Confira as principais mudanças na CLT a partir de novembro

A votação da reforma trabalhista no plenário do Senado Federal foi a sessão mais conturbada desde que a matéria começou a tramitar na Casa, há mais de dois meses. Após um dia de muitas discussões e cenas inusitadas, o texto-base foi aprovado pouco antes das 20h, com 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção. Os senadores rejeitaram todos os destaques apresentados. Durante toda a tarde, cinco senadoras da oposição ocuparam a mesa diretora do plenário, interrompendo os debates, e se negaram a sair de lá até que fosse aceita pelo menos uma mudança no texto, para proteger o trabalho de gestantes e lactantes — o que o Planalto promete fazer por medida provisória.

Como três parlamentares faltaram à sessão, o governo precisava de pelo menos 39 votos dos 77 que compareceram, o que representa a maioria simples (metade mais um) dos presentes. As novas regras devem começar a valer em novembro, 120 dias depois que forem sancionadas pelo presidente Michel Temer. O governo ainda não estabeleceu uma data para a sanção, mas sinaliza que será na semana que vem.

A reforma altera mais de 100 pontos da legislação trabalhista, como divisão de férias e extensão da jornada, além de implantar novas modalidades, como o trabalho remoto, mas preserva os direitos fundamentais dos trabalhadores. Na opinião do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, o placar foi “bastante expressivo”. No Twitter, ele disse que a aprovação é um “bom sinal para continuidade das reformas” e destacou que o mercado financeiro fechou ontem com queda no dólar e no risco-país, além de bolsa em alta. “A economia continua em trajetória positiva.”

Antes que a nova lei entre em vigor, o governo garantiu que publicará uma medida provisória (MP) para regulamentar alguns dos pontos do texto que causaram insatisfação, inclusive, em integrantes da base aliada. Um dos pontos mais polêmicos é o que permite o trabalho de grávidas e lactantes em ambientes de baixa ou média insalubridade. A alteração desse item era uma das reivindicações das senadoras que ocuparam a Mesa Diretora do plenário “Se não for aprovado um destaque, esqueça, não vai ter acordo”, disse Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das que encabeçaram o inusitado protesto. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), garantiu que o assunto será levado em conta na MP que será elaborada pelo Ministério do Trabalho com contribuição das centrais sindicais.

TUMULTO Somente quase 7 horas após o início da sessão, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), conseguiu retomar a votação da reforma trabalhista no plenário. Os trabalhos foram interrompidos por volta do meio-dia, quando quatro senadoras da oposição ocuparam as principais cadeiras da mesa diretora da Casa para protestar contra o projeto do governo. Gleisi Hoffman (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI), impediram que Eunício comandasse os trabalhos. O presidente do Senado decidiu suspender a sessão.

Cinco minutos depois, as luzes do plenário foram apagadas. Apenas às 18h10, Eunício retornou ao plenário, mas ainda sem poder ocupar a cadeira de presidente. Com um microfone improvisado, ele avisou que daria 20 minutos às senadoras para que se retirassem da Mesa. Elas só deixaram o posto às 18h44, quando Eunício já havia aberto a votação do projeto de lei. (Colaboraram Rosana Hessel e Simone Kafruni)

Principais pontos da reforma trabalhista

Férias
» As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, contanto que um dos períodos seja de pelo menos 15 dias corridos.

Jornada
» Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais.

Trabalho intermitente

(por período)
» O trabalhador poderá ser pago por período trabalhado, recebendo pelas horas ou diária. Ele terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. No contrato deverá estar estabelecido o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor do salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função. O empregado deverá ser convocado com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, pode prestar serviços a outros contratantes.

Trabalho remoto
(home office)
» Tudo o que o trabalhador usar em casa será formalizado com o patrão via contrato, como equipamentos e gastos com energia e internet, e o controle do trabalho será feito por tarefa.

Negociação

» Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as empresas podem negociar condições de trabalho diferentes das previstas em lei, mas não necessariamente num patamar melhor para os trabalhadores.
» Em negociações sobre redução de salários ou de jornada, deverá haver cláusula prevendo a proteção dos empregados contra demissão durante o prazo de vigência o prever contrapartidas para um item negociado.

Demissão
» O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

Contribuição sindical
» A contribuição sindical será opcional.

Terceirização

» Haverá uma quarentena de 18 meses que impede que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.

Ações na Justiça
» O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e, caso perca a ação, arcar com as custas do processo. Para os chamados honorários de sucumbência, devidos aos advogados da parte vencedora, quem perder a causa terá de pagar entre 5% e 15% do valor da sentença.

» O trabalhador que tiver acesso à Justiça gratuita também estará sujeito ao pagamento de honorários de perícias se tiver obtido créditos em outros processos capazes de suportar a despesa. Caso contrário, a União arcará com os custos. Da mesma forma, terá de pagar os honorários da parte vencedora em caso de perda da ação.

» Haverá ainda punições para quem agir com má-fé, com multa de 1% a 10% da causa, além de indenização para a parte contrária. É considerada de má-fé a pessoa que alterar a verdade dos fatos, usar o processo para objetivo ilegal, gerar resistência injustificada ao andamento do processo, entre outros.

» Caso o empregado assine a rescisão contratual, fica impedido de questioná-la posteriormente na Justiça trabalhista.

Fonte: O Estado de Minas
Link: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/07/12/internas_economia,883086/nova-lei-trabalhista-vai-vigorar-em-novembro-confira.shtml

12 hábitos para eliminar da tua vida e alcançar o sucesso

Com a virada do ano, muitas pessoas fazem uma lista de coisas que desejam realizar. Poucas delas, contudo, serão realizadas até dezembro. Uma a uma, a maioria das resoluções serão abandonadas ao longo do ano – ou, em muitos casos, ainda em janeiro.

Por isso, o colunista da Inc. Chris Dessi propôs uma nova maneira de ver o começo do ano. Em vez de adotar novos costumes, que tal eliminar maus e velhos hábitos? Ele enumerou uma lista com algumas práticas e vícios que muitos empreendedorescostumam carregar pela vida, mas que fazem mal, diminuem a produtividade e impedem a chegada do sucesso e do contentamento pessoal. Veja 12 delas a seguir:


1. Rede social durante o trabalho

As plataformas de mídia social são a principal causa da procrastinação. Perder-se entre posts do Facebook pode até ser divertido, mas também muito pouco produtivo. O conselho de Dessi é: evite entrar em Facebook, Instagram, Twitter e outras plataformas sociais enquanto estiver trabalhando. “Desligue também as notificações do celular. Você pode checar o Snapchat quando tiver tempo livre”, diz.

2. Nem tudo tem a ver com você
“O seu chefe não está conspirando para te demitir, a recepcionista também não está rindo por causa da sua gravata. Eles estão pensando sobre si mesmos e seus problemas. Não sobre você”, afirma Dessi. Para o colunista, é essencial abandonar pensamentos egocêntricos para ser mais feliz e focar melhor naquilo que importa.

3. Não seja multitarefa
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, mostra um resultado bastante surpreendente: apenas 2% das pessoas pode, de fato, realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo. De acordo com a pesquisa, o cérebro dos chamados “supertasking” é diferente dos outros 98% da população. “Então, se você não faz parte desse grupo, não tente ser [um supertasking]. Quando quiser eliminar algo da sua lista de coisas para fazer, feche todo browser aplicativo na sua tela, com exceção daquele que você precisa para realizar a tarefa”, diz Dessi.

4. Nada de comparações
Não é possível ganhar o jogo das comparações. “Sempre haverá alguém mais inteligente, mais bonito, mais rico e [aparentemente] mais feliz que você”, afirma o colunista. O empreendedor deve ser capaz de focar em si mesmo, em seus objetivos, saúde e estado de espírito.

5. Acabe com as reclamações
O fato, segundo Dessi, é que não vale a pena ficar reclamando por todos os cantos. “Fique atento às palavras que saem da sua boca. Elas irão afetar você e as pessoas ao seu redor”, afirma. De acordo com ele, quanto mais coisas boas são ditas, mais coisas boas acontecem. O empreendedor deve ser otimista.

