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Depois de atuação do Banco Central, dólar recua para R$ 3,53

Depois que o Banco Central (BC) intensificou a venda de dólares no mercado futuro, a moeda norte-americana fechou em queda pela primeira vez em dois dias. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (3) vendido a R$ 3,531, com queda de R$ 0,019 (-0,52%).

A divisa oscilou bastante ao longo do dia, alternando momentos de alta e de queda. No fim da manhã, por volta das 12h, encostou em R$ 3,57, mas desacelerou durante a tarde até fechar em pequena queda.

Hoje, o Banco Central começou a atuar no mercado de câmbio acelerando a rolagem (renovação) de contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, que venceriam em junho. A medida havia sido anunciada na noite de quarta-feira, após a moeda norte-americana fechar no maior nível em quase dois anos.

O desempenho do mercado de câmbio não se estendeu para a Bolsa de Valores. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta quinta-feira (3) com queda de 1,49%, aos 83.288 pontos. Esse foi o terceiro recuo seguido do indicador.

Anúncio do Fed

Ontem (2), o Fed manteve os juros básicos da maior economia do planeta em uma faixa entre 1,5% e 1,75% ao ano. Em comunicado, no entanto, a autoridade monetária norte-americana indicou que pode elevar a taxa na próxima reunião, em junho.

O fato de a inflação da maior economia do planeta estar em alta aumenta as possibilidades de que o Fed eleve os juros além do previsto. Taxas mais altas em economias avançadas atraem os investidores internacionais, que retiram o dinheiro de países emergentes, como o Brasil, pressionando para cima a cotação do dólar.

*Com informações da Agência EFE

Fonte: Ag Brasil
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BC nega que cédulas carimbadas percam valor

O Banco Central esclareceu que as cédulas carimbadas com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os dizeres “Lula livre” não perdem o valor, mas alertou que deverão ser repostas, o que implicará custo para o país.

Nas redes sociais e pelo WhatsApp, circularam diversas imagens de cédulas sendo carimbadas com a mensagem de apoio ao ex-presidente. Alguns vídeos mostram cédulas com mensagens escritas a mão.

Houve comerciantes que se recusaram a receber as notas carimbadas e fixaram avisos perto do caixa.

Mensagens com conteúdo falso foram amplamente divulgadas nas redes sociais. “Banco Central acaba de divulgar que a rede bancária está proibida de receber notas com carimbo ‘Lula Livre’. Se receberem tais notas, os bancos deverão chamar a polícia. O portador estará sujeito ao Artigo 163 do CP [Código Penal]”, dizia uma dessas mensagens, desmentidas pela instituição.

Em nota, o Banco Central (BC) esclareceu que, ao contrário do que foi divulgado, as notas não perdem o valor. “Cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas continuam com valor e podem ser trocadas ou depositadas na rede bancária. As notas descaracterizadas apresentadas na rede bancária serão recolhidas ao Banco Central para destruição”, diz o texto. A nota do BC informa ainda que o comércio não é obrigado a aceitar as notas, mas os bancos são.

O BC informa que as notas danificadas podem continuar circulando, porém lembra que a fabricação de novas cédulas e moedas gera custos para o país e que “sua reposição elevará ainda mais esse custo”.

Fonte: Agencia Brasil
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Commodities fecham abril em alta

Os preços das commodities, produtos primários com cotação internacional, fecharam abril em alta. O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), calculado mensalmente pelo Banco Central (BC), registrou crescimento de 3,99%, em abril comparado a março. No ano, a alta ficou em 3,64% e, em 12 meses, em 12,6%.

O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários brasileiros negociados no exterior. O BC observa os produtos que são relevantes para a dinâmica dos preços ao consumidor no Brasil.

Em abril, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) subiu 9,69%, enquanto o de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo, níquel, ouro e prata) teve alta de 5,52%.

No segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz, carne de porco, cacau e suco de laranja), houve alta de 1,72%.

O índice internacional de preços de commodities CRB, calculado pelo Commodity Research Bureau, registrou alta de 3,61% no mês passado, de 6,11%, no ano e de 13,1%, em 12 meses.

Fonte: Ag Brasil
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Conta de luz: bandeira tarifária mais cara em Maio

Com a entrada no mês de maio, os consumidores sentirão um aumento nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou a bandeira tarifária de verde para amarela.

