* Por Beatriz Iolanda Peixoto de Freitas
(Economista)

 

O Auxílio Emergencial, benefício que estava a ser direcionado a grande parte da população brasileira para arcar com a sobreviência durante a pandemia, teve o seu valor reduzido para R$300,00; auxílio este, antes com seu valor dobrado em R$600,00. O anúncio da terça-feira passada (01/Setembro/2020) pelo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (Sem Partido), veio como um balde de agua fria a quem necessita do benefício para sustento de famílias que estão em situação periclitante

O presidente, deverá encaminhar uma medida provisória ao Congresso Nacional estabelecendo as novas parcelas. E também foi anunciado que o auxílio terá ainda a duração de 4 meses, ou seja, ele será pago até o fim d ano de 2020.

Desta vez, o valor estipulado pelo governo será mantido pois, inicialmente, o Governo havia sugerido R$200,00 de auxílio, o que foi rejeitado pelos parlamentares que forçaram o aumento do mesmo para o valor que foi pago, ou seja, R$600,00. inclusive, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou ser a favor da manutenção do novo valor de R$300,00.

Este fato é bastante preocupante, visto que o PIB Brasileiro, registrou a sua segunda queda histórica, desde que a série começou a ser quantificada em 1996. estes dados foram fornecidos pelo Sistemas de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Voltamos ao patamar que a economia estava em 2009. Embora Paulo Guedes (Ministro da Economia) declare acreditar numa recuperação rápida, vários estudiosos acreditam que viveremos a “Nova Década Perdida”.