Bom-Senso“As pessoas são contratadas pelo conhecimento e demitidas ou promovidas pelo comportamento”. É assim que o renomado consultor administrativo Peter Drucker define a conduta a ser tomada no ambiente de trabalho. A dica, escrita pelo australiano no século 20, permanece relevante ainda na atualidade.

Segundo o gerente de Recursos Humanos Mário Everton, o comportamento dentro da empresa determina o futuro dele.

Dentre as decisões tomadas que podem influenciar nas relações corporativas, o especialista destacou a vestimenta como um detalhe a ser observado.

“As roupas utilizadas dependem do ambiente de trabalho. O importante é se vestir de uma forma que não choque ninguém, além de evitar roupas justas ou muito curtas”, afirma o profissional.

Everton diz que, além da roupa, outro item da vaidade do ser humano deve ser usado com precaução: o perfume.

O gerente de RH conta que cuidados simples fazem a diferença nas relações com o colega de trabalho.
“É importante que a pessoa passe o perfume nos pulsos e depois espalhe pelo corpo. Se você passar nas mãos, vai deixar o cheiro na hora de cumprimentar alguém assim como correr o risco de causar alguma irritação na pele de um colega alérgico”, informa.

Além da dificuldade de conviver com pessoas que usam perfumes fortes, a abordagem sobre o assunto é outro obstáculo imposto aos colegas de trabalho.

Everton sugere que indiretas sejam descartadas na hora de alertar sobre situações constrangedoras.
“De preferência, o grupo que está incomodado deve procurar a pessoa mais íntima desse colega para conversar sutilmente. Por exemplo, pode-se elogiar a fragrância e sugerir que ela seja usada com moderação por ela ser forte”, indica.

As indiretas podem gerar outro comportamento capaz de causar desconforto no ambiente de trabalho: a fofoca.
O gerente diz que a formação de ‘panelinhas’ afasta o ambiente de trabalho do objetivo de harmonização do local.

“No caso da formação desses grupos, é importante que o gestor perceba esse comportamento e converse com essas pessoas, mostrando que não é a maneira correta de lidar com o problema por causar constrangimento”, avalia.

A chave para manter o equilíbrio entre a vontade própria e a ‘política da boa vizinhança’, para a psicóloga Luciana Jacob, está no reconhecimento do ambiente em que o funcionário está inserido.

“Cada empresa tem uma cultura e uma dinâmica entre a equipe. Enquanto bancos exigem um comportamento mais formal, empresas ligadas à criatividade como start-ups e agências de publicidade permitem maior flexibilidade”, comenta.

Enquanto uma dinâmica confortável representa um ambiente saudável, a especialista alerta que um bom relacionamento com chefes não deve ser confundido com falta de hierarquia.

“Por mais criativo e flexível que o trabalho seja, não se esqueça de você foi contratado para produzir”, reforça.
Luciana diz que é necessário que os funcionários tenham maturidade para entender que é possível ser amigo do chefe, mas que ele permanece na liderança dentro da empresa.

A delimitação dessas relações, segundo a psicóloga, encontra-se sob o responsabilidade dos gestores.
“Não tem problema algum você sair com o chefe para um bar no final do expediente, mas lembre que ele ainda pode lhe chamar a atenção dentro do ambiente de trabalho e você não pode confundir sua vida pessoal com a profissional”.

Fonte: D24
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