstimo.

Em fevereiro, nove cidades terão agentes especializados do Sebrae para prestar consultorias às empresas que buscarem os empréstimos: Campinas, Ribeirão Preto, Vitória, Manaus, Cuiabá, Sinop, Natal, Mossoró e Curitiba. Depois, a partir de março, a expectativa é que o convênio esteja operando plenamente, com 500 agentes em todo o país.

Modernização de sistemas

Um dos sistemas a serem modernizados, informou o presidente do Sebrae, Afif Domingis, é o e-Social. Os empreendedores poderão usar a ferramentar para atualizar de uma só vez as obrigações trabalhistas e previdenciárias.

Com a mudança, 13 obrigações acessórias serão descartadas e o comerciante poderá incluir o recolhimento das contribuições ao INSS dos empregados e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na guia do Simples Nacional.

Confira todos os sistemas que serão modernizados, segundo o Sebrae:

– Implantação do sistema Redesimples
– Documentos fiscais eletrônicos das micro e pequenas empresas
– e-Social
– Processo de restituição automatizada do Simples Nacional
– Pedido eletrônico de isenção de IPI e IOF
– Pedido simplificado de restituição e compensação
– Repositório nacional de dados do Simples Nacional
– Aprimoramento do Portal do Empreendedor e Conta Corrente (fiscal) do MEI
– Sistema de pagamento do Simples Nacional por modalidades eletrônicas
– Sistema de parcelamento do Simples Nacional

Micro e pequenas empresas no Brasil

De acordo com dados do Sebrae, as pequenas e microempresas somam 11,5 milhões de negócios no país, o que representa 98,5% de todas as empresas brasileiras. Ao todo, elas são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 41% da massa salarial. Ao todo, metade dos pequenos negócios estão na região Sudeste.

Segundo o Sebrae, apesar do crescimento de pequenas e microempresas no país, 83% dos donos desses empreendimentos não procuraram crédito no ano passado. Já 19% dos que procuraram um banco para um empréstimo em algum momento tiveram o pedido negado. Estudo da entidade também indica que a inadimplência aumentou de 3,4% em 2012 para 8% em 2016.

Fonte: G1
link: http://g1.globo.com/politica/noticia/governo-anuncia-r-82-bilhoes-em-financiamentos-para-pequenas-e-microempresas.ghtml

Reconhecimento importa mais do que dinheiro?

Por que algumas empresas conseguem engajar seus funcionários e outras não? A motivação de equipes é uma questão central para companhias pequenas e grandes. Enquanto uns acreditam que o que importa é o bônus no final do ano, outras apostam em escritórios lindos, comida de graça para colaboradores e diversão à vontade: mesas de pebolim, áreas destinadas para fazer massagem e até videogames.

A chave da motivação está no reconhecimento. “O reconhecimento é uma espécie de mágica humana – uma pequena conexão humana, um presente de uma pessoa para outra que se traduz em um resultado muito maior e mais significativo”, avalia Dan Ariely no livro “Payoff” (Recompensa, em uma tradução livre).

Para entender como funciona a motivação, Ariely montou um estudo com universitários americanos, no qual eles deveriam encontrar pares de letras idênticas juntas em folhas impressas com letras de forma aleatória. Eles ganhavam US$ 0,55 ao terminar a primeira folha, US$ 0,50 na segunda, US$ 0,45 na terceira, e assim sucessivamente.

Os participantes foram divididos em três grupos. No primeiro, cada participante anotava seu nome na sua folha e a entregava para o monitor do estudo, que avaliava os resultados com atenção e o questionava se ele tinha interesse em continuar o experimento, ganhando US$ 0,05 a menos. No segundo grupo, o participante não precisava assinar a folha e o monitor não verificava o seu trabalho, simplesmente colocando a folha em uma pilha de papeis. Por fim, quando o participante do terceiro e último grupo entregava as folhas, o monitor não reconhecia em absoluto seu trabalho e simplesmente colocava a folha em uma máquina fragmentadora de papeis.

À primeira vista, seria fácil de imaginar que os participantes do terceiro grupo, por terem um estímulo maior para não procurarem pelas letras idênticas e terem, assim, menos trabalho, continuariam por mais tempo, para ganhar mais dinheiro com menos esforço. No entanto, os resultados mostraram que os participantes do primeiro grupo continuaram a encontrar as letras idênticas até o valor da remuneração cair até US$ 0,15, enquanto os do segundo e terceiro grupos pararam quando a folha valia, em média, US$ 0,27 e US$ 0,29, respectivamente.