O valor cobrado com a alteração será de R$ 1 a cada 100 kilowatt hora (kWh) consumidos. Segundo a Aneel, a mudança ocorre em razão do final do período chuvoso.

Com o início do período seco, cai o volume de chuva sobre os reservatórios das principais usinas hidrelétricas geradoras do país. Com isso, há a necessidade de se fazer uso da energia produzida pelas usinas termelétricas, que têm maior custo de produção.

Composto pelas cores verde, amarela e vermelha (patamar 1 e 2), o sistema de bandeiras foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

Com a adoção da bandeira amarela, a Aneel aconselha os consumidores a adotar hábitos que contribuam para a economia de energia, como tomar banhos mais curtos utilizando o chuveiro elétrico, não deixar a porta da geladeira aberta e não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar-condicionado.

Fonte: Ag Brasil
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Prazo de adesão ao Refis de micro e pequenas empresas começou

A partir de hoje (2), micro e pequenos empresários que estão em dívida com a União podem aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Refis). A iniciativa oferece o parcelamento da dívida e descontos de até 90% sobre atrasos, de acordo com a modalidade de adesão.

O prazo para inscrições começou hoje e vai até as 21h do dia 9 de julho, exclusivamente pela internet, no Portal e-CAC PGFN. Para se inscrever basta clicar na opção “Programa Especial de Regularização Tributária – Simples Nacional”, disponível em “adesão ao parcelamento”.

O programa abrange os débitos vencidos até a competência do mês de novembro de 2017 e inscritos em Dívida Ativa da União até a data de adesão ao programa, inclusive aqueles que foram objeto de parcelamentos anteriores ativos ou rescindidos, ou que estão em discussão judicial, mesmo que em fase de execução fiscal ajuizada.

Para aderir ao programa, o contribuinte deverá pagar uma entrada correspondente a 5% do valor total da dívida, que poderá ser dividida em cinco prestações mensais. O montante restante poderá ser quitado em até 175 parcelas. Os juros poderão ter redução de 50% a 90% e as multas de 25% a 70%, de acordo com o número de parcelas.

Valor da parcela não pode ser inferior a R$ 300

Pelas regras do programa, o valor da parcela não poderá ser inferior a R$ 300. Além disso, não são necessárias a garantia e/ou o arrolamento de bens para aderir ao programa.

O projeto, que instituía o programa, chegou a ser vetado pelo presidente Michel Temer, sob o argumento de que feria a Lei de Responsabilidade Fiscal ao não prever a origem dos recursos que cobririam os descontos aplicados a multas e juros com o parcelamento das dívidas. Temer voltou atrás e o Congresso derrubou o veto no mês passado.

O veto foi criticado por pequenas indústrias e organizações que representam o setor. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Refis pode beneficiar cerca de 600 mil empresas, que devem cerca de R$ 20 bilhões à União.

Fonte: Ag Brasil
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Como faturar com o Chocolate?

Segundo a empresa Euromonitor, os volumes globais de produção de chocolate caíram 1,1% em comparação com 2015. Apesar dessa queda global na produção do doce, no Brasil, os dados são outros. De acordo com dados de 2014 da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates Cacau e Amendoim, o brasileiro consome em média 2,8 quilos de chocolate por ano – sendo 55% desses consumidores da classe C. Com a queda no consumo mundial e a situação econômica do país, as empresas do mercado de chocolate foram desafiadas a reinventar seus produtos.

Muito focadas na importação do chocolate, hoje, as empresas já investem no cacau nacional para criar um produto original e mais sofisticado, por exemplo. “Investir nesse mercado significa ser criativo. É preciso apostar em um produto diferente, embalagens chamativas e se especializar muito no setor, através de cursos, para ganhar credibilidade com o cliente”, diz Leonardo Paiva, consultor do Sebrae-SP.

Para quem pensa em investir nesse setor, é importante se inspirar em quem já se estruturou no mercado brasileiro. Confira três empresas provam que sem dedicação e originalidade não se faz um bom negócio:

1. Brigadeiros by Cousin’s
A loja surgiu em 2011 em um pequeno ponto na zona oeste de São Paulo. A Brigadeiros By Cousin’s chama a atenção pela delicadeza da sua decoração, que se assemelha às pequenas pâtisseries francesas.

O local foi montado pelo casal Giulianna Loduca Scalamandre, 40 anos, e Edoardo Jana, 43. “Minha esposa é designer de interiores, mas se especializou em gastronomia através de cursos. Ela sempre fez doces excelentes, inclusive o brigadeiro. Quando abrimos a loja, focamos nele”, conta Jana.

