Todos os post de Beatriz Iolanda

BEATRIZ IOLANDA PEIXOTO DE FREITAS: Economista, Palestrante, Consultora Empresarial, Escritora, Roteirista, Colunista e Professora Universitária.

3 palavras para garantir o fracasso

fracassoNo conto de Ali Babá e os 40 ladrões a frase “abre-te sésamo” teria a mágica  propriedade de um controle remoto. Pronunciá-la era o suficiente para que a  entrada da caverna dos tesouros roubados fosse aberta, deixando o protagonista  da história rico. Sésamo em português de Portugal é o nosso gergelim (aquele que  vem em cima do pão). Sua planta se abre de forma lenta, soltando as sementes aos  poucos, tal qual se espera de um depósito tão valioso. Era o inacreditável poder  da analogia.

Diferente da fantasia de Ali Babá, há 3 palavras que são verdadeiramente capazes  de alterar o andamento das coisas, mas ao invés de atrair riquezas, elas  garantem o fracasso quando pronunciadas em sequência. Vamos ver como funciona a  mecânica por trás da expressão “eu vou tentar”.

A falta de compromisso e confiança

Qualquer acordo que envolva a frase “eu vou tentar” já começa dando errado.  Para aquele que diz, é uma declaração da sua provável incapacidade e, por isso,  não conseguir é um resultado bastante aceitável. Quem escuta, por outro lado,  endossa a postura e passa a esperar por uma falha. Nesse casso, o sucesso é  lucro. Se as duas partes veem o fracasso como sendo a opção mais provável, não  há por que fazer um esforço a mais no sentido de conseguir.

O medo de fracassar

Não há nada de errado em fracassar. De fato, toda grande conquista precisou  de uma série de fracassos até que encontrasse um modelo de funcionamento ideal,  ou visto de outra forma, talvez o fracasso seja a grande matéria prima do  sucesso. O problema está em tentar ao invés de estabelecer uma meta de  conseguir. Somente através de um esforço genuíno é possível obter resultados  confiáveis sobre o que pode ou não dar certo. O que não acontece quando,  motivado pelo medo de falhar, se inicia a empreitada usando a expressão “eu vou  tentar”.

A exclusão das alternativas

A flexibilidade é outro grande componente do sucesso. Significa adaptar as  estratégias e ações às circunstâncias, em prol de um objetivo final amplo,  buscando alternativas mais inteligentes diante de cada novo pequeno fracasso.  Isso exige comprometimento com a meta de conseguir. Aqueles que simplesmente  tentam, deixam o assunto de lado no primeiro revés. Afinal, o fracasso sempre  foi a opção mais provável para eles.

Fonte Adm.com

4 clichês terríveis de vendedores

sacolaToda venda bem-sucedida nasce de uma relação de confiança entre um vendedor e o  cliente. Por isso, o uso de jargões populares, mentiras ou falar demais podem  ser erros fatais durante um processo de negociação. Consumidores gostam de ser  ouvidos e sentir que estão fazendo a melhor escolha ao adquirir um produto ou  serviço.

1. Foi feito para você

Uma situação comum, e que provavelmente muitos já passaram por ela, é o  provador de loja. Existem vendedores que gostam de usar expressões como “essa  roupa ficou perfeita, até deixou você mais magro” ou “parece que essa peça foi  feita especialmente para você”, essas frases podem demonstrar para o cliente que  a verdadeira preocupação está apenas em fechar a venda de olho na comissão.

2. Só isso?

Cuidado também com expressões que desdenhem do poder de compra das pessoas.  Quando um cliente ouve “tem certeza que é só isso?” ele pode entender que a  compra dele é insignificante para a loja.

3. Você não vai encontrar oferta melhor

Dizer também que “não existe nada melhor no mercado” ou “pode pesquisar,  tenho preços imbatíveis” podem ser erros graves. Subestimar a concorrência não é  a melhor saída. Aliás, evite citar o trabalho concorrente, não dê motivos para  que o cliente busque outras propostas e foque em provar por que o seu produto é  melhor. Aposte nos diferenciais, nas vantagens e benefícios que ele  proporcionará e sugira o fechamento da compra com base nesses argumentos.

4. “Querida…”

Intimidade em excesso com o cliente também pode ser uma atitude negativa.  Expressões como “flor”, “amiga” e “querida” podem incomodar, pois cada pessoa  tem um perfil e um motivador de compras. Portanto, converse, mas saiba respeitar  os limites. Não force uma aproximação, isso poderá ter um resultado contrário ao  que se esperava. Já foi o tempo em que o “bom de papo” era considerado o melhor  vendedor. Estabelecer um diálogo é importante, mas é necessário entender que  cada atendimento terá características diferentes.

Fonte Voice

5 dicas para tua empresa crescer com pouco dinheiro

 1361733534_publicidad-2Para muitos empreendedores, fazer uma empresa crescer significa abrir uma nova unidade ou aumentar as vendas substancialmente. Esta é, no entanto, uma das facetas do crescimento. Muitas vezes, pequenas ações sem custos altos podem trazer um resultado tão bom no longo prazo quanto a abertura – e o alto investimento – de uma filial.

A nova onda entre as startups hoje é crescer e se tornar viável com o mínimo de capital possível. “A pior coisa para uma startup é o capital. Quando você está trabalhando com um orçamento pequeno, a lógica é criar soluções criativas”, diz Cassiano Farani, membro do Centro de Empreendedorismo do Ibmec.

A base para isto é conhecer bem o que o cliente quer e fazer uma empresa sob demanda para o seu mercado. Veja a seguir as dicas para fazer seu negócio crescer sem estourar o orçamento.

1. Desenvolva seu cliente

Quando o empresário sabe exatamente o que a clientela espera do seu produto ou serviço fica bem mais fácil ter um alto nível de satisfação. Mesmo que sua empresa não seja iniciante, realize uma pesquisa informal com os consumidores para saber como eles enxergam sua marca e o que esperam dos produtos oferecidos. “Todo crescimento orgânico tem no foco o desenvolvimento do cliente. O que vale é primeiro aprender com o cliente e depois escalar no mercado. Muitas empresas falham não por ter um produto ruim, mas por não ter um cliente disposto a pagar”, explica Farani.

2. Use e abuse da internet

Barata, cheia de gente e fácil de usar. A internet é hoje a principal mídia para as pequenas empresas que querem aparecer. “Há uns 10 anos, gastava-se dinheiro em folder, em jornal e revista. A internet popularizou e viabilizou enormemente isso, desde um site com contato comercial e algumas informações até muito mais recentemente, o que tem se tornado tremendamente efetivo, a as mídias sociais”, explica Aloisio Buoro, professor de Gestão Estratégica do Insper.

Fazer um vídeo da sua empresa e postar na internet já vira uma grande propaganda do seu produto. “Se você tem cadastrados clientes no Facebook e eles começam a comentar, você tem uma possibilidade muito maior de fazer um boca a boca, o que era antes delimitado pela quantidade de pessoas que iam até o seu ponto de venda”, afirma Buoro.

3. Crie uma rede

Uma das maneiras de fazer o negócio crescer sem colocar a mão no bolso é incentivar a inovação dentro da equipe. “O que causa mais efeito é o líder estimular esse processo internamente”, sugere Farani. Gasta-se menos do que criando um departamento de pesquisa e desenvolvimento ou contratando uma empresa especializada. A co-colaboração também auxilia muito nesta etapa. “Tenha um processo de co-colaboração entre clientes, fornecedores, parceiros e funcionários. A ideia que dá certo é fruto de um choque de ideias. Desenvolva uma rede – e a internet permite muito isso – e você consegue ter uma visão 360º do que o mercado está falando”, diz Farani.

4. Vá além do networking

Participar de eventos, trocar cartões e fazer contatos são atitudes mínimas que um empreendedor deve ter, mas nem sempre trazem resultados efetivos. Para o professor do Insper, o segredo é levar o negócio para todos os lugares, até onde parece que não faz sentido. “Para uma empresa pequena, o dono deve ter uma rede de contatos de trabalho e pessoal, mas deve aumentar o ciclo e percorrer diversos grupos e nichos”, diz Buoro.