“Os resultados mostram que quando somos reconhecidos por nosso trabalho, ficamos mais dispostos a trabalhar mais para ganhar menos, e que quando não somos reconhecidos, perdemos muito da nossa motivação”, destaca Ariely, e emenda: “também fica claro que podemos aumentar a motivação simplesmente reconhecendo os esforços de quem trabalha conosco”.

O dinheiro importa sim, mas menos do que imaginamos. Ao reconhecermos o trabalho dos outros e darmos a ele significado, temos mais chance de engajá-los no trabalho. Se mantemos uma visão de que as pessoas trabalham apenas por dinheiro e não se importam com o resultado do seu trabalho, temos muito menos chances de aumentar a motivação da nossa equipe.

Em empresas grandes, quando é difícil para um colaborador ter uma visão do todo, o problema da motivação pode ficar ainda mais complexo. No entanto, ao reconhecer o trabalho individual de cada funcionário, sua colaboração, inteligência e criatividade ajuda muito mais do que instalar mais uma mesa de ping pong no escritório.

Post em parceria com a jornalista Carolina Ruhman Sandler

Fonte: G1
Link: http://g1.globo.com/economia/blog/samy-dana/post/reconhecimento-importa-mais-do-que-dinheiro.html

PIB deve se acelerar ao longo de 2017

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (16), em Davos, na Suíça, que a economia brasileira vai voltar a crescer já no primeiro trimestre de 2017 e que essa trajetória de crescimento deve se acelerar ao longo do ano.

“Já esperamos um crescimento no primeiro trimestre de 2017 e um crescimento acelerando-se ao longo de 2017, onde o quarto trimestre deste ano, comparado com o quarto trimestre de 2016, nós esperamos um crescimento de 2%”, disse o ministro, que está em Davos para participar do Fórum Econômico Mundial.

Ao ser questionado sobre a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu, para baixo, a sua previsão para o crescimento do PIB do Brasil em 2017, de 0,5% para 0,2%, Meirelles afirmou que o “FMI tende a ser conservador.”

Na avaliação do ministro, “o que importa é a trajetória de crescimento da economia.”Ele apontou que o mercado espera um crescimento “um pouco acima” de 0,5% para a economia em 2017.

Entretanto, Meirelles disse que o governo deve anunciar nos próximos dias uma revisão nas suas próprias previsões para o crescimento do PIB em 2017, que hoje é de alta de 1%. Ele não disse, porém, se essa revisão será para baixo.

Meirelles afirmou que o governo está fazendo o possível para reverter o cenário de recessão e desemprego e que a economia já mostra sinais de recuperação.

“A crise é séria, é grave, mas nós herdamos, não construímos [a crise]”, disse.

O ministro citou que o Brasil reduziu a instabilidade fiscal, que a inflação está caindo, o que permitiu que o Banco Central tomasse “medidas adequadas” e que isso vai impulsionar o crescimento. Ele se refere ao corte de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, anunciada na semana passada pelo Banco Central, e que levou os juros a 13% ao ano.

Rio de Janeiro

Sobre a negociação do ajuste fiscal do Rio de Janeiro, que permitirá que o estado renegocie o pagamento da dívida que tem com a União e deixe de pagar parcelas por 36 meses, o ministro da Fazenda informou que o acordo será formalizado na próxima segunda-feira (23). A previsão anterior era que isso acontecesse ainda nesta semana.

Meirelles afirmou que o governo está aberto a negociar acordos semelhantes com outros estados. “Mas não há fila de outros estados pedindo [acordo], exatamente porque as condições são muito duras”, disse.

O ministro terá uma participação mais curta no Fórum Econômico Mundial porque voltará ao Brasil para continuar negociando o plano de recuperação fiscal do Rio de Janeiro. A volta do ministro está agendada para a noite de quarta-feira (18).

Fonte: G1
Link: http://g1.globo.com/economia/noticia/trajetoria-de-crescimento-do-pib-deve-se-acelerar-ao-longo-de-2017-diz-meirelles.ghtml

Temer diz a agência que vai liberar R$ 12 bilhões para pré-custeio da safra agrícola

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (16), em entrevista à agência Reuters, que anunciará até a próxima semana a liberação de R$ 12 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola 2017/2018. O G1apurou que o anúncio deve ocorrer nesta quinta (19).