 Edoardo Jana e Giulianna Loduca Scalamandre da Brigadeiros by Cousin (Foto: Divulgação)

Contudo, pouco tempo depois, a loja estava oferecendo mais de 30 tipos de doces, com uma mistura de receitas francesas e alguns ingredientes brasileiros. “Quando ampliamos a gama de produtos, ficou difícil conciliar a loja e os cursos no exterior da Giulianna. Como não queríamos abrir as receitas para ninguém, ela me capacitou para que eu pudesse fazer qualquer receita na sua ausência. Hoje, quando ela viaja, eu cuido da cozinha tranquilamente”, conta Jana.

Entre os pontos fortes da confeitaria, estão os brigadeiros recheados de bolo de cenoura e com toque de flor de sal e azeite. “Além dos brigadeiros, hoje nosso cardápio conta com 50 tipos diferentes que alternamos todos os dias na vitrine. Prezamos pela delicadeza da decoração e usamos flores comestíveis em vários doces. E todas as embalagens são criações da Giulianna.”, diz Jana.

Com investimento inicial de R$ 1,5 milhão, a empresa fatura mensalmente entre R$ 30 mil e R$ 85 mil. A meta é chegar a R$ 95 mil de faturamento até o final do ano. Para Jana, o comprometimento, a dedicação e o cuidado com o produto são essenciais para alcançar um ótimo resultado. “Trabalhamos com ingredientes da melhor qualidade. Importamos a farinha de amêndoa, usamos chocolate belga em várias receitas, que não leva gordura hidrogenada, e nós mesmos atendemos aos clientes na nossa loja. Precisa disso tudo? Não. Mas se você quer alcançar um ótimo resultado, é preciso dar o máximo de si para os seus clientes”.

2. Mendoá
Criada em 2013, em Ilhéus, na Bahia, estado reconhecido pela plantação de cacau, a empresa investiu desde cedo no setor premium de chocolates brasileiros.

De início, a ideia do administrador Leandro Almeida, 34 anos, era que o brasileiro passasse a reconhecer mais o fruto como uma riqueza nacional. “Sempre houve muita valorização do chocolate importado e poucas pessoas reconheciam que o Brasil também poderia proporcionar um chocolate de ótima qualidade, já que o cacau é uma matéria-prima que encontramos aqui”, conta Almeida.

13.Quase pronto: os tabletes menores, na Mendoá, são embalados um a um manualmente. As barras maiores vão para embalagem automática em outro equipamento. (Foto: Divulgação/Ana Lee)

Para valorizar o cacau brasileiro, Almeida decidiu que a melhor forma seria investindo na produção de um chocolate “bean-to-bar”, ou seja, feito da amêndoa à barra na fazenda de cacau. “Nosso resultado final foi um chocolate que além de saboroso é muito saudável. A linha tradicional é livre de glúten, lactose e gordura hidrogenada”, diz Almeida.

A marca participa com estande próprio do Salon Du Chocolat de Paris e continua investindo em linhas que valorizam os ingredientes nacionais. “Estamos lançando uma linha de bombons recheados com maracujá, amendoim e cupuaçu”, diz Almeida.

Nos dois primeiros anos, o investimento inicial foi de R$ 2,5 milhões e, hoje, a empresa fatura R$ 300 mil por mês. A empresa conta com pontos de venda em mais de 10 estados e tem como meta montar quiosques próprios em shoppings e aeroportos do país.

3. Chocolat Du Jour
Consagrada no mercado nacional e reconhecida internacionalmente, a empresa está perto dos seus 30 anos. Fundada em 1987, pela empreendedora Claudia Landmann, 64 anos, a Chocolat Du Jour permanece como uma empresa familiar.

O negócio surgiu pelo desejo de Claudia de se desafiar e investir em algo que sempre gostou. Ela e o marido, John Landmann, 69 anos, sempre foram apreciadores do doce. “Comecei de forma orgânica por uma falta que eu e meu marido sentíamos de um chocolate brasileiro de qualidade”, conta Claudia. “Nossa ideia não era começar um grande negócio ou ter um retorno financeiro, queríamos fazer algo com prazer e que fosse reconhecido”, diz.