Quem pratica um esporte pode falar sobre a empresa com os colegas de jogo. Para quem tem filhos pequenos, aproveitar o contato com os pais dos amiguinhos na porta do colégio também pode trazer surpresas agradéveis para o negócio. “Em tese, o custo disso é o seu tempo”, afirma o professor do Insper.

5. Faça parcerias

A palavra parceria perdeu um pouco seu real significado no mundo corporativo. Mas, quando levada a sério, pode ser uma ótima forma de aumentar as vendas da sua empresa. Buoro explica como os empreendedores devem enxergar as possíveis parcerias. “Tem que significar de alguma maneira ampliar o seu estopo de negócio. Você pode contar com um parceiro para fazer um pedaço do produto que você não faz ou fazer junto”, define.

Fonte Exame

6 modelos de direção – Prós e contras

 midias-sociais1Uns mais amorosos, outros mais impositivos. Cada líder tem seu estilo bem particular de gerir pessoas. Na média, segundo pesquisa do Hay Group, os brasileiros tendem a ser mais coercitivos e democráticos na hora de coordenar seus subordinados.

Mas, afinal, existe o estilo perfeito de liderança? A resposta é, definitivamente, não. Para Caroline Marcon, gerente do Hay Group, o importante é a autenticidade. “Acima de tudo, o líder perfeito tem de ser autêntico”, diz.

O autoconhecimento é fundamental para que fragilidades e fortalezas sejam administradas de forma eficiente, sem perder o foco. “Você pode até ter tendência a um perfil específico, mas tem de ter flexibilidade suficiente para aprender e incorporar outros estilos em caso de necessidade”, afirma.

Veja, a seguir, os sete estilos de gestão mapeados pelo Hay Group.

Coercitivo

Vigilantes e críticos, são ácidos e duros em suas críticas. Os coercitivos provocam medo em seus funcionários, uma vez que lideram com as ferramentas de punição a postos.

Prós: Em situações críticas, o estilo coercitivo tende a funcionar bem em situações de emergência, onde “mandar fazer é mais fácil que discutir soluções com toda a base de empregados”.

Contras: “Quando você é pouco habilidoso, não tem consciência do seu papel como líder, não percebe o impacto de suas ações”, diz. “As pessoas não se sentem livres para agir. Esse estilo acaba com a criatividade dos funcionários.”

Dirigente

Com foco no longo prazo, o dirigente é o líder visionário, que dá direções claras para a sua equipe, dizendo exatamente o que espera de cada um. “É um estilo que exige experiência e preparação do chefe em questão”, diz Caroline. “É uma gestão baseada em diálogo e comunicação.”

Prós: Segundo a gerente do Hay Group, esse líder garante a motivação dos funcionários através da transparência. “Ele quer engajar as pessoas para que elas sintam vontade de seguir suas orientações”, diz Caroline.

Contras: Embora o impacto desse estilo de gestão seja majoritariamente positivo, ele não é o mais adequado para momentos de crise, uma vez que o diálogo tende a tomar tempo – e dificultar tomadas de decisões rápidas.

Afetivo

Quem dá mais atenção às pessoas que às tarefas é o chamado líder afetivo.  Ele trata bem seus colaboradores e, não raro, são recompensados com lealdade e alto desempenho.

Prós: Por ter um interesse genuíno nas pessoas, ele cria harmonia e proximidade na equipe.

Contras: A linha entre o chefe afetivo e o “paizão” é tênue. Caroline sinaliza que é importante manter cada coisa em seu lugar. “Não pode mudar o padrão de exigência nem proteger ninguém”, afirma.

Democrático

Consenso é a palavra de ordem do líder democrático, que tira o melhor de sua equipe a partir da divisão de decisões e responsabilidades.

Prós: O democrático é o melhor líder para criação de ambientes de alta performance. Isso porque o compartilhamento das responsabilidades faz com os liderados se sintam corresponsáveis e parte de uma construção coletiva.

Contras: Uma equipe muito jovem e inexperiente tende a não desempenhar bem nas mãos de um líder democrático. “Ele é mais recomendado quando há uma certa senioridade no time”, diz Caroline. “O excesso de democracia em uma equipe inexperiente tende a prejudicar os resultados. Quanto mais sênior for o time, melhor é o aproveitamento da experiência coletiva.”

Modelador

As instruções detalhadas e a alta exigência são as marcas registradas do líder modelador – que acredita ter sempre o melhor caminho para realização de um trabalho.

Prós: Justamente pelo detalhamento das instruções, o líder modelador acelera a formação de pessoas e eleva os níveis de qualidade dos produtos.

Contra: “O modelador tende a fazer clones dele mesmo, por achar que está no centro da excelência”, diz Caroline. O resultado disso é um sufocamento da criatividade da equipe, que se sente sempre desvalorizada. “A medida que você se considera uma grande referência, você começa a ignorar a contribuição de terceiros”, afirma.

Treinador

Como um técnico de time de futebol, o treinador investe tempo e esforços na compreensão dos pontos fortes e fracos de cada membro da sua equipe. O objetivo é trabalhar com eles para que o desenvolvimento pessoal gere bons resultados.

Prós: Preocupado em conhecer sua equipe, o treinador conversa muito, se interessa em conhecer cada um, com foco sempre no longo prazo. É perfil ideal para a formação de novos líderes.

Contras: Esse é um tipo de chefe que assume grandes riscos para deixar que as pessoas evoluam naturalmente. São mais expostos, portanto, a erros.

Fonte Exame

5 passos para fazer tua startup crescer

 amarelo-verde-azul-violeta-clip-art-pastas_417355Todo empreendedor quer ver sua empresa crescer. Alguns aspectos, no entanto, devem ser bem analisados antes de buscar um investimento para escalar o seu negócio. Um dos principais erros na hora de escalar uma startup, por exemplo, é tomar essa decisão de maneira precipitada.

Luciano Lacerda, presidente da Comunidade Tecnológica de Goiás (Comtec), afirma que o escalonamento de uma empresa é dividido em etapas.

Para Mauricio Galhardo, especialista financeiro e sócio da Praxis Business, todo mundo precisa participar do processo. “Escalar uma empresa é um esforço em conjunto das áreas de produção, marketing, comercial, logística e dos fornecedores”, explica

André Fiorini, cofundador da aceleradora Start You Up, acredita que, muitas vezes, o empreendedor tem a noção técnica do produto. “Mas, não tem muita noção sobre a precificação, marketing, ou o que fazer quando recebe um investimento”, explica. Seja uma startup ou uma pequena empresa,  saiba quais são as recomendações dos especialistas.

1. Estude bem o seu mercado

A falta de um embasamento do mercado pode resultar em uma grande dor de cabeça para o empresário “Muitos empreendedores têm o planejamento da cabeça dele, sem saber como é o mercado realmente. Precisa saber quais são os números de mercado e a previsão de crescimento”, afirma Fiorini.

Para ele, procurar informações sobre concorrentes e benchmarking é essencial para entender como o mercado se comporta. Após analisar o mercado é possível avaliar qual será o posicionamento da empresa para crescer, lançando um novo produto ou investindo no que ela já tem.

2. Entenda como a sua empresa funciona

Às vezes, é preciso dar um passo para trás para saber como progredir. Por que os clientes comprariam os meus produtos? “É comum uma empresa criar uma estratégia e vender muito, mas não tem capacidade para entregar”, diz Galhardo.

Para Fiorini, o empreendedor tem que ter todas as áreas do negócio sob controle. Caso contrário, mesmo com o apoio de um investidor-anjo, a empresa pode não crescer como esperado.

3. Invista em planejamento

O empreendedor deve ter claro o que ele precisa para crescer. É preciso investir em marketing, finanças ou vendas? Para Lacerda, é importante saber planejar por etapas e muitos empreendedores erram nesta tarefa.

No caso de startups, a partir do momento em que o investidor entrar em contato, ele vai querer saber qual será o próximo passo da empresa após receber o investimento. Por isso, é importante saber quais são as principais dificuldades e levantar possíveis soluções.

4. Faça testes

Fazer uma pesquisa com clientes ou fazer um piloto do produto são ações que podem ajudar quem deseja escalar o negócio. Com os testes, é possível identificar possíveis falhas em áreas chaves da empresa.