Esse financiamento tem como objetivo ajudar produtores rurais a adquirir insumos para as plantações do início do ano, antes mesmo da próxima safra. Entre os produtos mais adquiridos com a verba estão sementes, fertilizantes, pesticidas e máquinas agrícolas.

“Vamos injetar na agricultura R$ 12 bilhões. O plano pré-safra vai ser anunciado nesta semana ou na semana que vem”, afirmou o presidente a Reuters.

Os recursos serão viabilizados por meio de uma linha de crédito do Banco do Brasil e sairão de captações da Poupança Rural e do depósito à vista.

O montante reservado pelo governo federal para o pré-custeio da safra agrícola deste ano é superior ao de 2016 e de 2015. Nos últimos dois anos, o Executivo federal havia liberado R$ 10 bilhões e R$ 9 bilhões, respectivamente.

As taxas que serão cobradas dos produtores rurais no plano pré-safra deste ano ainda não foram anunciadas oficialmente. No ano passado, o financiamento de até R$ 710 mil teve taxas de até 7,75% ao ano e, o de até R$ 1,2 milhão, 8,75% ao ano.

Micro e pequenas empresas

Na mesma entrevista a Reuters, Temer informou que, nesta semana, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) anunciará a liberação de R$ 1,2 bilhão para financiamento as empresas deste segmento.

Fonte: G1
Link: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/temer-diz-a-agencia-que-vai-liberar-r-12-bilhoes-para-pre-custeio-da-safra-agricola.ghtml

Dólar cai ante real com volta de leilão do BC e exterior

O Dólar opera em queda nesta terça-feira (17), influenciado pela volta do Banco Central ao mercado cambial e também pelo recuo da moeda norte-americana no exterior, segundo a Reuters.

Às 12h20, a moeda norte-americana caía 0,77%, vendida a R$ 3,2133, depois de ter acumulado ganho de 1,98% nos dois pregões anteriores. Veja a cotação.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 1,09%, a R$ 3,2030
Às 10h, queda de 1,06%, a R$ 3,2040
Às 10h30, queda de 1,98%, a R$ 3,2075
Às 11h09, queda de 0,89%, a R$ 3,2097

Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 3,1924. O mercado externo também contribuía para o movimento de queda do dólar. A moeda norte-americana cedia ante uma cesta de moedas e divisas de emergentes, como o peso mexicano.

Atuação do BC
“O Banco Central agiu para preservar a segurança do mercado e dar mais tranquilidade aos agentes diante dos fatos externos”, destacou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, à Reuters.

O BC anunciou na noite passada que fará nesta sessão leilão de até 12 mil contratos de swaps tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares -, decisão tomada após avaliar as condições de mercado. A venda será para rolagem dos contratos que vencem em fevereiro e que somam o equivalente a US$ 6,431 bilhões.

Se mantiver o mesmo ritmo de swaps ofertados nos próximos dias e vendê-los na íntegra, o BC rolará o volume total em 11 leilões. A última vez que o BC entrou no mercado de câmbio foi dia 13 de dezembro.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse nesta terça-feira que a autoridade monetária poderá sempre fornecer hedge a empresas se os mercados não estiverem funcionando bem e se houver problemas de liquidez, acrescentando ainda que o BC pode usar suas ferramentas cambiais para evitar volatilidade excessiva ou falta de liquidez dentro do regime de câmbio flutuante, que considera a primeira linha de defesa da economia contra choques externos.

Cenário externo
Os mercados aguardam a posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na próxima sexta-feira. Ainda há temores de que sua política econômica possa ser inflacionária, o que pressionaria o Federal Reserve, banco central norte-americano, a aumentar ainda mais os juros e atrair à maior economia do mundo recursos hoje aplicados em outras praças, como a brasileira.

Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,52%, vendida a R$ 3,2385.

Fonte: G1
Link: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/cotacao-do-dolar-170117.ghtml

Corte maior de juro contribui para retomada da economia, diz BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta terça-feira (17), por meio da ata de sua última reunião, que a decisão de intensificar o ritmo de redução dos juros contribui, desde já, para o processo de estabilização e posterior retomada da atividade econômica.

A ata se refere à decisão do Copom da semana passada de baixar a taxa básica da economia, a Selic, de 13,75% para 13% ao ano. Foi o maior corte em quase cinco anos e o terceiro seguido promovido pelo colegiado.