O Choco Damia é um produto com base de macadâmia caramelizada e coberta de chocolate ao leite da Chocolat Du Jour (Foto: Divulgação)

Ao longo dos 30 anos de empresa, Claudia diz que o apoio da família e o interesse dos filhos Patrícia e Manoel em fazer parte da sociedade ajudou a manter o padrão dos chocolates. “Investimos muito no processo do cacau. Essa era nossa vantagem sobre o produto europeu: nós tínhamos o fruto fresco aqui. Desde então, tomamos todo o cuidado com o processo do fruto. Hoje, nós compramos o cacau de uma fazenda parceira na Bahia e produzimos os chocolates aqui em São Paulo (SP)”, diz.

A Chocolat Du Jour já recebeu mais de cinco prêmios internacionais, entre eles, dois dedicados ao bombom de caramelo com flor de sal, premiado pela Academy of Chocolate Awards e pela The International Chocolate Awards.

A empresa não abre o faturamento, mas afirma que o foco hoje é, além de estar sempre inovando nas linhas de chocolate da marca, estruturar o novo site e o e-commerce, que deve renovar o conteúdo, a linguagem e a comunicação da empresa. Os produtos, no site da loja, variam de R$ 22 a mais de R$ 600.

Fonte: PEGN
Link:  http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/08/como-faturar-no-mercado-de-chocolate.html

Novo modelo de negócio une ações sociais e geração de lucro

Uma das principais atrações da Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit), que ocorre em Belo Horizonte até sábado (4), a corrida de drones chama a atenção do público. Quatro vezes por dia, qualquer um pode controlar um desses dispositivos voadores e cumprir um percurso com obstáculos. Os dois melhores disputam uma grande final, em que o vencedor é quem pilota mais rápido.

Por trás do entretenimento, existe um novo modelo de negócio que une ações sociais e geração de lucro. Empresa responsável pelos drones, a Mirante Lab, de São Paulo, também sustenta-se com os convites para demonstrações em escolas, eventos e workshops. No entanto, segundo os funcionários, o negócio também fornece retorno para a sociedade ao promover a inclusão de novas tecnologias e ampliar o interesse pela ciência.

“Temos uma missão de inclusão que a gente preza muito: deixar que as pessoas conheçam o que é um drone ou uma impressora 3D [que imprime objetos em três dimensões]. São jovens, pessoas com deficiência e até idosos que entram em contato pela ciência”, destaca Ricardo Yamamoto, gerente de Atividades da Mirante Lab. Fundada há dois anos, a empresa, desde o ano passado, é parceira da Campus Party, evento que reúne jovens para desafios tecnológicos.

Missão

Um desses negócios é a Kitutor, startup de educação online que oferece aulas numa plataforma restrita. Fundador da empresa, Antônio Pinto diz ter muito orgulho da vocação social de seu negócio, que, segundo ele, fornece uma solução barata para escolas que precisam complementar atividades para cumprirem a carga horária de ensino integral. “Nossa solução custa 1% do que o governo gasta hoje para oferecer o contraturno escolar”, declara.

startup (empresa pequena que fornece inovações tecnológicas) de Antônio Pinto ainda está em fase pré-operacional e comercializará a plataforma de ensino online a partir de janeiro. Ele pretende usar o faturamento com a venda da solução tecnológica a escolas e empresas privadas para oferecer de graça a plataforma a escolas públicas. “Também posso atrair patrocinadores que financiem o fornecimento para o ensino público. Ser empresário social não me impede de lucrar. A gente quer ganhar dinheiro fazendo o bem”, resume.

Potencial

O secretário de Inovação e Novos Negócios Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, diz que o acesso crescente à tecnologia está promovendo uma mudança na cultura de negócios. Segundo ele, os negócios sociais proporcionam impacto positivo em várias áreas, como renda, cidadania e meio ambiente. “Até alguns anos atrás, as grandes empresas constituíam projetos de responsabilidade social para devolver parte dos lucros em ações sociais. Agora, estão nascendo negócios sociais que unem a capacidade de promover melhorias sociais e ambientais enquanto geram lucros”, ressalta.

Para Souza, os negócios sociais são um dos temas que vão liderar a transformação na economia nas próximas décadas. Ele ressalta que o Brasil tem um potencial elevado para esse tipo de empreendimento. “Temos cada vez mais pessoas empoderadas com acesso à tecnologia. Hoje, qualquer pessoa tem informações de qualquer lugar do planeta, que podem ser usadas para mudar a sua vida, a de outros e até influenciar países. O Brasil representa um terreno fértil nessa área”, acrescenta.