6. Não perca tempo com pessoas negativas
“Se elas não amam e apoiam você, tire-as da sua vida”, afirma Dessi. A ideia aqui, contudo, não é buscar o confronto, mas, sim, deixar de estar disponível. “Nem todas irão notar. Elas estão muito focadas em si mesmas.”

7. Livre-se de reuniões longas e desnecessárias
Menos reuniões significa mais produtividade. “Marque a reunião, fale o que precisa falar e vá fazer o que precisa fazer”, diz Dessi. Reuniões precisam ser produtivas. A dica do colunista é criar uma ata para cada encontro com os tópicos que precisam ser abordados. Enquanto você checa os assuntos, peça aos funcionários que digam em que tarefa estão trabalhando e o que já concluíram. “Funciona melhor e você reduzirá o tempo gasto em reuniões pela metade.”

8. Pare de dizer “sim” a tudo
Muitos empreendedores acham que 24 horas não é tempo o suficiente para resolver tudo o que necessário no dia. Dessi discorda. “Você tem tempo o suficiente, mas você gasta ele fazendo as coisas erradas.” O conselho é parar de dizer “sim” a tudo e abraçar o “não”. “Ame o ‘não’. Esta deve ser a sua palavra para 2017.”

9. Largue o hábito da autossabotagem
Muitos empreendedores vivem ouvindo aquela voz na cabeça que diz “você não é bom o suficiente” ou “você nunca conseguirá”. Dessi diz que é preciso largar esse hábito e estimular outro, que mantenha você produtivo. A autossabotagem não leva a nada, enquanto trabalhar, se exercitar e fazer coisas boas à sociedade pode tornar você mais feliz, completo e bem-sucedido.

10. Não se gabe de metas que ainda não foram cumpridas
Uma palestra do TED feita pelo empreendedor Derek Sivers explica o fenômeno: quando alguém anuncia para o mundo quais objetivos quer alcançar, o cérebro entende que esses objetivos já foram alcançados. Isso significa menos esforço e foco.

11. Pare de se obcecar com fim do mundo
Algum ceticismo é sempre bom, mas o pessimista não muda o mundo, não motiva as pessoas nem tem ideias inovadoras. “O pessimismo só faz com que as pessoas ao redor do pessimista fiquem para baixo.”

12. Cuide do que está sob seu controle
No empreendedorismo há uma porção de variáveis que estão fora do controle do dono de um negócio. Por isso, não adianta passar noites acordado e preocupado com o que não é possível resolver. Para Dessi, isso é um desperdício de tempo, energia e recursos. “Você pode controlar o que você come, o que você pensa e o que você faz. Foque em você mesmo.”

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/01/12-habitos-para-eliminar-da-sua-vida-e-alcancar-o-sucesso-em-2017.html

USP lança Webcurso gratuito de Administração de Empresas

A Universidade de São Paulo (USP), em parceria com Fundação Lemann, acaba de lançar um curso online e gratuito sobre fundamentos da administração. Por meio de 17 aulas em vídeo, os alunos aprendem conceitos que vão desde ciência social aplicada até ferramentas para melhorar o desempenho de um negócio.

O curso é ministrado por Hélio Janny Teixeira, professor titular da Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP) e transmitido pela plataforma Veduca. Não é necessário ter nenhum tipo de conhecimento específico do assunto. Segundo o professor, qualquer pessoa interessada na área pode participar.

Ao longo das aulas, o aluno também recebe sugestões de bibliografias complementares para aprofundar o conteúdo. Confira o curso completo em http://www.veduca.com.br/cursos/gratuitos/mooc-fundamentos-de-administracao.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Como-comecar/noticia/2015/02/usp-lanca-na-web-curso-gratuito-de-administracao-de-empresas.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=post

Seja uma pessoa Educada – Parte 04: Pedidores de favores I

Caríssimos leitores,

Bom tarde!

Mais uma vez escrevendo aqui para ajudar a ti que talvez não saiba agir como uma pessoa bem educada e assim abrir as portas de oportunidades para a tua vida! Hoje falaremos sobre as pessoas que pedem favores sem se importar com a gravidade da ação que estão a pedir. Começo este artigo hoje porque justamente ontem a noite passei por mais aventuras testemunhando o quanto as pessoas podem ser folgadas e mal educadas.

Uma amiga e eu combinamos de ir ao café do Shopping ontem a noite e na hora marcada ela passou em minha casa para apanhar-me e eu, como pessoa bem educada, já me encontrava à porta da residência à esperá-la, pois pessoas bem educadas não deixam pessoas esperando, ainda mais quando estão recebendo um gentileza de ainda serem apanhadas em casa.

Quando adentrei o carro ela me disse: “Beatriz, por gentileza, ligue para o Fábio (nome fictício) e peça-o para já descer pois estou quase a chegar”.

Julguei o pedido desnecessário, já que se o referido rapaz fosse alguém bem educado já estaria na porta a esperar-nos no horário marcado, visto que o procedimento já havia sido combinado previamente. Porém, fiz a ligação.

No momento em que liguei o rapaz já me atropelou a fala dizendo: “Beatriz, avisa a Lúcia (nome fictício) pra esperar um pouco que eu e minha irmã estamos descendo porque ela vai no supermercado e vai pegar carona conosco.”

Particularmente, eu, Beatriz, não ofereceria carona num carro que não é meu e muito menos me ofereceria pra ir de carona mas o mundo não é feito somente de gente bem educada…

Enfim, quando chegamos à porta do prédio, não encontramos ninguém. A Lúcia ligou e  o Fábio atendeu dizendo: “Espera aí um pouco porque minha irmã tá terminando de tomar banho”. Neste momento quase desci do carro e fui para minha casa pegar o meu carro e ir sozinha encontrar com o pessoal lá pois eu vi que ia demorar…

Uma coisa vos lembro… NUNCA façam isso! O rapaz já estava a ser agraciado com a carona buscando e levando em casa e o que veio a seguir realmente me surpreendeu: Lúcia simplesmente ligou o carro e fomos ao café sem o Fábio.

Acertiva a Lúcia, não acham?

Bom, no que tange a favores, existem pessoas que pedem coisas inconcebíveis. E isso acaba com qualquer relacionamento profissional, pessoal ou familiar. Evite pedir favores e evite dar a entender que voce os quer.  Seja alguém que agregue e não que incomode. Todos preferem ter por perto pessoas que trazem bons momentos e não aborrecimentos.

E sobre a carona da Lúcia, ressalto que se fores pegar carona, tenha o cuidado de causar o mínimo de inconvenientes possíveis, ou correrá o risco de ficar como o Fábio: indo ao supermercado à pé.

Abraços e até a próxima!

Economista Beatriz Iolanda Peixoto de Freitas

Pontualidade demonstra respeito e diferencia profissional

Por Daniela do Lago

A falta de pontualidade é uma característica do povo brasileiro bastante conhecida, o que pode dificultar a vida profissional e restringir possibilidades de carreira e sucesso nas organizações.

Essa é uma competência fundamental no mundo corporativo, uma vez que os funcionários representam não somente a própria imagem, mas também a da empresa onde trabalham. Vou além, podemos até considerar que a pontualidade é uma forma de mostrar respeito e consideração com o próximo. Se você costuma se atrasar, não só para compromissos, mas em prazos firmados, sinal que alguma coisa está errada e que está vivendo sem um planejamento adequado.

Desculpas como: “Foi o trânsito”, “A reunião anterior atrasou” ou “O computador deu problema” já não colam mais e ainda pegam super mal, afinal, estes acontecimentos já não são tão imprevistos assim e para um compromisso ou meta fixada deve-se sempre trabalhar com uma margem segura de tempo. Alguns “minutinhos” de atraso e você pode colocar muita coisa a perder.

A perda a que me refiro começa pelo desgaste da imagem, portanto, se o atraso ou o não comparecimento for inevitável, é importante justificar a tempo – antes que a pessoa possa formar uma opinião negativa a seu respeito. Sendo pontual, você estará sendo respeitoso com um tempo que não é só seu, mas também da outra pessoa.