O documento aponta, porém, que esse ritmo maior de corte de juros não implicará em desvio em relação ao objetivo de levar a inflação para a meta de 4,5% em 2017 e 2018. O BC estima que o IPCA ficará entre 4% e 4,4% neste ano, abaixo da meta central de inflação fixada para o período, e entre 3,4% e 4,5% no ano seguinte.

Recessão e inflação

A economia brasileira passa por forte recessão, tendo o Produto Interno Bruto (PIB) encolhido 3,8% em 2015, o maior tombo em 25 anos, e com estimativa de um recuo de cerca de 3,5% no ano passado (resultado ainda será divulgado pelo IBGE). Para 2017, o governo estima um crescimento de 1%, o mercado vê uma expansão de 0,5%, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma alta de apenas 0,2%.

Ao mesmo tempo, os últimos indicadores mostram inflação mais controlada. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, voltou a ficar abaixo do teto de 6,5% no ano passado, somando 6,29%, depois de ter alcançado 10,67% em 2015.

“O processo contínuo de distensão do mercado de trabalho [aumento do desemprego] e a desaceleração significativa da atividade econômica podem produzir desinflação mais intensa que a refletida nas expectativas de inflação medidas pela pesquisa Focus [que traz as expectativas dos bancos] e nas projeções condicionais produzidas pelo Copom”, avaliou o Banco Central.

O BC acrescentou que a “dinâmica mais favorável da inflação no período recente mostra sinais de desinflação mais difundida” e que a “atividade econômica aquém do esperado e a perspectiva de uma recuperação mais demorada e gradual tendem a reforçar esse processo”.

Decisões futuras

Sobre as decisões futuras a respeito da taxa básica de juros, o Copom informou que a extensão do ciclo (de corte dos juros) e “possíveis revisões no ritmo de flexibilização continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação” e da evolução dos fatores de risco – como o comportamento da inflação, da taxa de crescimento, das reformas fiscais e de outros ajustes na economia.

Na semana passada, o mercado financeiro estimou que o Copom realizará um corte menor de juros, de 0,50 ponto percentual, em seu próximo encontro, em fevereiro, para 12,50% ao ano. Para o fim de 2017, porém, os analistas já preveem que a taxa Selic estará em 9,75% ao ano, ou seja, abaixo de 10% ao ano.

Fonte : G1
Link: http://g1.globo.com/economia/noticia/corte-maior-de-juro-contribui-para-retomada-da-economia-diz-bc.ghtml

Bolsa cai e dólar sobe no Brasil após eleição de Trump

O dólar sobe e a bolsa de valores no Brasil cai na manhã de hoje (9), após o anúncio da vitória do empresário Donald Trump na eleição para a presidência dos Estados Unidos. Trump venceu a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton.

Às 9h50 de hoje (9), o dólar estava cotado a R$ 3,2450. Às 10h, o dólar era vendido a R$ 3,2380. O Índice de Valores da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) caia 3,24% por volta das 10h20, com 62.079,76 pontos.

Os mercados financeiros no mundo desabaram com a notícia da vitória de Donald Trump. O índice Nikkei do Japão caiu mais de 800 pontos, ou seja quase 5%.
As aplicações financeiras estão se transferindo para o ouro. O peso mexicano está em queda livre.

Edição: Kleber Sampaio
Fonte: Agencia Brasil
LinK: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-11/bolsa-cai-e-dolar-sobe-no-brasil-apos-eleicao-de-trump

Meirelles: Brasil está preparado para qualquer volatilidade após eleição nos EUA

Por Daniel Lima

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (9), em nota, que o Brasil está preparado para lidar com qualquer volatilidade dos mercados resultante das eleições presidenciais nos Estados Unidos. “Estamos acompanhando a evolução dos principais indicadores econômicos e o possível impacto na projeção de cenários e dos efeitos para o crescimento, particularmente nas projeções para 2017”, disse.

Mais cedo, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, já tinha informado que o Brasil acompanhava as movimentações do mercado financeiro após a eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos.

“Nós estamos acompanhando os mercados globais e do Brasil e, caso necessário, tomaremos as medidas adequadas”, afirmou o presidente do BC. Ele preferiu não comentar o resultado das eleições e seus possíveis desdobramentos para mercados emergentes, como o do Brasil.

O empresário Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos obtendo, nesta madrugada, 276 votos de delegados do colégio eleitoral. Ele disputou as eleições contra a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton.

Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-11/meirelles-brasil-esta-preparado-para-qualquer-volatilidade-apos-eleicao-nos