Gerente executivo de Tecnologia e Inovação na mineradora Vale e vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Luiz Eugênio Mello diz que os negócios sociais representam uma tendência irreversível. “É certamente uma tendência entre as empresas. Às vezes, é difícil falar do momento atual com o olhar do presente porque a gente não tem o distanciamento histórico. Várias coisas que hoje a gente enxerga como embrionárias, daqui a algumas décadas, serão comuns”, destaca.

Fonte Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-11/novo-modelo-de-negocio-une-acoes-sociais-e-geracao-de-lucro

Brasil – Comércio deve contratar mais de 74 mil trabalhadores temporários

O comércio deve contratar 74,1 mil trabalhadores temporários neste final de ano, segundo projeção divulgada hoje (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Natal deverá movimentar R$ 34,9 bilhões, um aumento de 5,2% em relação ao ano passado, a maior variação desde 2013.

A projeção anterior divulgada pela CNC era de crescimento de 4,8%, mas foi revisada porque, segundo a confederação, o cenário de inflação baixa, queda de juros e retomada do emprego nos últimos meses deve melhorar os resultados do setor este ano. “O cenário para o comércio está bastante positivo para o curto prazo. O comércio interrompe dois anos de queda”, disse o economista-chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes.

De acordo com o economista, a revisão para cima da perspectiva de vendas para o Natal também levou em conta o efeito do pagamento do décimo terceiro salário e não apenas da demanda.

Este ano, por causa da crise econômica no país, os varejistas adiaram a temporada de oferta de vagas, que geralmente ocorre entre setembro e novembro, para dezembro. As expectativas, no entanto, são positivas, e a taxa de efetivação dos temporários deve crescer para 30%. Em 2015 e 2016, apenas 15% dos trabalhadores temporários foram efetivados após o Natal. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro deverão concentrar 47% das contratações.

O salário médio de admissão deverá ter aumento real de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1.185. O maior pagamento deve ser oferecido no ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.430), seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.392). No entanto, estes segmentos devem responder por apenas 2% do total de vagas oferecidas para a temporada.

Em relação às vendas, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 11,8 bilhões), lojas de vestuário (R$ 9 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,1 bilhões) deverão responder por 74% do faturamento das vendas natalinas deste ano. Em termos relativos, o maior aumento nas vendas deverá ocorrer nas lojas de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 17,8% na comparação com 2016.

Em termos relativos, o maior aumento nas vendas deverá ocorrer nas lojas de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 17,8% na comparação com 2016. Segundo Bentes, o crescimento das vendas neste setor reflete “um importante da suavização das prestações”, por causa da queda de juros. “Com a renda relativamente estabilizada e aumento do emprego, encaixar prestação no orçamento em 2017 ficou menos difícil do que nos últimos dois anos”.

O economista da CNC ressaltou que as expectativas de crescimento este ano caminham no mesmo sentido das demais datas comemorativas do varejo. “E todas as datas, desde a Páscoa, têm fechado com leve alta depois de dois anos de fortes quedas. E no varejo do Natal deste ano, deve acontecer isso também”.

Confira as principais mudanças na CLT a partir de novembro

A votação da reforma trabalhista no plenário do Senado Federal foi a sessão mais conturbada desde que a matéria começou a tramitar na Casa, há mais de dois meses. Após um dia de muitas discussões e cenas inusitadas, o texto-base foi aprovado pouco antes das 20h, com 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção. Os senadores rejeitaram todos os destaques apresentados. Durante toda a tarde, cinco senadoras da oposição ocuparam a mesa diretora do plenário, interrompendo os debates, e se negaram a sair de lá até que fosse aceita pelo menos uma mudança no texto, para proteger o trabalho de gestantes e lactantes — o que o Planalto promete fazer por medida provisória.

Como três parlamentares faltaram à sessão, o governo precisava de pelo menos 39 votos dos 77 que compareceram, o que representa a maioria simples (metade mais um) dos presentes. As novas regras devem começar a valer em novembro, 120 dias depois que forem sancionadas pelo presidente Michel Temer. O governo ainda não estabeleceu uma data para a sanção, mas sinaliza que será na semana que vem.