Todo e qualquer atraso gera desconforto e irrita quem espera, principalmente quando ocorrido com frequência. O atraso gera consequências desagradáveis, além de desconfiança e falta de credibilidade. Por melhor que seja o profissional, o defeito de se atrasar sempre pode acarretar em obstáculos em sua ascensão e ofuscar o brilho de seus resultados na empresa.

Pontualidade em diferentes contextos:

Social: Se alguém te convida para uma festa que começa às 21h, provavelmente você chegará mais tarde que o horário informado no convite, pois se chegar pontualmente talvez não encontre ninguém na festa. No entanto, não podemos confundir nossa cultura em eventos sociais com compromissos e prazos profissionais.

Entrevistas de emprego: Tanto o entrevistador quanto o entrevistado devem manter o senso no cumprimento do horário estabelecido e agendado. Se, por algum lapso, ocorrer um atraso por parte do entrevistado, existe o risco de perder um grande negócio ou uma ótima oportunidade. Não tendo como evitar o atraso, o certo é telefonar para a empresa o quanto antes, dando explicações sobre o motivo do atraso, sem a necessidade de narrar os fatos nos mínimos detalhes. Depois, pessoalmente, peça desculpas e se justifique, sem pormenores ou detalhes minuciosos que podem ser interpretados como mentira ou desculpa esfarrapada.

Para o entrevistador a premissa é a mesma, se agendou horário com alguém, esteja pelo menos 10 minutos antes e se prepare para entrevista. Vejo candidatos ansiosos para entrevista de trabalho e que, muitas vezes, ficam esperando horas o responsável atendê-lo. Bem desagradável!

Por parte do chefe: Os líderes devem dar bons exemplos, mantendo sempre a pontualidade para que os colaboradores possam fazer o mesmo com conduta e disciplina. O chefe, muitas vezes, não percebe quando um funcionário se antecede em relação ao horário de trabalho, mas no caso de um atraso, este incidente certamente não passará despercebido.

Na empresa: Você é responsável por realizar um trabalho dentro de certo limite de tempo. Convém administrar o tempo sabendo quais são as urgências e as prioridades para agilizar ou encaminhar o serviço da forma mais rápida possível.

É importante ficar atento e respeitar os horários de entrada, de almoço e de saída da organização, agindo de forma consciente e honesta para que nenhuma das partes se sinta prejudicada.

Ser pontual é uma questão de responsabilidade e profissionalismo. Cabe a cada funcionário agir corretamente, tendo plena consciência de seus atos, deveres e horários a serem cumpridos

Fonte: UOL
Link: https://empregocerto.uol.com.br/info/dicas/2011/02/18/pontualidade-demonstra-respeito-e-diferencia-profissional.html#rmcl

Terceirização pode reduzir vagas para deficientes

Por Nathália Larghi, O Estado de S.Paulo

Com o objetivo principal de permitir a terceirização de funcionários que realizam a atividade fim de uma empresa – como os padeiros em uma padaria, professores em uma escola ou advogados em um escritório de direito -, a lei número 13.429 pode impactar negativamente uma outra norma: a de cotas para deficientes.

Organizações de apoio às pessoas com deficiência temem que a Lei da Terceirização incentive empresas a substituírem empregados contratados por trabalhadores de terceirizadas. Desta forma, diminuiria o número de deficientes que elas são obrigadas a contratar segundo a Lei de Cotas, que prevê que todas as empresas com mais de 100 funcionários, preencham de 2% a 5% dos seus cargos com esses trabalhadores.

“Se a empresa tiver 100 funcionários e terceiriza parte dessa mão de obra, ela sai da Lei (de Cotas). Mesmo nas que não saem, ao terceirizar uma parte dos serviços, a porcentagem de deficientes que precisa ser contratado cai”, explica Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef).

O senador e ex-jogador de futebol Romário Faria (PSB-RJ), ativista na causa dos deficientes, é um dos que acreditam que companhias vão preferir substituir os empregados contratados por prestadores de serviços para escapar do cumprimento da legislação.

Em nota por meio de sua assessoria de imprensa, o senador explica que ainda existem muitos empresários que acreditam que empregar pessoas com deficiência implica em prejuízos, seja pelos gastos com acessibilidade ou por associarem as limitações à incompetência.

Por outro lado, há quem entenda que os impactos da terceirização serão limitados, já que aquele profissional que pode substituir o empregado contratado tem vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, que também deverá cumprir a lei.

“Caso as companhias optem pela terceirização da sua mão-de-obra, consequentemente, aumentará a demanda das empresas prestadoras de serviços. Então, elas também terão que contratar mais empregados CLT, e estarão igualmente sujeitas ao cumprimento da cota”, diz Eliane Gago, sócia da DGCGT Advogados. Ela também ressalta que é precipitado assumir que a substituição maciça dos funcionários contratados será uma tendência.

LEIA: Cotas ajudam, mas falta inclusão: o que pessoas com deficiência enfrentam no mercado de trabalho

O raciocínio, no entanto, foi questionado por outros especialistas, que acreditam que os funcionários virão de várias terceirizadas menores, que podem não entrar na legislação dos portadores de deficiência, ou precisar cumprir um porcentual menor.

“Se aquela grande empresa substitui 300 empregados, eles podem não vir de uma única prestadora de serviços, mas de várias pequenas”, afirma o juiz do Trabalho Marcos Scalercio.

Multas. Mesmo estando em vigor há mais de 25 anos, menos da metade das companhias que deveriam cumprir a Lei das Cotas realmente o fazem. No entanto, os registros apontam para uma tendência de crescimento nesse campo.

Dados do Ministério do Trabalho mostram que em 2013 apenas 37,58% das empresas com mais de 100 empregados atendiam a determinação legal. Em 2014 esse número aumentou para 39,72% e em 2015, o último levantamento sobre o assunto, registrou subida para 45,39%.

Uma das explicações para a alta pode ser a maior fiscalização. Segundo o ministério do Trabalho, foram aplicadas 4.550 multas por descumprimento das Lei de Cotas em 2015, 38% a mais do que em 2014. Entre 2013 e 2015 o número de infrações registradas cresceu 82%. Em 2016, no entanto, ele voltou a cair, com apenas 2.747 penalidades aplicadas.

Mesmo assim, Açucena Bonanato, consultora da Rede IPC, uma instituição focada na inclusão da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, acredita que muitas empresas ainda preferem pagar a multa a contratar deficientes.

“Desde 1991 para cá melhorou (a inclusão nas empresas), mas ainda falta muito. Vejo que as mesmas empresas que pagavam multa no passado continuam pagando hoje, porque não houve conscientização de que o cumprimento não é só obrigação, que essas pessoas também podem ser bons profissionais”, afirma.

Os desdobramentos de um eventual descumprimento da lei, no entanto, não são tão simples. Marcos Scalercio explica que após a penalidade, o ministério Público do Trabalho (MPT) pode ingressar com uma ação civil pública, que pode gerar uma indenização.

Sylvia Lorena, gerente executiva de relações do trabalho da CNI, afirma que um dos motivos que justificam o baixo cumprimento da Lei de Cotas é a dificuldade que as empresas encontram ao buscar profissionais.

“Apesar da positiva e necessária, o cumprimento desta lei tem sido de difícil alcance, em virtude de não haver disponibilidade de profissionais com deficiência aptos para atender a demanda fixada. Isso se verifica, por exemplo, pelo esforço intenso das empresas de atrair esses trabalhadores a processos seletivos, por meio de anúncios em jornais, de inscrição de vagas no SINE, entre outros, sem êxito ou com resultado aquém do necessário”, afirma.

Lorena ainda afirmou que a própria Justiça do Trabalho já tem reconhecido que empresas não podem ser penalizadas por não cumprirem a cota se comprovarem que fizeram esforços para buscar candidatos.

