20 de setembro de 2021

BEATRIZ IOLANDA

Empreendedorismo é o nosso foco!

Gestão empresarial e o excesso de otimismo

999673_474907939261911_364528096_nAssumir riscos requer muita autoconfiança, mas é preciso lembrar que o mundo dos negócios não é um arco-íris com potes de ouro…

Eike Batista, que sonhava em se tornar o maior bilionário do mundo e batizou suas empresas com a letra “x” para representar a multiplicação da riqueza, vê acionistas o abandonarem e seu patrimônio despencar em função de promessas não cumpridas.

Seus críticos afirmam que, entre seus erros, está o excesso de otimismo, que o levou a assumir riscos elevados e a contagiar os demais. No dia-a-dia de um gestor, há um momento em que o otimismo passa da conta e começa a atrapalhar? Especialistas dizem que sim.

É consenso que o otimismo é uma característica necessária aos homens de negócios, principalmente em mercados que exigem inovação. Porém, é preciso cautela.
“O otimismo é um valor importante para o negócio; são os ousados que têm poder de recompensa grande. Mas, às vezes, o executivo toma decisões fora da sua alçada, não faz uma análise adequada de mercado e da própria empresa. Ele confia tanto tanto em si, que não calcula os riscos”, avalia a coordenadora de Carreiras do Instituto IBMEC, Fernanda Schroder.

Alguns sinais de que o otimismo do gestor está exagerado podem ser observados de acordo com os resultados da empresa. Em caso de companhias de capital aberto, uma grande venda de ações por parte dos investidores ou uma queda no valor dos papéis pode ser um indicativo de que algo não está dando certo.

Alterações no fluxo de caixa (quando a empresa gasta mais do que arrecada, por exemplo) e queda na crença dos fornecedores também devem ser observadas. Outro sinal que deve ser visto com atenção é quando a empresa encontra dificuldades de concretizar seu plano de negócios.

“Quando a realidade mostra que aquilo em que eu acredito não está se concretizando, pode ser um sinal de que estou sendo muito otimista. Se acontece algo no mercado que faça o gestor mudar a sua rota planejada e mesmo assim ele consegue andar para frente, está ok. Se ele não consegue, é preciso saber enxergar um ‘plano B'”, diz o professor do Insper, Aloisio Buoro.

Fonte: Exame.com