Para Lacerda, não é recomendável que o empresário foque somente na ideia de que o seu produto é bom. É preciso testar de verdade para comprovar.

5. Estude o investidor

No caso de startups, o sucesso do escalonamento da empresa pode depender do perfil de seu investidor-anjo. Fora o capital, o investidor tem que ser capaz de passar conhecimento para o negócio.

Fiorini explica que é preciso aproveitar ao máximo o networking do investidor. “Ele é uma figura chave e pode ajudar a posicionar melhor o produto no mercado”, explica.

Fonte Executi

Ganhe a atenção de teus clientes

liquidacao-sapatos-230x195O cliente é cada vez mais bombardeado com informações, de todos os tipos, e obter destaque depende de uma série de ações certeiras por parte do vendedor.

Vamos levar em consideração que o consumidor está procurando profissionais que ajudem a satisfazer suas necessidades com soluções de valor.

Afinal, o que é valor do ponto de vista dos clientes? Valor é o que tem significado para o consumidor. É o benefício que o produto ou serviço trará e o grau de satisfação de suas necessidades, considerando o preço, as características e atributos do produto, a facilidade de manutenção, de aquisição e de uso, ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Sendo assim, o que tem significado para o cliente pode ser a assistência técnica, a agilidade, a disponibilidade de estoque, um contrato de fornecimento, a redução no custo, o prazo de pagamento, a pontualidade, o relacionamento, a flexibilidade na entrega, a customização ou a padronização, entre outros.

A única forma de descobrir o que realmente tem valor é por meio do mapeamento deste atributo junto ao cliente em todos os momentos da venda, seja na primeira abordagem, na entrega ou no pós-venda

Philip Kotler, o guru do marketing, relembra o fato de que muitas organizações têm uma visão clara sobre o valor que gostariam de oferecer aos seus clientes, mas muitas vezes não compreendem esse valor segundo suas perspectivas.

É nesse momento que deve entrar em cena o vendedor, com o objetivo de identificar os atributos de valor esperados pelo cliente. Para tanto, ele deve atuar como um verdadeiro ”gestor de negócios” dos clientes, em contraposição a uma atuação simplista de mero ”tirador de pedidos”.

Fonte Neg Info

Conheça os estilos de gestão em 10 países

 contratoSegundo levantamento do Hay Group, gestor brasileiro é desmotivador, com perfil coercitivo – veja o perfil dos chefes em mais nove países. Falta flexibilidade dos chefes quando o assunto é gestão de pessoas. Para quem é  funcionário, pode ser que esta não seja uma novidade, mas este é o resultado da  pesquisa mais recente do Hay Group. Foram analisados mais de 95 mil líderes em mais de 2 200 organizações em todo o  mundo. Quanto menor o número de habilidades apresentadas para cada dirigente,  menor a sua flexibilidade como gestor. Um terço dos chefes dominam apenas um ou  nenhum estilo de liderança enquanto apenas 26% conseguem transitar entro quatro  ou mais habilidades.
Veja, a seguir, quais as habilidades de liderança mais e menos adotadas entre os  gestores em 10 países diferentes, segundo o levantamento do Hay Group.

Brasil

  • Coercitivo: 59%
  • Dirigente: 45%
  • Afetivo: 48%
  • Democrático: 55%
  • Modelador: 22%
  • Treinador: 50%

Estados Unidos

  • Coercitivo: 24%
  • Dirigente: 47%
  • Afetivo: 42%
  • Democrático: 31%
  • Modelador: 33%
  • Treinador: 42%

Alemanha

  • Coercitivo: 16%
  • Dirigente: 36%
  • Afetivo: 37%
  • Democrático: 42%
  • Modelador: 44%
  • Treinador: 32%

Chile

  • Coercitivo: 54%
  • Dirigente: 32%
  • Afetivo: 44%
  • Democrático: 43%
  • Modelador: 27%
  • Treinador: 35%

Canadá

  • Coercitivo: 20%
  • Dirigente: 48%
  • Afetivo: 45%
  • Democrático: 43%
  • Modelador: 34%
  • Treinador: 37%

China

  • Coercitivo: 45%
  • Dirigente: 27%
  • Afetivo: 45%
  • Democrático: 26%
  • Modelador: 28%
  • Treinador: 58%

Índia

  • Coercitivo: 62%
  • Dirigente: 42%
  • Afetivo: 51%
  • Democrático: 36%
  • Modelador: 18%
  • Treinador: 55%

Japão

  • Coercitivo: 27%
  • Dirigente: 19%
  • Afetivo: 36%
  • Democrático: 59%
  • Modelador: 42%
  • Treinador: 37%

México

  • Coercitivo: 63%
  • Dirigente: 41%
  • Afetivo: 42%
  • Democrático: 47%
  • Modelador: 24%
  • Treinador: 42%

Espanha

  • Coercitivo: 55%
  • Dirigente: 43%
  • Afetivo: 41%
  • Democrático: 41%
  • Modelador: 22%
  • Treinador: 43%

Fonte Exame

3 erros que os empreendedores cometem quando viram chefes

luz_cor-20110326101717A maior parte dos empreendedores, principalmente de pequenas empresas, toca seu negócio na base da tentativa e erro, fazendo muitas adaptações e corrigindo o rumo da empresa conforme surgem os problemas e as oportunidades. O lado positivo é a flexibilidade, o que dá boa margem de manobra, mas também gera erros e consequências ruins que podem ser evitadas. É sobre os principais erros cometidos e como evitá-los que falarei a seguir.

1. Excesso de informalidade

Ser pequeno não significa ser totalmente informal. Alguns empresários tocam o negócio como se todos os clientes e funcionários fossem velhos amigos. Muita gente se aproveita disso para abusar de sua boa vontade e vice-versa.

Isso gera uma tolerância muito maior com o erro e as pessoas se acostumam a produzir pouco, atrasar entregas, e demorar para pagar porque se sentem negociando com um “amigo” que aceita a ineficiência. Seu negócio precisa ter um mínimo de profissionalismo e formalidade para crescer e prosperar.

2. Falta de foco

Quando a empresa começa a dar certo o risco de perder o foco aumenta muito. A empresa começa, por exemplo, produzindo tijolos de alta qualidade e em alguns meses se endivida e começa a produzir telhas, que não têm a mesma qualidade. As vendas diminuem e todo negócio afunda. Mantenha o foco naquilo que sua empresa realmente faz muito bem e só diversifique depois de uma análise rigorosa. Isso acaba contaminando a equipe e prejudicando o negócio

3. Perfil inadequado

Quem tem um negócio próprio, quase sempre, trabalha muito mais do que quando era funcionário de outras empresas e, nos primeiros meses, ou anos, ganhará menos e correrá muito mais riscos. O empreendedor precisa ter uma personalidade que tolere bem estas dificuldades. Se você tiver o perfil adequado terá muito mais chances de ser bem sucedido.

Fonte Exame

4 tendências das redes para tua empresa

 cores05Estar atento às novas tendências é importante em qualquer área. Em um espaço recente e dinâmico como o das mídias sociais, acompanhar os caminhos para onde apontam as novidades se torna essencial. O número de novas mídias sociais vem crescendo vertiginosamente, da mesma forma que os sites integrados à redes ou que agregam funções sociais.

Segundo recente pesquisa da Nielsen Company, a utilização de redes sociais através de aplicativos e dispositivos móveis deu um grande salto. Estar atento a essas tendências é algo essencial na hora de planejar a atuação de sua empresa em mídias sociais. Confira abaixo quatro tendências importantes para o seu negócio:

1. Mobile: Enquanto o tempo de navegação em redes sociais já representa 20% do total da utilização dos usuários de PC, em dispositivos móveis esse tempo chega a 30% do total navegado. O mercado mobile está crescendo muito e as redes sociais encontram nos tablets e smartphones parceiros ideais para seu imediatismo e conectividade.

2. Redes sociais de nicho: Após o Facebook alcançar a preferência absoluta dos brasileiros em 2011, a rede social já não tem tanto espaço novo para se expandir. A exemplo do que já aconteceu em outros países, a tendência é que esse espaço seja ocupado por redes sociais menores e menos generalistas. As redes sociais de nicho oferecem grande possibilidade de crescimento, além de falar com um público extremamente segmentado.