O juiz Marcos Scalercio confirma que existiram casos em que isso ocorreu, mas foram situações pontuais. “Falar que buscou no mercado e ‘provar’ com anúncio em jornal não é suficiente. Para essa tese ser válida, a companhia precisa comprovar que buscou, com anúncios, parcerias com entidades”, afirma.

Entre 2010 e 2016, o site de recrutamento de emprego Vagas.com registrou um aumento de 187% no número de anúncios publicados para pessoas com deficiência. O número de novos currículos de trabalhadores com necessidades especiais aumentou 74% no mesmo período.

Fonte: O Estadão
Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,terceirizacao-pode-reduzir-vagas-para-portadores-de-deficiencia-dizem-especialistas,70001812450

10 Idéias de negócio para empreender

Para Alessandro Saade, professor da BSP – Business School São Paulo, é preciso estar preparado para conseguir ter sucesso. “O importante é ter um bom plano estratégico e uma gestão impecável. Monte um canvas, converse com pessoas, pesquise e crie seu plano estratégico de ação”, afirma.

Veja abaixo as indicações para quem quer começar um negócio:

1. Fintech
A associação das palavras finanças e tecnologia resultou no termo fintech, usado principalmente para se referir a startups. Para Riva, esta é uma das áreas que pode crescer, seguindo um movimento que começou em 2015. “Um exemplo é a validação do NuBank, GuiaBolso e ContaAzul no Brasil, que mostra que a desagregação em serviços financeiros que já aconteceu nos Estados Unidos deve chegar ao Brasil em breve”, diz.

2. Economia compartilhada
Outra área que faz bastante sentido em um contexto de crise é a de economia compartilhada. “O Uber, por exemplo, além de dar respostas para o problema de mobilidade, também ajuda na questão de empregar pessoas que foram expulsas do mercado formal”, diz Riva.

3. Carreira e emprego
Mais uma vez, é de uma consequência da crise que aparece a oportunidade. O desemprego pode impulsionar negócios ligados à carreira e capacitação. “Ao analisar esse cenário, vemos que existe a oportunidade para startups que ofereçam formação técnica, mas com foco no desenvolvimento de empreendedorismo e competências socioemocionais”, diz Maure.

4. Negócios com potencial de exportação
O dólar alto abriu novas possibilidades para as empresas com potencial de exportação. “Mercado doméstico desaquecido e dólar alto é a receita ideal para a empresa buscar mercados fora do seu país. Para quem produz ou presta serviços tecnológicos é um prato cheio”, diz Saade. Para Nakagawa, artesanato, pequenas confecções e até serviços de programação “podem ter maiores chances de serem mais exportados com o dólar valorizado”.

5. Soluções para crise hídrica
A crise hídrica atinge, hoje, boa parte do Brasil. Por isso, soluções para limpeza da água, reaproveitamento e economia serão bem vistas. “A falta de acesso à água encanada e saneamento urbano são responsáveis por aproximadamente 75% do déficit habitacional qualitativo no Brasil. São 11 milhões de pessoas sem acesso à rede de água e 103 milhões sem tratamento de esgoto domiciliar”, diz Maure.

6. Negócios digitais
Apesar de mais difícil, o mercado digital deve continuar crescendo, especialmente em serviços e apps que agilizem a vida e reduzam o custo de um determinado tipo de serviço. “Não é possível generalizar, mas ainda há espaço para diversas novas soluções digitais móveis”, diz Nakagawa.

7. Manutenção ou reformas
Se economizar é a ordem do dia, empresas que ajudem na manutenção de bens podem ter sucesso. Ao invés de comprar um item novo, o consumidor deve optar por modernizar ou consertar o que já tem. “Vale para reforma da casa, da loja ou da fábrica, manutenção do carro, do caminhão ou das motos e atualização de softwares e hardwares. Tudo que puder ter a troca postergada”, diz Saade. “Nessa mesma linha, serviços como costureira, sapateiros, armarinhos e afins formam uma cadeia muito similar à das máquinas. O mesmo que as empresas farão com seus equipamentos os consumidores farão com seu patrimônio.”

8. Soluções mais baratas
Não é preciso ser especialista em economia para entender que, em ano de crise, todo mundo quer gastar menos. Por isso, negócios que permitam economizar estão em alta. “Parte da população brasileira continuará a fazer suas escolhas considerando o preço”, diz Nakagawa.

9. Food trucks
Os food trucks explodiram em 2015 e podem continuar crescendo. “É um conceito que veio para ficar por trazer, pelo menos na proposta, produtos inovadores com preços razoáveis. A tendência é observar trucks em outros segmentos como comércio e serviços”, diz o professor do Insper.

10. Microfranquias
O desemprego deve gerar uma onda de novos empreendedores, alguns por necessidade e outros por oportunidade. Com pouco capital, muitos devem escolher o formato das microfranquias. “Com um grande número de profissionais desligados das empresas e poucas novas vagas haverá uma grande procura por franquias de baixo custo. O ponto de atenção é buscar segmentos que o empreendedor conheça”, diz Saade.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2015/12/10-ideias-de-negocios-para-quem-quer-empreender-em-2016.html

Novas regras para rotativo diminuem juros do cartão de crédito

As novas regras para o rotativo do cartão, que começaram a valer no início de abril, estão causando um efeito de queda dos juros da modalidade de crédito, que têm as taxas mais caras do mercado. É o que aponta pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac). Os juros do cartão recuaram de 14,31% em abril para 13,25% em maio, segundo o estudo.

A Anefac realiza todo mês a pesquisa com a variação dos juros para pessoas físicas e jurídicas. Em maio, o estudo mostrou queda de taxas de juros em todas as modalidades para pessoa física.

Além do cartão de crédito, que registrou a queda mais expressiva, houve recuo de 0,08 ponto percentual nos juros empréstimo pessoal em financeiras, que caíram de 8,15% para 8,07%. As taxas do empréstimo pessoal em bancos caíram 0,04 ponto percentual, de 4,45% para 4,41%.

No comércio a queda também foi de 0,04 ponto percentual, de 5,76% para 5,72%. Os juros do crédito pessoal automático caíram 0,03 ponto percentual, de 2,23% para 2,2%, e os do cheque especial, 0,02 ponto percentual, de 12,3% para 12,28%.

No crédito para pessoas jurídicas, a pesquisa também mostrou recuo generalizado. A taxa mensal do desconto de duplicatas barateou 0,05 ponto percentual, recuando de 2,98% para 2,92%. O crédito para capital de giro barateou 0,05 ponto percentual, caindo de 2,49% para 2,44%. Por fim, o custo do crédito via conta garantida/cheque especial caiu 0,04 ponto percentual, de 8,27% para 8,23%.

“As taxas vêm caindo em todas as categorias, mas onde caiu mais foi no [crédito] rotativo. Essa mudança [nas regras] é que provocou uma queda um pouco maior. As demais taxas de juros caíram dentro do intervalo da Selic [taxa básica de juros da economia definida pelo BC, atualmente em trajetória de queda]”, explica o economista Miguel de Oliveira, diretor-executivo da Anefac.

Novas regras

Desde o início de abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a tarifa do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A medida consta de reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. Ultrapassado o limite, os bancos são obrigados a transferir os débitos no rotativo para o crédito parcelado, que cobra taxas menores.

O diretor da Anefac destaca que mesmo com a queda nos juros do cartão de crédito, que tende a continuar, as taxas cobradas “ainda são muito altas”. Segundo a Anefac, de junho de 2016 a março de 2017, os juros acumulados do cartão de crédito somam 436,51%.

A entidade aponta, na pesquisa, uma tendência a que as taxas de juros em geral sigam caindo, em razão das reduções da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde outubro de 2016, o BC faz sucessivos cortes na Selic, devido à melhora nas expectativas quanto à queda da inflação. A Anefac ressaltou, no entanto, que ainda há risco elevado de inadimplência, o que favorece novas elevações das taxas de juros.

Fonte: Ag brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-06/novas-regras-para-rotativo-diminuem-juros-do-cartao-de-credito-mostra

Mercado financeiro reduz projeção da inflação

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação e para o crescimento da economia este ano. Segundo o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com base em estimativas de instituições financeiras, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,90% para 3,71% este ano. Para 2018, a estimativa caiu de 4,40% para 4,37%.

