Dólar cai ante real com volta de leilão do BC e exterior

O Dólar opera em queda nesta terça-feira (17), influenciado pela volta do Banco Central ao mercado cambial e também pelo recuo da moeda norte-americana no exterior, segundo a Reuters.

Às 12h20, a moeda norte-americana caía 0,77%, vendida a R$ 3,2133, depois de ter acumulado ganho de 1,98% nos dois pregões anteriores. Veja a cotação.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 1,09%, a R$ 3,2030
Às 10h, queda de 1,06%, a R$ 3,2040
Às 10h30, queda de 1,98%, a R$ 3,2075
Às 11h09, queda de 0,89%, a R$ 3,2097

Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 3,1924. O mercado externo também contribuía para o movimento de queda do dólar. A moeda norte-americana cedia ante uma cesta de moedas e divisas de emergentes, como o peso mexicano.

Atuação do BC
“O Banco Central agiu para preservar a segurança do mercado e dar mais tranquilidade aos agentes diante dos fatos externos”, destacou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, à Reuters.

O BC anunciou na noite passada que fará nesta sessão leilão de até 12 mil contratos de swaps tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares -, decisão tomada após avaliar as condições de mercado. A venda será para rolagem dos contratos que vencem em fevereiro e que somam o equivalente a US$ 6,431 bilhões.

Se mantiver o mesmo ritmo de swaps ofertados nos próximos dias e vendê-los na íntegra, o BC rolará o volume total em 11 leilões. A última vez que o BC entrou no mercado de câmbio foi dia 13 de dezembro.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse nesta terça-feira que a autoridade monetária poderá sempre fornecer hedge a empresas se os mercados não estiverem funcionando bem e se houver problemas de liquidez, acrescentando ainda que o BC pode usar suas ferramentas cambiais para evitar volatilidade excessiva ou falta de liquidez dentro do regime de câmbio flutuante, que considera a primeira linha de defesa da economia contra choques externos.

Cenário externo
Os mercados aguardam a posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na próxima sexta-feira. Ainda há temores de que sua política econômica possa ser inflacionária, o que pressionaria o Federal Reserve, banco central norte-americano, a aumentar ainda mais os juros e atrair à maior economia do mundo recursos hoje aplicados em outras praças, como a brasileira.

Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,52%, vendida a R$ 3,2385.

Fonte: G1
Link: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/cotacao-do-dolar-170117.ghtml