3. Ouvir antes de falar: O monitoramento de mídias sociais permite saber o que está sendo falado sobre sua marca, serviços, mercado e concorrentes. Com isso, você pode detectar oportunidades de melhoria, saber quais pontos explorar da melhor forma, além de planejar o tom correto para a sua marca. A evolução das ferramentas de monitoramento está tornando o trabalho cada vez mais fácil.

4. Televisão social: Não, não é um novo aparelho de TV super moderno. A televisão social refere-se ao hábito de acompanhar a transmissão de um evento enquanto navega pelas redes sociais. Superbowl, Grammy e Oscar são alguns dos eventos internacionais recentes que foram comentados em tempo real, enquanto o mundo inteiro assistia.

Marcas que souberem aproveitar essa tendência certamente terão bons resultados, a exemplo da Oreo. Durante o apagão no Superbowl, a marca de biscoitos disparou um tweet que foi mais comentado do que as milionárias propagandas transmitidas nos intervalos do evento esportivo.

Fonte EXAME

4 dicas para acabar com o stress no trabalho

stressMuitas pessoas acreditam que é impossível se livrar do estresse causado pelo trabalho, mas mudar a maneira como você pensa no futuro pode ajudar a reduzir e até mesmo eliminar esse problema. Confira 4 dicas que podem ajudá-lo.

Ninguém é capaz de negar que o trabalho pode ser a causa do estresse de muitas pessoas. Na verdade, grande parte dos trabalhadores acredita que o estresse é uma parte inevitável do trabalho, mas na verdade eles estão errados. O nível de estresse ao qual você se expõe pode ser facilmente controlável. O truque para isso é encontrar maneiras de manter-se conectado com o “agora”.

Grande parte do estresse que as pessoas sofrem no trabalho se deve à preocupação constante com eventos futuros e que não podem ser controlados. Mas de que maneira é possível esquecer o estresse e manter as tarefas imediatas como prioridade? Confira 4 dicas que podem ajudar:

1. Medite ou reze diariamente

Quando feito de maneira correta, o processo de meditar ou rezar coloca os seus pensamentos no presente. Manter-se focado, seja por meio da meditação ou da reza, faz com que você encontre uma espécie de escape para o estresse, seja pela respiração que envia energia para todo o seu corpo ou pela presença de Deus na sua vida. Essas atividades não criam apenas uma pausa para o estresse como também ajudam a treinar a sua mente para se manter atento.

2. Tenha um tempo diário para planejar

Alcançar objetivos é impossível sem planejar. E planejar deve ser uma tarefa natural, que envolve imaginação sobre o futuro, inclusive em casos adversos, como contratempos e problemas. E é por isso que pensar no futuro pode ser tão estressante. Para resolver o problema, o ideal é que você tenha um tempo diário para trabalhar o planejamento do seu futuro. Dessa maneira você nunca entrará em desespero por precisar resolver problemas de última hora e também não vai estender as suas preocupações ao longo do dia. Na verdade, você terá tempo disponível para colocar em prática as estratégias do seu plano diário.

3. Desprenda-se dos resultados

Embora seja verdade que o mercado de trabalho trata-se, basicamente, de alcançar bons resultados, é fundamental que você tenha em mente que esses resultados só serão alcançados por meio da execução de um plano bem pensado. Portanto, uma vez que você tem um plano, concentre os seus esforços nas estratégias que poderão levá-lo ao sucesso e não no sucesso em si. Procure pensar que isso é consequência.

4. Observe o que funciona

Ao passo que você começa a se mexer para alcançar os objetivos que definiu, observe quais ações parecem dar mais resultados e quais não se apresentam de maneira tão eficaz. Ao invés de se sentir irritado com as falhas, procure encontrar uma maneira de consertá-las, mude as práticas que levaram a elas. Esse tipo de prática exige disciplina e força de vontade, mas o processo se torna mais fácil conforme você o executa e dentro de pouco tempo você será capaz de perceber com mais clareza como deve ajustar o seu plano aos seus propósitos.

Fonte: Universia

Voto nulo não anula eleição

eleic3a7c3b5esESTÃO A DIVULGAR PELA INTERNET QUE VOTO NULO ANULA ELEIÇÃO E ISTO NÃO É VERDADE. CUIDADO!!!… SEGUE ARTIGO INTERESSANTÍSSIMO SOBRE O ASSUNTO…

Mais de 50% de votos nulos não anula eleição.

Por várias oportunidades, ouvimos falar que se em uma eleição mais de 50%  (cinqüenta por cento) dos votos forem nulos,  o pleito deveria ser repetido, criando oportunidade para o registro de outros  candidatos. Falácia!

Há alguns dias nos deparamos com um movimento organizado nas redes sociais,  em que se prega o voto nulo nas eleições municipais de 2012.

Mas o assunto não é novo. Quem nunca ouviu aquele sujeito que diz todo  orgulhoso “há tantos anos não voto. Não quero  compartilhar dessa roubalheira”; ou mesmo “meu voto não vai eleger esse ladrão”; ou outras frases nesse mesmo sentido.

Não podemos questionar o direito dessa pessoa em anular seu voto, direito, aliás,  salvaguardado constitucionalmente. Basta lembrar que o voto no Brasil não é obrigatório, e nem nunca o foi, sob a  édige da atual Constituição da República – CR. O obrigatório é o comparecimento  às urnas, assim mesmo, para aqueles que preencherem os requisitos do art. 14 da  Carta Magna.

Pois bem! Mas a atitude desse grupo é cidadã? Está de acordo com o princípio  democrático, o primeiro princípio salvaguardado pela CR?

Democracia, palavra de origem Grega (demo = povo; kratos = poder político).  Segundo Gomes (2010, p. 4), as democracias contemporâneas assentam sua  legitimidade na idéia de povo, na soberania popular exercida pelo sufrágio  universal e periódico. E esse exercício é feito em regime de total igualdade, no  sentido de se atribuir aos votos, seja nas eleições,  seja nos plebiscitos ou referendos, o mesmo peso, ou seja, a mesma força,  independente de qualquer distinção que se possa fazer entre os titulares dos  direitos políticos (raça, cor, situação econômica, idade, etc.), nos exatos  termos do artigo 14 da CR. Essa igualdade preconizada pelo regime democrático  encontra-se salvaguardada, inclusive, no artigo 4º da Lei nº. 9.096/95, a Lei  Orgânica dos Partidos Políticos – LOPP[1].

Já a cidadania, estampada no art. 1º, II, da CR, com caráter de cláusula  pétrea, nos termos do art. 60, § 4º da mesma Carta, pode ser conceituada como um  status ligado ao regime político; identifica os detentores de direitos políticos  (GOMES, 2010, p.40)[2]. Assim, nesse contexto, a  cidadania plena somente poderá ser obtida aos 35 (trinta e cinco) anos, quando o  cidadão passará a possuir capacidade eleitoral passiva completa, podendo ser  votado para todos os cargos eletivos, inclusive, os de Presidente,  Vice-Presidente da República, e Senador, nos termos do artigo 14, § 3º, VI, a,  da CR.

No conceito de Gomes (2010, p.3) direitos políticos ou cívicos são as  prerrogativas e os deveres inerentes à cidadania. Englobam o direito de  participar direta ou indiretamente do governo, da organização e do funcionamento  do Estado. Têm guarda constitucional nos artigos 14 a 17 da CR. Ou seja, são os  direitos políticos que possibilitam ao cidadão a participação no direcionamento  dos rumos estatais[3]. Sua aquisição ocorre com o  alistamento eleitoral, e é regulamentado pelos artigos 42 a 51 do Código  Eleitoral – CE.

A mencionada participação no governo ocorrerá não apenas pela participação  nas eleições, mas também pelo plebiscito, pelo referendo, e pela iniciativa  popular, conforme previsão constitucional constante do art. 14, § 1º, I a  III[4].

Diante dessas parcas explanações, podemos concluir que a atitude pretendida  pelo grupo citado no inicio é cidadã? É democrática?

De forma nenhuma! Aliás, a nosso ver, demonstram uma profunda ignorância em  termos do exercício dos direitos garantidos pelo regime democrático, bem como,  pela detenção de direitos políticos.