A revisão na projeção ocorreu após a divulgação do IPCA de maio na semana passada. O IPCA chegou a 0,31%, em maio, a menor taxa para o mês desde 2007 (0,28%). Para junho, o mercado financeiro espera por estabilidade dos preços para os consumidores. A projeção anterior era que o índice ficaria em 0,20%, no mês.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, caiu de 0,50% para 0,41% em 2017. Para o próximo ano, a projeção de crescimento da economia passou de 2,40% para 2,30%.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 3,30 ao final deste ano e em R$ 3,40 no fim de 2018.

Fonte: Ag Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-06/mercado-financeiro-reduz-projecao-da-inflacao-de-390-para-371-este-ano

Feira do Livro em Goiânia a preço único de 10 reais

A Feira Top de Livros acontece neste sábado (03/Jun/2017), com mais de 20 mil exemplares a venda dos mais diversos gêneros. Com objetivos de conhecimento e um caráter extremamente cultural, feira agrega os mais diferentes públicos com preços baixos e variedade, agregando informação com valores acessíveis.

A entrada para o evento é gratuita. Dentre os gêneros oferecidos, pode-se encontrar infantis, ficção e clássicos, dentre outros para os mais diversos gostos. O preço único de venda dos livros é R$10,00.

DATA: 3 de junho/2017 a 2 de julho/2017
LOCAL: Shopping Cerrado – Av. Anhanguera, nº 10790, Aeroviário
HORÁRIOS: seg a sáb, das 10h às 22h / dom, das 14h às 20h
VALORES: Todas as obras por R$ 10
Entrada gratuita

As 10 profissões mais bem pagas que não exigem diploma

Mesmo sem um diploma do ensino superior, há profissões que oferecem salários interessantes, com média salarial mensal de até R$ 5 mil. É o que mostra levantamento do site de empregos Catho, que listou os dez cargos mais bem remunerados e que não exigem formação superior. No topo do ranking está o técnico de petróleo.

O diploma técnico é capaz de preparar profissionais para exercer determinadas atividades que tiveram um crescimento importante nos últimos anos e passaram a oferecer remunerações mais atraentes — afirma Murilo Cavellucci, diretor de gente e gestão da Catho.

Confira as dez profissões mais bem pagas e as médias salariais mensais:

Técnico de Petróleo – R$ 5.406

Ferramenteiro de Corte e Repuxo – R$ 4.662,50

Técnico Sucroalcooleiro – R$ 4.273,50

Técnico em Inspeção de Equipamentos – R$ 4.127,80

Inspetor de Qualidade de Instrumentos – R$ 3.979,10

Técnico em Obras – R$ 3.940

Ferramenteiro de Manutenção – R$ 3.892,50

Ferramenteiro de Moldes Plásticos – R$ 3.886,70

Técnico de Planejamento – R$ 3.813,20

10ª Projetista Mecânico – R$ 3.810,60

FOnte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2016/07/10-profissoes-mais-bem-pagas-que-nao-exigem-diploma.html

Por que este professor quer que você demita o seu coach

São Paulo — Olhe bem para o espelho, respire fundo e repita para si mesmo em voz alta: o 1º passo para o sucesso é… esquecer a autoajuda. O 2º passo é demitir o seu coach. Pelo menos se você for convencido pelas ideias de Svend Brinkmann, professor da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Autor do livro “Stand Firm: Resisting the Self-Improvement Craze” (em tradução livre, “Fique firme: Resistindo à mania do autodesenvolvimento”), ele é crítico ferrenho da psicologia positiva e da crença de que a felicidade é uma escolha.

Em entrevista por telefone a EXAME.com, o filósofo dinamarquês afirma que parte da indústria da autoajuda só contribui para reforçar o problema que ela própria diz combater: a infelicidade causada pelo individualismo e pelo desinteresse em soluções coletivas.

Brinkmann faz um diagnóstico parecido sobre o efeito do coaching para o mundo do trabalho. “O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores”, explica.

A seguir, confira os principais trechos da conversa com o professor, em que ele fala sobre as relações entre produtividade, sucesso e ética — e dá um conselho para os brasileiros enfrentarem a situação amarga do mercado de trabalho sem cair em “discursos motivacionais baratos”:

EXAME.com – O que há de errado com a autoajuda?

Svend Brinkmann – Na verdade, o problema não é a autoajuda em si. Não nego que livros desse tipo podem ajudar certas pessoas, até porque também há bons títulos dentro desse gênero. Ainda assim, no geral, essas obras só reforçam o problema que supostamente deu origem a elas.

Incutem a ideia de que felicidade é uma escolha individual, algo que “só depende de você”. E quando as pessoas fracassam — o que acontece com qualquer ser humano — elas se enxergam como as únicas responsáveis pela própria derrota. Elas se sentem culpadas por algo que não estava sob seu controle.

A autoajuda é um sintoma de um outro problema, subterrâneo, mais grave, que é o individualismo. As pessoas se sentem desligadas umas das outras, completamente sozinhas, quando acreditam que podem atingir seus objetivos de vida, por conta própria, se seguirem “7 passos para a felicidade” ou algo parecido.

Livros com “receitas” como essa frequentemente viram best-sellers. Por quê?

Todo mundo deseja ser feliz, fazer fortuna, ter muitos amigos, construir uma carreira incrível. Apresentar esse objetivo como algo que depende só de você, como indivíduo, é algo muito atraente. A ideia se popularizou tanto que podemos dizer que está presente em tudo, inclusive na forma como as pessoas entendem o desenvolvimento das suas competências no trabalho. Aprenda: Como construir uma carreira à prova de crise

Numa era de incertezas como esta que vivemos, as pessoas se viram cada vez mais para dentro de si mesmas para tentar ter sucesso. A indústria da autoajuda ofereceu ferramentas a elas nesse sentido. Antes, não havia essa ideia de que era sua responsabilidade ser feliz. Era algo mais diluído em práticas culturais. Agora virou uma questão individual.

Qual é a origem desse fenômeno?

Os primeiros livros de autoajuda foram lançados na metade do século 20. Um dos exemplos mais famosos é “O poder do pensamento positivo”, lançado em 1952 pelo [pastor norte-americano] Norman Vincent Peale.

Uma curiosidade é que Peale foi o sacerdote da família de Donald Trump desde quando ele era criança, em Manhattan, e chegou a conduzir sua cerimônia de casamento [com a primeira esposa, Ivana]. Trump já citou “O poder do pensamento positivo” como um livro bastante inspirador para ele.

O livro de Peale fala sobre como você pode conseguir o que quiser se tiver pensamentos positivos. E veja o que aconteceu com Donald Trump! É um perigo. Eu pessoalmente sou bastante cético com relação a Trump e, assim, temo que essas técnicas sejam usadas para fins problemáticos.

Como essas técnicas aparecem no mundo do trabalho?

O mundo do trabalho se tornou muito psicologizado. Não são apenas as minhas competências que preciso desenvolver, mas também a minha personalidade, os meus sentimentos mais íntimos. Para ser um bom profissional hoje, preciso fazer cursos de desenvolvimento pessoal, coaching e por aí vai.

O empregador não pede apenas para o funcionário vender o seu tempo por uma certa quantia de dinheiro, mas também vender a si mesmo, a sua personalidade. Se eu me entregar nesse sentido, eu realmente não tenho nada mais que é meu. Esse é o problema.

Que tipo de mentalidade deveria existir, então?

Deveríamos pensar em termos mais coletivos. Não sou contra os objetivos que os livros e cursos de autoajuda pregam. Eu também quero que as pessoas sejam felizes e conquistem seus sonhos! [risos] Mas nós precisamos pensar na forma como tentamos fazer isso.  Precisamos lembrar que os nossos males e tristezas têm uma natureza política. Portanto, os desafios precisam ser resolvidos de forma social, e não só individual.