A reforma altera mais de 100 pontos da legislação trabalhista, como divisão de férias e extensão da jornada, além de implantar novas modalidades, como o trabalho remoto, mas preserva os direitos fundamentais dos trabalhadores. Na opinião do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, o placar foi “bastante expressivo”. No Twitter, ele disse que a aprovação é um “bom sinal para continuidade das reformas” e destacou que o mercado financeiro fechou ontem com queda no dólar e no risco-país, além de bolsa em alta. “A economia continua em trajetória positiva.”

Antes que a nova lei entre em vigor, o governo garantiu que publicará uma medida provisória (MP) para regulamentar alguns dos pontos do texto que causaram insatisfação, inclusive, em integrantes da base aliada. Um dos pontos mais polêmicos é o que permite o trabalho de grávidas e lactantes em ambientes de baixa ou média insalubridade. A alteração desse item era uma das reivindicações das senadoras que ocuparam a Mesa Diretora do plenário “Se não for aprovado um destaque, esqueça, não vai ter acordo”, disse Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das que encabeçaram o inusitado protesto. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), garantiu que o assunto será levado em conta na MP que será elaborada pelo Ministério do Trabalho com contribuição das centrais sindicais.

TUMULTO Somente quase 7 horas após o início da sessão, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), conseguiu retomar a votação da reforma trabalhista no plenário. Os trabalhos foram interrompidos por volta do meio-dia, quando quatro senadoras da oposição ocuparam as principais cadeiras da mesa diretora da Casa para protestar contra o projeto do governo. Gleisi Hoffman (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI), impediram que Eunício comandasse os trabalhos. O presidente do Senado decidiu suspender a sessão.

Cinco minutos depois, as luzes do plenário foram apagadas. Apenas às 18h10, Eunício retornou ao plenário, mas ainda sem poder ocupar a cadeira de presidente. Com um microfone improvisado, ele avisou que daria 20 minutos às senadoras para que se retirassem da Mesa. Elas só deixaram o posto às 18h44, quando Eunício já havia aberto a votação do projeto de lei. (Colaboraram Rosana Hessel e Simone Kafruni)

Principais pontos da reforma trabalhista

Férias
» As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, contanto que um dos períodos seja de pelo menos 15 dias corridos.

Jornada
» Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais.

Trabalho intermitente

(por período)
» O trabalhador poderá ser pago por período trabalhado, recebendo pelas horas ou diária. Ele terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. No contrato deverá estar estabelecido o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor do salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função. O empregado deverá ser convocado com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, pode prestar serviços a outros contratantes.

Trabalho remoto
(home office)
» Tudo o que o trabalhador usar em casa será formalizado com o patrão via contrato, como equipamentos e gastos com energia e internet, e o controle do trabalho será feito por tarefa.

Negociação

» Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as empresas podem negociar condições de trabalho diferentes das previstas em lei, mas não necessariamente num patamar melhor para os trabalhadores.
» Em negociações sobre redução de salários ou de jornada, deverá haver cláusula prevendo a proteção dos empregados contra demissão durante o prazo de vigência o prever contrapartidas para um item negociado.

Demissão
» O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

Contribuição sindical
» A contribuição sindical será opcional.

Terceirização

» Haverá uma quarentena de 18 meses que impede que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.

Ações na Justiça
» O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e, caso perca a ação, arcar com as custas do processo. Para os chamados honorários de sucumbência, devidos aos advogados da parte vencedora, quem perder a causa terá de pagar entre 5% e 15% do valor da sentença.

» O trabalhador que tiver acesso à Justiça gratuita também estará sujeito ao pagamento de honorários de perícias se tiver obtido créditos em outros processos capazes de suportar a despesa. Caso contrário, a União arcará com os custos. Da mesma forma, terá de pagar os honorários da parte vencedora em caso de perda da ação.

» Haverá ainda punições para quem agir com má-fé, com multa de 1% a 10% da causa, além de indenização para a parte contrária. É considerada de má-fé a pessoa que alterar a verdade dos fatos, usar o processo para objetivo ilegal, gerar resistência injustificada ao andamento do processo, entre outros.

» Caso o empregado assine a rescisão contratual, fica impedido de questioná-la posteriormente na Justiça trabalhista.

Fonte: O Estado de Minas
Link: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/07/12/internas_economia,883086/nova-lei-trabalhista-vai-vigorar-em-novembro-confira.shtml

USP lança Webcurso gratuito de Administração de Empresas

A Universidade de São Paulo (USP), em parceria com Fundação Lemann, acaba de lançar um curso online e gratuito sobre fundamentos da administração. Por meio de 17 aulas em vídeo, os alunos aprendem conceitos que vão desde ciência social aplicada até ferramentas para melhorar o desempenho de um negócio.