Isso porque, antes de se revoltar com relação aos candidatos registrados  para determinado cargo, em determinado pleito eleitoral, e fazer campanha  aberta, seja nas redes sociais, seja no corpo a corpo cotidiano, pelo voto nulo, deveríamos, cada um  de nós, nos questionar:

1) Qual tem sido minha participação na vida política do meu Município? Do  meu Estado? Do meu País?

2) Já pensei em me candidatar a algum cargo político?

3) Já lutei pela candidatura de alguém?

4) Sou filiado a algum partido político? Caso positivo, realmente defendo  a ideologia política desse partido, ou estou ligado a ele apenas por interesse  pessoal?

Além das questões acima, de cunho estritamente subjetivo, há ainda os  seguintes questionamentos de ordem prático-política:

5) Compreendo bem a função dos partidos políticos?

6) Entendo os efeitos de um voto nulo ou em branco?

7) Votando dessa forma, estarei buscando o melhor (ou menos pior) para a  sociedade na qual estou inserido?

8) Tenho idéia de quanto custa um processo eleitoral para o  Estado?

Se a resposta for negativa para pelo menos uma dessas quatro últimas  indagações acima, será melhor refletir.

Por várias oportunidades ouvimos falar que se em uma eleição mais de 50%  (cinqüenta por cento) dos votos forem nulos,  o pleito deveria ser repetido, criando oportunidade para o registro de outros  candidatos. Falácia!

É preciso alertar aos leigos em Direito Eleitoral o contexto no qual o  artigo 224 do Código Eleitoral – CE está inserido.

Dispõe tal dispositivo:

Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas  eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais,  julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova  eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

A leitura isolada desse dispositivo pode mesmo levar a idéia de que se numa  eleição, mais de 50% (cinqüenta por cento) dos votos  forem nulos, o pleito deverá ser repetido. Mas, a  ementa do seguinte julgado é bastante didática na busca do esclarecimento da  questão[5]:

ELEIÇÕES 2004. REPRESENTAÇÃO. CONDUTA VEDADA. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE  SUFRÁGIO. CONFIGURAÇÃO. RECONHECIMENTO PELO ACÓRDÃO IMPUGNADO. IMPOSSIBILIDADE  DE REEXAME DE PROVA. ART. 41-A DA LEI Nº 9.504/97. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279 DO  STF. JULGAMENTO NA AUSÊNCIA JUSTIFICADA DE MEMBRO DO MP. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO.  NULIDADE NÃO CARACTERIZADA. ARTS. 219 DO CE E 249, § 1º, DO CPC. AGRAVOS  REGIMENTAIS PROVIDOS. IMPROVIMENTO DOS RECURSOS ESPECIAIS. […].   3. Para fins de aplicação do art. 224 do Código Eleitoral, não se somam aos  votos anulados em  decorrência da prática de captação ilícita de sufrágio, os votos nulos por manifestação  apolítica de eleitores. Levam-se em consideração somente os votos atribuídos ao candidato eleito e condenado em razão  de ofensa ao art. 41-A da Lei nº 9.504/97. (AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO  ESPECIAL ELEITORAL nº 25585, Acórdão de 05/12/2006, Relator(a) Min. ANTONIO  CEZAR PELUSO, Publicação: DJ – Diário de justiça, Data 27/2/2007, Página 142  )

Ou seja: a nulidade a que se refere o artigo 224 do CE na verdade se refere  aos votos que forem eventualmente declarados nulos em processo julgado pela Justiça Eleitoral, e não os  que forem “depositados” nulos pelos eleitores, em  decorrência de manifestação apolítica, de insatisfação. Isto é necessário ficar  claro na mente dos cidadãos.

Nesse mesmo sentido foi a manifestação do mesmo Tribunal Superior Eleitoral  – TSE, no ano de 2010[6]:

AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. PREFEITO ITINERANTE.  IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO REPUBLICANO. NULIDADE. VOTOS. ART. 224, CE. DIFERENÇA. VOTOS NULOS. ART. 77, § 2º, CF.  DESPROVIMENTO. […].  2. A nulidade dos votos dados a candidato inelegível não se confunde com os  votos nulos decorrentes de  manifestação apolítica do eleitor, a que se refere o art. 77, § 2º, da CF, e nem  a eles se somam, para fins de novas eleições (art. 224, CE).  3. Agravo  regimental a que se nega provimento. (Agravo Regimental em Recurso  Especial Eleitoral nº 35888, Acórdão de 25/11/2010, Relator(a) Min. MARCELO  HENRIQUES RIBEIRO DE OLIVEIRA, Publicação: DJE – Diário da Justiça Eletrônico,  Tomo 239, Data 15/12/2010, Página 44)

Assim, façamos o alerta, na esperança de que movimentos anti-democráticos e  anti-cidadania como estes percam força, sendo revistos para incentivar maior  participação do eleitorado na escolha de seus representantes, partindo da  filiação partidária, formação de consciência política[7], participação nas convenções partidárias, lançamento de  candidaturas, controle social sobre as campanhas políticas, dentre outras  diversas ações.

E apenas para fins de esclarecimento, respondemos a seguir as questões acima  lançadas, especificamente aquelas de cunho objetivo, a saber:

5) A função dos partidos políticos está especificada na própria LOPP,  conforme dispõe seu artigo 1º:

Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a  assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema  representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição  Federal.

E em razão disso, não há a possibilidade, no Brasil, de candidaturas  avulsas, ou seja: ninguém se candidata a um cargo político sem que esteja  filiado a um partido político[8].

6) Os efeitos de um voto nulo ou branco são exatamente os mesmos. Certificam o  comparecimento do eleitor às urnas, mas não são contabilizados para efeito de  apuração, e nem mesmo para os fins do tão mal interpretado artigo 224 do Código  Eleitoral.

7) O eleitor que vota nulo ou em branco, não faz  demonstrar as razões de seu protesto, de sua insatisfação. Muito pelo contrário!  Aceita passivamente a escolha dos demais cidadãos, colocando-se numa posição  passiva, o que lhe retira, a nosso ver, toda e qualquer condição de protesto  posterior, haja vista sua postura omissa quando do exercício de sua  cidadania.

8) Os custos das eleições gerais de 2010 foram de aproximadamente R$ 500  milhões de reais[9]. E tal valor refere-se apenas aos  gastos geridos pelo TSE. Não inclui gastos dos candidatos em suas campanhas.

Portanto, e finalizando, cremos que antes de se desenvolver movimentos  anti-cidadania, como o mencionado neste documento, antes de se incentivar a  omissão eleitoral, devemos nos questionar sobre como anda sendo exercido nosso  compromisso com a democracia.

A resposta às nossas insatisfações com a política atual, muito antes de ser  dada nas urnas, deve ser buscada nas raízes do processo eleitoral, com a  participação na vida partidária, em especial através da filiação, do  desenvolvimento de cultura política, e da participação nas convenções.


Notas

[1] Art. 4º Os filiados de um partido político têm  iguais direitos e deveres.

[2] Gomes (2010, p.40) ressalva ser esse o sentido  estrito técnico da cidadania, ressaltando a existência de um contexto mais amplo  nas ciências sociais, em que denota o direito a vida em sentido pleno, abarcando  os direitos fundamentais, civis, políticos e sociais. Dessa forma, e  considerando tal amplitude, todos têm direito à cidadania, independentemente de  estar ou não alistado como eleitor.

[3] Pinto (2008, p. 150) informa que a aquisição da  cidadania é o principal efeito do alistamento. A partir dela o cidadão pode  participar ativamente da condução do destino de seu grupo social, quer votando  para escolha de seus dirigentes, que sendo votado no processo eleitoral para  escolha dos representantes do povo, que serão investidos nas funções  eletivas.

[4] Pinto (2008, p.68) acrescenta como formas de  exercício dos direitos políticos, a crítica aos governantes, pelo voto para escolha dos representantes que exercerão os cargos eletivos, pela  impugnação ao mandato obtido ilicitamente, pela denúncia por crime de  responsabilidade a ser apurado pelo Poder Legislativo ou pela desconstituição  dos atos do Poder Público quando ilegais e prejudiciais ao erário.