Quando seguem o discurso do autodesenvolvimento, as pessoas tentam ser versões melhores de si mesmas, mas esquecem que também são responsáveis pelas demais. Vivemos numa sociedade que não dirige a sua atenção às necessidades dos outros. A alternativa à autoajuda, a “antiautoajuda”, seria ajudar o outro em vez de ajudar a si mesmo.

O autodesenvolvimento – isto é, estar interessado no próprio aperfeiçoamento pessoal e profissional – exclui a possibilidade de cuidar das outras pessoas?

Não, em princípio não. Teoricamente é possível ter um foco no seu próprio desenvolvimento sem deixar de pensar nos demais. Mas, na prática, essa atenção que você dirige a si mesmo, por meio da autoajuda, dificulta o pensamento nos outros.

Muita gente diz que você precisa primeiro amar a si mesmo para então amar o outro. Elas citam aquela instrução que recebemos em viagens aéreas: em caso de despressurização, coloque a máscara de oxigênio antes em você, e só então ajude a pessoa ao seu lado. Para mim isso está completamente errado. Não no sentido literal do avião, claro! Mas, na vida, precisamos estar lá para o outro, incondicionalmente, e não pensar antes em nós mesmos.

Para aproveitar a metáfora, imagine que a humanidade é um avião em queda livre. Hoje, as pessoas só estão preocupadas em respirar nas suas máscaras de oxigênio. Estamos chamando isso de autoajuda, “mindfulness”, e por aí vai. Ocorre que ninguém se levanta para checar que se há algum piloto na cabine, tentando salvar o avião. Se fizessem isso, descobririam que a cabine está vazia.

O que deveríamos fazer? Assumir o controle da cabine e tentar salvar o avião da queda. O que estamos fazendo? Estamos concentrados em respirar nas nossas máscaras individuais. O que quero dizer com essa imagem é que estamos numa sociedade desestruturada, que está enfrentando muitas crises, como um avião caindo. E nós somos esses passageiros que ficam sentados em suas poltronas, concentrados na sua própria felicidade e no seu próprio sucesso, nas suas máscaras de oxigênio.

Deveríamos sair dos nossos lugares e buscar uma solução sistêmica se quisermos salvar o avião, ou o mundo, do desastre. Não vamos melhorar o mundo se apenas melhorarmos nós mesmos. Precisamos agir juntos.

O mundo de trabalho está cada vez mais competitivo. Não seremos menos produtivos se tirarmos o foco do autodesenvolvimento?

Todos nós queremos ter um emprego e contribuir para o progresso. Não há nenhum problema em ser produtivo, em adquirir novas competências para trabalhar melhor. O problema é que o discurso sobre maximizar a produtividade tem uma consequência paradoxal. Ele deixa as pessoas cansadas e tristes, o que as torna menos criativas e menos eficientes.

Seres humanos fazem um bom trabalho quando se sentem seguros, quando sentem que podem confiar nos seus chefes, nos seus colegas. A economia moderna, a economia do conhecimento, precisa de pessoas que tenham coragem de desenvolver novos produtos e novas ideias. Todo mundo sabe disso. Mas o sistema que temos não tem dado sustentação a esse fato.

Talvez seja uma herança da velha sociedade industrial, por exemplo, que os empregadores ainda falem de seus funcionários como “recursos humanos”. Como se pessoas fossem recursos comparáveis a carvão ou petróleo. Coisas que se deve explorar, usar, otimizar.

Em primeiro lugar, isso é antiético, pessoas não são recursos, são seres humanos, com dignidade e direitos, elas não são coisas. Em segundo lugar, não é produtivo. Na vida moderna, precisamos trabalhar em equipe, com autonomia, com horários flexíveis. O modelo de trabalho mudou, exige mais liberdade. As pessoas precisam ser tratadas como pessoas, não como recursos humanos.

Na Dinamarca e em muitos países, há estatísticas assustadoras sobre a quantidade de profissionais com depressão, ansiedade, estafa por causa dos seus empregos. Esse tipo de coisa não poderia existir em um mundo civilizado. Nós deveríamos conseguir trabalhar sem passar por esses problemas. Você se identifica? 8 sinais de que você pode estar com depressão

Qual é a sua definição de sucesso?

De forma simplificada, ter sucesso é ser capaz de cumprir as suas obrigações. Algumas delas são comuns a todos os seres humanos, algumas são específicas de cada um de nós. Não acho uma boa ideia falar sobre sucesso sem falar em compromissos e obrigações.

Se você perguntar para um coach como Tony Robbins, um dos mais famosos do mundo, ele dirá que sucesso é fazer o que você quer, quando você quer, onde você quer, com quem você quer. Eu questiono isso. E se o que eu quero não for digno? E se o que eu quero for prejudicial para os outros? Se esse for o caso, eu serei realmente bem-sucedido se conseguir o que quero?

Acho que não. Eu preciso ter um objetivo digno. Mas, para saber o que é um objetivo digno, preciso fazer uma avaliação ética da minha vida. Não posso definir sucesso sem ética. Ter sucesso é conseguir fazer muito bem o que eu preciso fazer.

O título de um dos capítulos do seu livro é “Demita o seu coach”. Por que o coaching é algo descartável na sua opinião?

O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores. Talvez o coaching faça algumas pessoas pensarem nesses termos e por isso é potencialmente perigoso.

Além disso, o coach muitas vezes age como um mero espelho seu. Ele fará você olhar ainda mais para si mesmo. No fundo, ele só reforça o individualismo, só cria um ciclo de autorreflexão perpétuo. Não precisamos de mais insights sobre nós mesmos. Precisamos olhar para fora.

Qual é o seu conselho para os brasileiros, que atualmente estão sofrendo com a alta nos índices de desemprego e a escassez de oportunidades em meio à crise?

É importante estar atento para não cair em discursos motivacionais baratos. Quando a economia de um país vai mal, é quase constrangedor ouvir alguém dizendo frases como: “Basta que você esteja motivado para ter sucesso”.

O título original do meu livro, em inglês, é “Stand firm” [“Fique firme”, em português]. Mas para um país que está enfrentando múltiplas crises, como o Brasil, seria importante acrescentar a palavra “juntos” a essa mensagem: “fiquem firmes juntos”.

É importante não transformar a solução em mais um projeto individual. Pensar só em si mesmo é uma tentação muito grande em tempos de crise. Mas eu espero que as pessoas percebam que, a longo prazo, será melhor para todo mundo se buscarem soluções coletivas para os seus problemas.

Fonte: Exame
Link: http://exame.abril.com.br/carreira/por-que-este-professor-quer-que-voce-demita-o-seu-coach/

Como satisfazer um cliente chato e aprender com as críticas dele

Por mais que o objetivo de um empreendedor seja o de fazer com que todos os clientes fiquem satisfeitos, sempre haverá alguém reclamando. Parece que há pessoas que têm prazer em falar mal do atendimento e dos produtos de uma loja – esse é o tipo mais complicado de cliente que existe. O importante é estar preparado para o momento em que alguém coloque defeitos em tudo o que você faz e aprender com as críticas. O colunista Adam Gottlieb, do site The Frugal Entrepreneur, deu algumas dicas para quem precisa lidar com situações problema como essa.

É natural que um empreendedor empenhado em crescer faça o possível para agradar um cliente “mala”. O problema é quando as atitudes para que isso ocorra são impulsivas, com promessas vazias e equivocadas. O primeiro passo é simples: respire. Ficar calmo faz com que você consiga falar tudo o que planejou e passe segurança ao seu ouvinte.

Dizer “obrigado” também é uma boa tática. É comum dizer que o cliente sempre deve ter razão, e clientes ranzinzas adoram ouvir que estão certos. Agradecê-los por ter uma conversa franca e complexa sobre sua empresa é uma oportunidade para atenuar a tensão e ganhar um pouquinho da confiança deles.

Apesar de ser complicado lidar com esse tipo de cliente, vale lembrar que é fácil vender para uma pessoa legal. No entanto, a melhor hora de ver como está o seu negócio é quando alguém chato entra na sua loja. Outro ponto importante: os “malas” adoram falar. Portanto, se você conseguir deixá-lo alegre, é provável que ele saia por aí fazendo juras de amor à sua empresa. Se você tiver argumentos suficientes para satisfazê-lo, ele pode ser um divulgador do seu trabalho e trazer novos clientes.