[5] Disponível em <www.tse.jus.br>. Acesso em  20/03/2012.

[6] Disponível em <www.tse.jus.br>. Acesso em  20/03/2012.

[7] Aliás, uma das mais importantes funções dos  partidos políticos, conforme art. 44, IV, da LOPP:

Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:

[…];

IV – na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de  doutrinação e educação política, sendo esta aplicação de, no mínimo, vinte por  cento do total recebido.

[8] E sem cumprir as demais condições de  elegibilidade (art. 14, § 3º, CR), e sem incorrer nas causas de inelegibilidade  (art. 14, 4º, 7º, 8º e 9º, CR, e Lei Complementar nº. 64/1990).

[9] Fonte:  http://www.tse.jus.br/arquivos/tse-quadro-demonstrativo-da-ldo2010-periodo-janeiro-a-dezembro-de-2010.

FONTE: http://jus.com.br/revista/texto/21443/mais-de-50-de-votos-nulos-nao-anula-eleicao#ixzz2XVDb6zge

Quais as chances de sucesso sem o diploma universitário?

thumbQuais as chances de sucesso de quem não tem curso superior? Depende. Alguns  grandes executivos não tem diploma de formação universitária, mas é bom lembrar  que esses bilionários são uma parcela mínima dos grandes nomes do mercado  mundial.

Para o diretor geral da Trabalhadores.com, Caio Infante, o mercado de hoje é  diferente e os recentes casos de sucesso estão no ponto com, como os cases de  Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, Bill Gates e Steve Jobs. “Essas pessoas  eram visionárias”, diz.
O gerente de vendas da Michael Page, Zuca Palladino, acredita que para o  empreendedor não é a formação acadêmica que vai guiar o sucesso, pois ele vai  empreender na prática. “A vivência é um equilíbiro entre a teoria e a prática”.

Aproveitando as oportunidades

Antigamente começar um negócio era mais difícil, sem as oportunidades da  internet, das franquias, e os investimentos recebidos. No entanto, o diretor da  Trabalhadores.com, destaca que na época em que Samuel Klein, por exemplo,  começou o seu negócio, as possibilidades eram melhores aproveitadas, com menor  concorrência e até mais espaço físico para desenvolvimento de um negócio.

O fator sorte é creditado a muitos desses nomes, mas Infante acredita que a  sorte de alguns desses empresários, “se é que podemos usar essa palavra”, foi a  de ter nascido em uma outra época, que não tinha tanta diversidade e os negócios  não eram tão pulverizados. “Mas, somente sorte, talvez em 2% dos casos”.

Segundo Infante sorte é a combinação de oportunidade e competência, a união  desses dois acasos. “Tantas outras barraquinhas estavam ao lado do Silvio Santos  e quem hoje é dono do SBT, entre outras coisas, é ele”.

Raul Randon, do Grupo Randon, José Carlos Semenzato, do Grupo SMZTO  Participações, holding de franquias multisetoriais, Eike Batista, Michae Dell,  fundador da Dell, são alguns nomes que criaram impérios sem terem um dia  recebido um diploma de curso superior.

Empreendedorismo ou carreira

“Se não for empreender, chegar a liderança em uma companhia, sem formação  superior é mais difícil”, avalia o gerente de vendas da Michael Page. Essas  pessoas com marca empreendedora que começam em uma empresa e chegaram ao  comando, são na maioria caso de herança familiar. Para ele, era comum, quando se  trabalhava no negócio da família, muitas vezes não dar importância de investir  em educação.

A cobrança da formação superior é maior principalmente em companhias  multinacionais, acredita Palladino. “É preciso ter uma formação acadêmica,  independente do caminho que vai seguir”.

Tecnologia

Com o modelo atual de economia e sem investimento é mais difícil conseguir o  sucesso desses grandes negócios que já explodiram. O diretor da  Trabalharores.com lembra que nos últimos dez anos muitas coisas surgiram com a  chegada da tecnologia. Por isso, ele acredita que quem consegue chegar lá tem o  auxílio das ferramentas tecnológicas.

Regionalmente, Infante lembra de casos brasileiros como o do Magazine Luiza e  do Ricardo Eletro. “Acho que os casos de sucesso talvez ainda venham do  interior, é mais fácil ver quem começou com um negocinho e hoje tem um grande  empreendimento”. O on-line fez com que esses negócios ganhassem o mundo.

Fonte Infomoney

4 dicas para o dia-a-dia empresarial

estrategias_marketingA rotina de um pequeno empresário é corrida e pode ter momentos de muito estresse. Muitos acabam culpando a rotina quando estão desmotivados para lidar com os problemas do negócio. “Rotina não é o que desmotiva, na verdade, a pessoa não está gostando do que está fazendo e não sente prazer no que faz”, afirma Flávia Lippi, coach do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL).

Um líder motivado pode gerar crescimento e contribuir para o sucesso de uma empresa. “Temos que celebrar as pequenas vitórias, mas sempre temos que melhorar, porque o mercado pode mudar e nos atropelar”, afirma Frederico Lacerda, sócio fundador da 21212 Digital Accelerator.

Para Sulivan França, presidente da SLACoaching (Sociedade Latino Americana de Coaching), uma das melhores formas de se motivar é se aproximando da sua equipe e avaliar como ela pode ajudar a solucionar alguns problemas. Abaixo, veja outras recomendações dos especialistas.

1. Faça uma reflexão

A motivação está totalmente ligada ao que você faz no seu trabalho. Para Flávia, uma autoavaliação é necessária para que enxergar quais são os motivos, às vezes implícitos, que estão desanimando.

Para França, a motivação é algo que tem que vir de dentro do empresário e, por isso, ele deve refletir também sobre sua vida pessoal. “Porque empreender não é 100% sempre, é uma montanha-russa de emoções. Às vezes, você vai ter problemas e é muito importante que você tenha um propósito claro”, afirma Lacerda.

2. Converse com os seus clientes

A missão de um empreendedor é entregar um produto que solucione o problema do consumidor. Seja um dono de uma startup ou de um restaurante, quando o cliente não está recebendo o que precisa para solucionar o seu problema é porque algo perdeu o sentido.Para Lacerda, buscar a visão do mercado e do consumidor é importante para ter motivação no trabalho. Gastar um tempo conversando com os clientes pode trazer novas ideias e melhorias para o seu negócio.

3. Faça planos

Ser uma pessoa inquieta e que gosta de novos desafios são características típicas de quem tem um perfil empreendedor. Entretanto, é preciso foco. “Se começa a empreender por vários nichos, tudo sem foco, e em coisas que não tem nada a ver, isso acaba minando a energia do empreendedor e tira o foco da sua equipe”, afirma França.

Estabelecer metas estratégicas e se capacitar para atingir esses objetivos são maneiras de manter a motivação em toda a empresa.

4. Invista na sua equipe

Ser um líder que inspira e motiva seus funcionários não é para qualquer um. Entretanto, essa habilidade é essencial para quem deseja ser um bom gestor de pessoas. “Muitos líderes acabam não ouvindo os seus funcionários e as suas ideias. Mesmo em startups, os fundadores acabam se apegando à ideia do negócio e não escutam o seu programador, por exemplo”, explica Lacerda.

Capacitar e trazer pessoas melhores que você para trabalhar na empresa são algumas atitudes que estimulam a inovação e novos desafios.

Fonte EXAME

Como fazer teu Curriculum Lattes

plataforma-lattes-cnpq1A razão de se possuir um currículo na plataforma Lattes

Essa plataforma que vem se aperfeiçoando há mais de uma década torna-se cada vez mais indispensável diante dos moldes atuais da comunidade acadêmica. O serviço oferecido de cadastramento e disponibilização dos currículos de forma objetiva e padronizada na internet significa muito para a eficiência de consulta, avaliação e conhecimento da atuação desses profissionais.

A trajetória acadêmica dos cadastrados encontra-se apresentada de tal forma que se torna simples, numa rápida consulta compreender suas trajetórias, interesses e o percurso de suas pesquisas. Inicialmente os objetivos da criação dessa plataforma eram apenas para que fosse uma ferramenta capaz de servir de apoio para as avaliações de currículos de alunos e professores que apresentassem solicitações de bolsas de estudo, projetos ou auxílios para desenvolvimento de atividades acadêmicas junto às instituições de educação ou de fomento à pesquisa.