Peça para que o seu cliente seja mais específico na crítica. Qual, exatamente, é o problema? O atendimento? A entrega? O produto? Pode ser que a reclamação seja vaga e você consiga mostrar ao cliente que ele deve ser mais tolerante. Caso a crítica seja procedente, você tem a oportunidade de corrigir os erros. Não se esqueça de agradecer – por conta de uma reclamação, você não vai cometer esse deslize novamente.

Em suma, não dá fugir dos clientes ranzinzas. No entanto, seja otimista: eles podem mostrar a você o que está errado no seu negócio e te motivar a melhorar e crescer.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2015/01/como-satisfazer-um-cliente-chato-e-aprender-com-criticas-dele.html

3 maneiras de calcular o valor de uma empresa

Criada para atender à indústria moveleira do sul do país, a Farben conquistou grandes clientes em diferentes re­giões. Em 2010, suas receitas foram de 139 milhões de reais, um crescimen­to de 90% em relação a 2006. Nesse período, Zanatta adquiriu novas fábricas e dobrou a capacidade de produção, que chega a 4 milhões de litros de tinta ao mês.

Agora, para manter o ritmo de expansão de 15% ao ano até 2015, como planeja Zanatta, será necessário aumentar a atuação em outros setores. Um dos objetivos é conquistar mais clientes entre oficinas mecânicas, concessionárias e revendedores de tintas automotivas — um mercado em franca expansão.

“No Brasil, nunca foram vendidos tantos carros zero-quilômetro como nos últimos dois anos”, diz Zanatta. A frota aumentou muito e isso deve impulsionar o mercado de consertos. “Eu quero que esses reparos sejam feitos com a nossa tinta”, diz ele.

Mostrar a esses novos clientes e também aos fornecedores como está a saúde financeira da Farben foi um dos motivos que levaram Zanatta a aceitar o convite de Exame PME para participar desta reportagem, submetendo a empresa a uma avaliação feita pela Master Minds, empresa paulista que faz gestão de fundos e assessora negócios em processos de fusões e aquisições.

Zanatta não tem interesse em vender sua empresa, mas acredita que passar por um processo de avaliação, em que seus dados serão analisados de forma crítica e suas expectativas de crescimento confrontadas com a realidade do mercado, o ajudará a enxergar melhor o próprio negócio. Ele tem razão.


“Num processo de avaliação, muitas variáveis são analisadas ao mesmo tempo e o empreendedor consegue ver com clareza quais delas ajudam a aumentar ou diminuir o valor de seu negócio”, diz Juliano Graff, sócio da Master Minds. Acompanhe abaixo os aspectos mais importantes do processo de avaliação da Farben de acordo com três das metodologias mais utilizadas.

Método 1- Fluxo de caixa descontado

Valor da Farben: 105 milhões de reais

Uma das metodologias mais utilizadas para avaliar pequenos e médios negócios, o fluxo de caixa descontado analisa a capacidade da empresa de gerar riqueza no futuro, num horizonte mínimo de cinco anos. “Quanto maior o potencial de crescimento, maior o valor da empresa”, diz Graff.

No fluxo de caixa descontado, os ativos fixos e o passado da empresa são apenas o ponto de partida — o que importa mesmo é o futuro. Por isso, Graff e sua equipe debruçaram-se sobre o planejamento estratégico da Farben e suas projeções de crescimento até 2015.

Entre os fatores que ajudam a compor o valor de uma empresa pelo fluxo de caixa descontado, o mais importante é sua capacidade de geração de caixa, o chamado Ebtida (lucro antes de descontar os juros, os impostos sobre lucro, a depreciação e a amortização).

Se a Farben conseguir realizar todas as ações previstas em quatro anos — o que inclui expandir as vendas da linha automotiva, de maior rentabilidade —, sua geração de caixa será de 20 milhões de reais, 74% maior que em 2011.

Esse valor é a base para estimar quanto a empresa estará maior lá na frente. Mas, até chegar ao valor final, é preciso considerar uma série de outras variáveis, como carteira de clientes, rede de distribuição, qualidade da gestão da empresa.

“Em nenhuma outra metodologia os detalhes da operação são tão relevantes para o resultado final”, diz Graff. Muitos fatores pesaram no cálculo do valor da Farben:

• Nenhum dos clientes da Farben representa sozinho mais de 4% das receitas. “Se perder um cliente de uma hora para outra, a empresa não vai quebrar”, diz Graff. Com isso, também resiste melhor à pressão por descontos e não compromete sua rentabilidade.


• A Farben tem fábrica própria de resina, uma das matérias-primas mais importantes para a produção de tintas. Isso garante ganhos de produtividade e a possibilidade de ter custos menores que os concorrentes.

• Além das vendas recordes de carros, que devem elevar a procura por tintas automotivas nos próximos anos, o aumento de crédito para moradia impulsiona os fabricantes de móveis, hoje os principais clientes da Farben.

• A Farben tem uma rotina contábil organizada e regras de gestão. “Isso facilita a elaboração e o cumprimento de metas”, diz Graff.
Marca, patentes e outros ativos considerados intangíveis também podem ajudar a jogar para cima o valor de uma empresa. Por considerar todas essas variáveis e também os ganhos futuros, a avaliação por fluxo de caixa descontado costuma resultar no maior valor entre todas as metodologias.

A fórmula básica para o fluxo de caixa descontado é a seguinte: primeiramente, é feita uma estatística das receitas e dos custos da empresa para um período determinado — considerando inclusive fatores qualitativos, como a carteira diversificada de clientes.

Do resultado subtrai-se um percentual, conhecido como taxa de desconto, que é o custo para trazer ao presente valores que só seriam obtidos no futuro. A taxa de desconto é calculada por meio de uma fórmula específica e varia de caso para caso.

Método 2 – Avaliação por múltiplos

Valor da Farben: 91 milhões de reais

Nesse tipo de avaliação, o valor de uma empresa é definido por meio de comparações com negócios semelhantes, geralmente listados em bolsa. Para calcular o valor da Farben pela avaliação por múltiplos, a equipe da Master Minds tentou encontrar empresas que fossem semelhantes à de Zanatta.

“O ideal é que as empresas sejam do mesmo setor, tenham portfólio de produtos parecido e atendam o mesmo tipo de cliente”, diz Graff. Como não há no mercado brasileiro fabricantes de tintas com o perfil da Farben e com capital aberto, foi preciso buscar referências no mercado internacional, como a holandesa AkzoNobel, que no Brasil é dona da Tintas Coral, e a americana Sherwin Williams.


Empresas listadas em bolsa têm um valor de mercado conhecido — basta multiplicar o preço da ação pelo número total de ações que compõem seu capital. Atualmente, o valor de mercado da Sherwin Williams, por exemplo, é 9,75 vezes seu Ebtida; o da AkzonNobel, 6,21.

“Podemos concluir que o valor de mercado de uma fabricante de tintas fica entre 6,21 e 9,75 vezes seu Ebtida”, diz Graff. “Em média, 7,98 vezes.”

Assim, na avaliação por múltiplos, a Farben tem um valor 7,98 vezes seu Ebtida, projetado para ser de 11,5 milhões de reais em 2011, o que dá 91 milhões de reais. A realidade de uma empresa do porte da Farben é bem diferente daquela vivida por companhias como Sherwin Williams e AkzoNobel — negócios com escala global.

“A avaliação por múltiplos é muito importante como referência”, diz Graff. “Isoladamente, é muito difícil usar esse tipo de avaliação para pequenas e médias empresas.”

Método 3 – Valor patrimonial

Valor da Farben:  24 milhões de reais

O valor patrimonial contábil de uma empresa, também conhecido como valor de livro, é a soma de todos os seus ativos — como prédios, máquinas, equipamentos, dinheiro e produtos em estoque —, descontadas as dívidas e obrigações financeiras.