Plataforma Lattes como requisito para inscrição editais

Hoje, frente ao nível de aperfeiçoamento do sistema, o mesmo serve a inúmeras outras funções. Além disso, já é adotado pela maior parte das instituições de nível superior do Brasil como requisito para inscrição em editais e programas que abrangem graduação e pós-graduação. As agencias de fomento à pesquisa valem-se da amplitude do sistema Lattes principalmente para o levantamento de dados estatísticos que possam servir de base para a implementação de políticas públicas, abertura de editais, avaliações institucionais, incentivo e etc. isso porque através das informações disponíveis no mesmo pode-se mapear não somente a atuação do profissional individualmente, mas também a relevância da instituição no cenário da pesquisa nacional.

Ainda por meio dos currículos disponibilizados nessa plataforma é possível que os programas de pós-graduação possam comprovar sua produtividade, competência e abrangência de suas atividades podendo pleitear e obter maiores incentivos, custeios para eventos e publicações, alargamento do numero de bolsas e melhores avaliações de seus programas.

Conclusão sobre a razão de se obter um curriculum Lattes

Enfim, professores, pesquisadores e alunos encontram na plataforma Lattes uma forma de manterem seus currículos atualizados e organizados e principalmente, dentro de um padrão nacional. Além disso, contam com uma facilidade de acesso de qualquer lugar do mundo através da rede mundial de computadores, possibilitando uma maior visibilidade que gera trocas e intercâmbios que tem se mostrado muito enriquecedoras para a educação no Brasil.

A possibilidade de localizar pesquisadores de áreas afins, acompanhar suas trajetórias e suas pesquisas através dessas informações faz com que pessoas com interesses em comum tenham muito mais facilidade de dialogo, o que é extremamente importante para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O cadastro na plataforma Lattes, a utilização desse currículo é uma opção única e exclusivamente do próprio pesquisador.

No entanto, uma vez que este se tornou o meio padrão de avaliação de currículos e méritos em todo o país o não cadastramento afeta diretamente os próprios pesquisadores, que muitas vezes se veem impossibilitados de participar de algum processo de seleção, edital, concurso ou solicitar fomento as agencias de apoio à pesquisa.

Assim, a plataforma Lattes torna-se parte do cotidiano acadêmico e é de fato a maneira mais simples de padronizar um sistema de currículos a nível nacional e tem se mostrado uma forma eficiente de consultas, levantamento de estatísticas e acompanhamento das trajetórias profissionais e do andamento das principais instituições de educação superior e pesquisa nas áreas de ciência e tecnologia.

Para fazer teu Curriculum na Plataforma Lattes CLIQUE AQUI

Fonte Plataforma Lattes

O que é um Plebiscito?

dcgfhjbnNO REFERENDO O POVO OPINA. NO PLEBISCITO O POVO DECIDE.

O plebiscito (do Lat. plebiscitu – decreto da plebe) era considerado, na Roma antiga, voto ou decreto passados em comício, originariamente obrigatórios apenas para os plebeus. Hoje em dia, o plebiscito é convocado antes da criação da norma (ato legislativo ou administrativo), e são os cidadãos, por meio do voto, que vão aprovar ou não a questão que lhes for submetida.

PEBLISCITO E REFERENDO

Apesar de se considerar plebiscito como sendo o mesmo que referendo, a verdade é que os dois conceitos podem significar ações muito diferentes e que podem, por vezes, ter significados opostos de serem radicalizados.

São, contudo, sempre referentes a assuntos de política geral ou local de extrema importância para as pessoas visadas. Assim, de um modo amplo, podemos considerar que são sinônimos. Por outro lado, de um ponto de vista específico, os termos podem apontar para conceitos diferentes, consoante os autores ou o contexto em que são aplicados.

Assim, podemos dizer que plebiscito é uma consulta ao povo antes de uma lei ser constituída, de modo a aprovar ou rejeitar as opções que lhe são propostas; o referendo é uma consulta ao povo após a lei ser constituída, em que o povo ratifica (“sanciona”) a lei já aprovada pelo Estado ou a rejeita. Maurice Battelli, de fato, define plebiscito como a manifestação direta da vontade do povo que delibera sobre um determinado assunto, enquanto que o referendo seria um ato mais complexo, em que o povo delibera sobre outra deliberação (já tomada pelo órgão de Estado respectivo).

Marcelo Caetano, por exemplo, já definia o referendo como um processo próprio de uma conjuntura governativa instituída, enquanto que o plebiscito seria próprio de tomadas de decisão que visassem alterações profundas na estrutura do regime político governante (em geral, da própria Constituição).’

CLÁUSULAS PÉTREAS

Da mesma forma que todas as Constituições democráticas incorporam certas cláusulas pétreas (que nunca podem ser alteradas) para evitar que uma sua emenda, se aprovada pelo Congresso, possa resultar no fim da democracia (cláusulas que impedem, por exemplo, que a maioria absoluta de um Congresso aprove uma lei tornando seus mandatos vitalícios, ou hereditários), é preciso que haja, nas constituições que consagram o plebiscito, cláusulas pétreas que assegurem que os plebiscitos não poderão ser usados de maneira delegatória para exacerbar mandatos, ou para reduzir a democracia; e impeçam que o plebiscitos sejam usados de maneira perversa, como já o foram muitas vezes em Portugal e na Europa. Outorgar mandatos é uma forma de abdicação da soberania popular. Por isso quaisquer mandatos outorgados têm que ser constitucionalmente limitados no tempo, e no Poder. O ideal é que seja previsto pela constituição o direito de recall (ou revogatório de mandato), isso é, o direito do povo de promover a destituição de governantes legalmente eleitos, que não estejam se desempenhando de acordo com as expectativas.

DOUTRINA JURÍDICA

Para Bobbio (1987, p. 459), democracia direta engloba “todas as formas de participação no poder”, com prevalência do agente popular sobre o político. Diferentemente, na democracia semidireta, cria-se um sistema mais bem-sucedido, que contempla equilíbrio pela operação, de um lado, da representação política e, de outro, da soberania popular direta e de sua efetiva capacidade de fiscalizar seus representantes eleitos.

Para Darcy Azambuja, o referendo é o que mais aproxima o Governo da democracia pura, mas também é o mais complexo, tanto por sua intimidade com outros instrumentos, como o plebiscito e o veto popular, como pelas diferentes classificações que abriga1 .

O referendum se origina das antigas Dietas das Confederações Helvéticas, que reservava a certas localidades suíças, como os cantões de Valais e Grisons, desde o século XV, o poder de aprovar todas as leis ad referendum do povo. Em certos casos, várias Constituições de Estados modernos exigem o referendum, sendo ele em muitos países considerado obrigatório, sobretudo quanto a emendas constitucionais; em outros, ele é apenas previsto como uma possibilidade.

A iniciativa da convocação do referendum é um de seus aspectos mais importantes; suas regras variam enormemente de um país para outro. Enquanto na Suíça basta um abaixo-assinado (por 0,67% dos eleitores) para convocá-lo, no Brasil, que se posta no outro extremo, o referendum só pode ser convocado pelo próprio Congresso; em alguns países pode ser também convocado pelo chefe do Poder Executivo. Muitos se indagam por que algum Congresso de qualquer país jamais convocaria um referendum para questionar as próprias leis que promulgou.

NO BRASIL

A constituição brasileira (1988) prevê, em seu artigo 14, que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular”. Não existe na atual constituição brasileira a previsão expressa que permita aos cidadãos introduzir mudanças na Constituição. Porém, através de uma análise principiológica é possível que seja permitido aos cidadãos emendar a Constituição. Só se saberá ao certo quando for tentando projeto de emenda de iniciativa popular. Podem ocorrer mudanças constitucionais mediante plebiscito, porém, só o Congresso pode convocá-lo (o Executivo pode, no máximo, enviar mensagem ao Parlamento propondo sua convocação, mas é o Legislativo que decide se convoca ou não).