“É uma conta simples, com números que constam em balanço”, afirma Graff. Entre imóveis, veículos, produtos em estoque, dinheiro em banco e outros bens, a Farben tem 61 milhões de reais. Suas dívidas e compromissos no longo prazo com fornecedores, funcionários, fisco e outras instituições somam 37 milhões de reais.

Portanto, o valor patrimonial contábil da Farben é 24 milhões de reais. Segundo Graff, o resultado dessa metodologia tende a ser sempre menor do que aqueles calculados por meio do fluxo de caixa descontado ou da avaliação por múltiplos, porque não considera receitas futuras do negócio. “

Trata-se de uma fotografia da empresa”, diz Graff. “É mais utilizada para negociações entre os sócios, na eventual saída de um deles.”

Fonte: Exame
Link: http://exame.abril.com.br/pme/na-ponta-do-lapis/

4 funcionários que dão problema e como lidar com eles

Por mais que uma empresa se esmere para selecionar bons funcionários, a dinâmica de trabalho acaba revelando que nem todos se ajustam bem a sua engrenagem.

Com o tempo, a insatisfação com o trabalho ou a incompatibilidade de gênios aflora, e alguns membros da equipe acabam virando um problema para seus gestores.Se esses problemas forem ignorados, podem piorar. Por isso, é preciso agir logo para evitar grandes danos ao clima da equipe, alerta a advogada Lisa Guerin em um artigo publicado no site da revista Entrepreneur.

Ela identifica quatro tipos de funcionário que causam dores de cabeça e, com a ajuda de empresários que já lidaram com eles, dá conselhos para evitar que o mau comportamento prejudique o desempenho nos negócios.

Solução: antes de contratar um funcionário que deve atuar com atendimento a clientes, teste-o por três meses para saber se sua comunicação com eles é adequada aos parâmetros da empresa. Gignilliat, por exemplo, adotou uma política de “estágio” para avaliar os candidatos antes de contratá-los em definitivo.

2. O desaparecido

Alguns meses após oferecer uma licença para uma funcionária se recuperar de um acidente de carro, o empresário Eric Zuckerman notou que ela estava chegando atrasada, saindo mais cedo e até dando umas escapadas na hora do almoço. Mesmo após algumas conversas para se acertar com ela, o problema não foi resolvido – e ele teve de demiti-la.

Solução: falta de compromisso com horários muitas vezes é o primeiro indício de que um funcionário está com problemas em casa ou insatisfeito com o trabalho. Por isso é fundamental chamá-lo para uma conversa e ouvir qual é seu problema – pode ser uma fase de transição, como um divórcio ou doença de um familiar. Mas, se a questão for o desgosto com o emprego, discuta com ele em que pontos sua função pode ser melhorada ou, em casos extremos, se esse é o trabalho ideal para ele. Lembre-se de que a disciplina com horários só pode ser exigida da equipe se a empresa tiver uma política clara sobre a jornada de trabalho.

3. O rebelde

Randy Cohen, dono da TicketCity, conta que tinha um vendedor brilhante, mas que achava que seu talento o dispensava de seguir as regras da empresa. Por isso, todo dia o empresário tinha de chamar a atenção do jovem e corrigir seu comportamento. Antes disso, ele já havia encontrado problemas com funcionários que dirigiam veículos da empresa em alta velocidade e que haviam sido flagrados bebendo durante o expediente.

Solução: Cohen adotou a política de demitir sem mais delongas os membros da equipe que não querem seguir as regras da empresa. Negligenciar o mau comportamento pode trazer sérios problemas para a companhia, que terá de responder por um acidente de carro causado por negligência de um funcionário enquanto ele está em serviço, por exemplo. Por isso é preciso impor disciplina e investigar a ocorrência de comportamentos de risco assim que eles acontecerem.

4. O língua de trapo

Funcionários que adoram falar mal da empresa e de seus chefes para os colegas de trabalho – e até para clientes – acabam minando o clima na empresa. Randy Cohen descobriu um funcionário que fazia isso. Ele foi demitido, e Cohen diz que não voltará a ser tão tolerante com quem quer azedar as relações no trabalho. “Uma pessoa assim destrói a moral da empresa”, afirma.

Solução: ter uma franca discussão com o funcionário que envenena o clima. Mas nada de focar em características pessoais – acusando a pessoa de ser irresponsável e negativa, por exemplo. É preciso dizer qual é o problema, por que a atitude do funcionário precisa mudar e oferecer opções para ele resolver o que o incomoda.

Fonte PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/Gestao-de-Pessoas/noticia/2014/07/4-tipos-de-funcionario-que-dao-problema-e-como-lidar-com-eles.html

3 conselhos para salvar sua empresa da falência

Montar um empreendimento e lidar com todos os revezes que podem aparecer no caminho requer sangue frio e muita paciência. Em meio a dificuldades financeiras, é preciso manter a calma para pensar de modo estratégico e não deixar o desespero tomar conta de suas decisões.

Pensando nos tempos difíceis, três grandes empreendedoras deram conselhos para recuperar-se de uma crise em um artigo elaborado pelo pessoal da Levo League. As dicas podem cair como luvas para quem está passando por um momento difícil e precisa encontrar uma solução para o próprio empreendimento.

Seja flexível

Ter flexibilidade para mexer nas margens de lucro foi o conselho dado pela designer de moda Rebecca Minkoff. Ao portal Levo, ela contou que quando a crise se agravou, foi preciso reduzir os preços em cerca de 25% para manter a empresa aberta. O corte significou uma série de sacrifícios para o negócio, mas foi necessário fazer isso porque os consumidores não tinham como arcar com preços elevados naquele momento.

O sacrifício valeu a pena, pois a empresa encontrou espaço para crescer. Levou tempo para que a equipe entendesse que o ajuste para preços mais em conta seria a chave para um grande crescimento. Nas últimas temporadas de liquidação dos shoppings de São Paulo, foi possível encontrar jaquetas de grife – antes vendidas por mais de R$ 700 – por R$ 250. Com uma redução tão significativa, o consumidor percebe logo de cara que o lojista estava jogando as margens de lucro nas alturas nos tempos de vacas gordas. Isso afeta a credibilidade da marca junto ao público. Analise seu empreendimento e faça os cortes necessários. Aceitar uma margem de lucro mais modesta neste momento pode te abrir caminhos, assim como aconteceu com Rebecca.

Busque aconselhamento

Não pense que nós temos todas as respostas prontas o tempo todo. Se você estiver sentindo-se encurralada e sem saber o que fazer, não tente dar conta de tudo sozinha, é o momento de pedir ajuda. Jesse Draper, criadora do The Valley Girl Show, comentou ao portal Levo que nos períodos em que sentia-se frustrada, ela buscava o apoio de conselheiros e amigos para compartilhar os problemas.

Além disso, é importante ter a presença de uma pessoa que te ajude como mentora ou mentor. A mentoria pode ser a saída para encontrar soluções que parecem impossíveis. Quando não dividimos nossas dificuldades, fica complicado encontrar novas perspectivas diante de situações críticas.

Relembre a sua paixão 

Se o que está te fazendo desistir é o desânimo, é hora de relembrar os seus primeiros passos como empreendedora. Lembre-se do quanto você deu duro para fazer este empreendimento funcionar e a paixão que você tinha quando tomou a decisão de ser empreendedora. Para Jamie Rutenberg, COO do Charm & Chain, a chave é encontrar aquilo que te motiva para atravessar tempos difíceis. Ela acredita que coisas incríveis surgem depois de atravessar dificuldades. Como aprendemos desde cedo, “depois da tempestade, vem a bonança”.

Colocar as situações em perspectiva é um modo de sacudir todo o desânimo que possa estar te prejudicando. Em algumas situações, encerrar a empresa e pensar em outro caminho é a saída mais viável. Mas só opte por este caminho se você já tiver tentado todas as possibilidades para salvar seu empreendimento.

Fonte: UOL
Link: http://financasfemininas.uol.com.br/3-conselhos-para-salvar-sua-empresa-da-falencia/