DEMOCRACIA REPRESENTATIVA E DEMOCRACIA DIRETA

Na democracia representativa o povo elege um representante para defender seus interesses num parlamento ou congresso. Com isso transfere – ou delega – seu poder de decisão a um político profissional. A maioria dos países democráticos do mundo ainda adota a democracia representativa como forma de organização política, embora muitos deles já estejam incorporando a seus sistemas políticos alguns elementos da democracia direta.

Na democracia direta o povo é chamado a se pronunciar diretamente sobre as propostas de legislação, seja previamente – através de plebiscitos – seja a posteriori – através de referendos. Nenhum país possui ainda um regime de governo que seja uma democracia direta pura. O país que mais dela se aproxima é a Suíça, que adota em sua Constituição um regime de democracia semidireta. Entre outros direitos, o povo suíço pode tomar até a iniciativa de propor emendas à própria Constituição de seu país, mediante um abaixo-assinado contendo apenas 100.000 assinaturas (cerca de 1,34% da população).

FONTE wickpedia e dicionário de economia

O que é uma Assembléia Constituinte?

CONSTI~1A PRESIDENTA DILMA SUGERIU E DEPOIS VOLTOU EM SUA DECISÃO.  FICARAM COM MEDO POIS A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE TRARÁ MUDANÇAS TERRÍVEIS PARA OS POLÍTICOS…

Uma assembléia constituinte (FO 1943: assembléia constituinte) é um organismo colegiado que tem como função redigir ou reformar a constituição, a ordem político-institucional de um Estado, sendo para isso dotado de plenos poderes ou poder constituinte, ao qual devem submeter-se todas as instituições públicas.

Alguns autores a definem como a “reunião de pessoas, representantes do povo, que têm a responsabilidade de ditar a lei fundamental de organização de um Estado ou modificar a existente”. Neste sentido, a assembleia constituinte é um mecanismo representativo e democrático para a reforma total ou parcial da constituição.

A formação de uma assembleia constituinte pode-se dar de duas maneiras:

  • convocam-se eleições ad hoc, ou seja, os cidadãos elegem representantes com o fim único de elaborar uma nova constituição, ou
  • uma assembleia ordinária eleita entra em processo constituinte. Embora não obrigatoriamente, é comum convocar um referendo para a aprovação popular de uma nova carta.

A assembleia constituinte, sendo um órgão extraordinário, é dissolvida assim que a nova constituição, por ela elaborada, entra em vigor.

Fonte WICKPEDIA

Como treinar tua equipe de vendas de graça

Vendas-002Muitas empresas oferecem treinamentos para venda atualmente. Algumas levam palestrantes e celebridades para motivarem os funcionários. O que pode parecer simples para as grandes empresas custa caro para as pequenas. Por isso, os empreendedores precisam, muitas vezes, criar métodos e treinamentos próprios para manter a equipe em sintonia.

Com alguma dedicação e tempo, é possível recuperar clientes perdidos, aumentar as vendas e melhorar a relação entre os vendedores. Claudio Diogo, sócio-diretor da consultoria Tekoare e especialista em vendas e consumo, diz que mesmo sem dinheiro é possível manter a equipe bem preparada. “O treinamento é baseado na relação que a equipe tem com os clientes”, diz Diogo.

Para Marcelo Ortega, especialista no assunto, é preciso aprender antes de ensinar e procurar métodos que agradem a todos. “O pequeno empresário precisa buscar treinamentos que possam ser aderentes e aplicáveis à empresa”, afirma Ortega.

1. Comece por você

Antes de propor treinamentos e dinâmicas para a equipe, o próprio empreendedor deve buscar qualificação. “O líder tem que ser o primeiro a ser educado na sua própria equipe”, opina Marcelo Ortega, especialista em vendas. Procure conteúdo online, vídeos e textos que possam ajudar nesta tarefa.

2. Troque experiências

Em pequenas reuniões semanais, os vendedores podem ser motivados a compartilhar como foi a melhor venda do período. Os melhores preparam uma aula de até cinco minutos com o que consideram mais importante para ter sucesso nas vendas.  Diogo sugere reunir uma contribuição financeira de cada um para ver as aulas. “Com o dinheiro acumulado, você premia a melhor aula do mês, eleita pela própria equipe. Não custa nada, é útil e dá um resultado que muitos não conseguem imaginar”, explica.

Vale destacar que nem só os que vendem mais merecem destaque. “Existem vários indicadores que não só o volume de vendas. Destaque aqueles que melhoraram outros aspectos da venda, como o que tem vendido com menos desconto, o que tem feito mais visitas, ou atendido o cliente com mais satisfação”, diz Ortega.

. Aprenda sobre os produtos

Uma forma simples de fazer com que os vendedores estejam atualizados sobre o portfólio da empresa é aproveitar os momentos mais calmos nas vendas para aprender sobre os produtos.

A sugestão é deixar uma caixa sobre o balcão com o nome de todos os produtos. O vendedor retira um papel e tem dois minutos para falar sobre os benefícios daquele item. “Isso faz com que todo mundo esteja preparado. Quem não consegue falar vai ter que começar a estudar os produtos”, diz Diogo. Nessa troca, outros vendedores podem dar contribuições para aprimorar a abordagem da equipe.

4. Incentive as boas práticas

Com reuniões de até 20 minutos, os empreendedores podem fazer uma série de perguntas para todos os vendedores, incentivando assim a troca de experiências e de boas práticas. Faça perguntas sobre como cada um conduz o processo de vendas, como fazem para conhecer bem os produtos, como abordam os clientes, como negociam, como é o fechamento e o pós-venda.

Com todas as respostas, a equipe fica mais alinhada para ter um atendimento padrão na empresa. “Faça as pessoas mostrarem as ferramentas de vendas que elas usam”, sugere Ortega.

5. Obtenha informação

Uma maneira barata de manter os vendedores em dia com o negócio é incentivá-los a trazer informações dos clientes. “Depois de uma venda bem feita, deve perguntar se o cliente gostou e quais foram os pontos positivos e negativos”, ensina Diogo. Com isso, a equipe de vendas consegue identificar fraquezas que podem ser melhoradas por todos.

Fonte EXAME

Empresa – Planeje os próximos 10 anos

calendario-22A cultura brasileira ignora o planejamento de longo prazo, o que é natural dada a nossa história recente de hiperinflacão, desvalorizações cambiais constantes e incertezas no mercado. Há menos de uma geração atrás, dificilmente conseguíamos planejar o crescimento de um negócio ou um plano de carreira.

Hoje, tudo mudou. Investimos em planos de previdência privada, em títulos públicos que vencem em 2035, e criamos planos para as próximas décadas. Essa estabilidade permite às empresas traçar planos de crescimento para os próximos cinco ou 10 anos.

Um exemplo de necessidade de planejamento é o processo de internacionalização de uma empresa. Estudos comprovam um fenômeno: as empresas que se internacionalizam muito rápido destroem valor, assim como as que demoram demais. Já as empresas que se planejam e entram no mercado internacional de forma ordenada têm grandes benefícios.

Antes o mercado era instável, mas oferecia oportunidades variadas apesar das incertezas. Hoje, vivemos um processo de profissionalização, natural a uma economia estável e em crescimento. Este cenário permite que empresas pouco profissionais ainda sobrevivam, mas isso será cada vez mais difícil. Sem planejamento, as pequenas empresas vão morrer ou viver na corda bamba.

Exemplo de um planejamento de longo prazo bem executado é o que adequa as instalações da empresa ao tamanho do negócio. Se ela planeja um crescimento de 20% ao ano, significa mais que dobrar de tamanho em cinco anos, o que provavelmente requererá mais espaço. Definir a época ideal de ampliação será crucial para que não haja excesso de capacidade muito cedo no ciclo de planejamento ou falta de capacidade quando a empresa crescer demais.

Planejar também cria condições para os ciclos virtuosos de crescimento. Se a estratégia da empresa for de ‘preços baixos’, isso traz aumento de vendas. Mais vendas significam mais compras e maior poder de barganha com fornecedores, o que leva a menores custos e preços mais baixos, e retornamos ao aumento de vendas etc. O círculo virtuoso depende de planejamento e boas estratégias, que podem ser o motor para o desenvolvimento de longo prazo da organização.

Fonte EXAME SA

Fonte EXAME