O curso é ministrado por Hélio Janny Teixeira, professor titular da Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP) e transmitido pela plataforma Veduca. Não é necessário ter nenhum tipo de conhecimento específico do assunto. Segundo o professor, qualquer pessoa interessada na área pode participar.

Ao longo das aulas, o aluno também recebe sugestões de bibliografias complementares para aprofundar o conteúdo. Confira o curso completo em http://www.veduca.com.br/cursos/gratuitos/mooc-fundamentos-de-administracao.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Como-comecar/noticia/2015/02/usp-lanca-na-web-curso-gratuito-de-administracao-de-empresas.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=post

Terceirização pode reduzir vagas para deficientes

Por Nathália Larghi, O Estado de S.Paulo

Com o objetivo principal de permitir a terceirização de funcionários que realizam a atividade fim de uma empresa – como os padeiros em uma padaria, professores em uma escola ou advogados em um escritório de direito -, a lei número 13.429 pode impactar negativamente uma outra norma: a de cotas para deficientes.

Organizações de apoio às pessoas com deficiência temem que a Lei da Terceirização incentive empresas a substituírem empregados contratados por trabalhadores de terceirizadas. Desta forma, diminuiria o número de deficientes que elas são obrigadas a contratar segundo a Lei de Cotas, que prevê que todas as empresas com mais de 100 funcionários, preencham de 2% a 5% dos seus cargos com esses trabalhadores.

“Se a empresa tiver 100 funcionários e terceiriza parte dessa mão de obra, ela sai da Lei (de Cotas). Mesmo nas que não saem, ao terceirizar uma parte dos serviços, a porcentagem de deficientes que precisa ser contratado cai”, explica Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef).

O senador e ex-jogador de futebol Romário Faria (PSB-RJ), ativista na causa dos deficientes, é um dos que acreditam que companhias vão preferir substituir os empregados contratados por prestadores de serviços para escapar do cumprimento da legislação.

Em nota por meio de sua assessoria de imprensa, o senador explica que ainda existem muitos empresários que acreditam que empregar pessoas com deficiência implica em prejuízos, seja pelos gastos com acessibilidade ou por associarem as limitações à incompetência.

Por outro lado, há quem entenda que os impactos da terceirização serão limitados, já que aquele profissional que pode substituir o empregado contratado tem vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, que também deverá cumprir a lei.

“Caso as companhias optem pela terceirização da sua mão-de-obra, consequentemente, aumentará a demanda das empresas prestadoras de serviços. Então, elas também terão que contratar mais empregados CLT, e estarão igualmente sujeitas ao cumprimento da cota”, diz Eliane Gago, sócia da DGCGT Advogados. Ela também ressalta que é precipitado assumir que a substituição maciça dos funcionários contratados será uma tendência.

LEIA: Cotas ajudam, mas falta inclusão: o que pessoas com deficiência enfrentam no mercado de trabalho

O raciocínio, no entanto, foi questionado por outros especialistas, que acreditam que os funcionários virão de várias terceirizadas menores, que podem não entrar na legislação dos portadores de deficiência, ou precisar cumprir um porcentual menor.

“Se aquela grande empresa substitui 300 empregados, eles podem não vir de uma única prestadora de serviços, mas de várias pequenas”, afirma o juiz do Trabalho Marcos Scalercio.

Multas. Mesmo estando em vigor há mais de 25 anos, menos da metade das companhias que deveriam cumprir a Lei das Cotas realmente o fazem. No entanto, os registros apontam para uma tendência de crescimento nesse campo.

Dados do Ministério do Trabalho mostram que em 2013 apenas 37,58% das empresas com mais de 100 empregados atendiam a determinação legal. Em 2014 esse número aumentou para 39,72% e em 2015, o último levantamento sobre o assunto, registrou subida para 45,39%.

Uma das explicações para a alta pode ser a maior fiscalização. Segundo o ministério do Trabalho, foram aplicadas 4.550 multas por descumprimento das Lei de Cotas em 2015, 38% a mais do que em 2014. Entre 2013 e 2015 o número de infrações registradas cresceu 82%. Em 2016, no entanto, ele voltou a cair, com apenas 2.747 penalidades aplicadas.

Mesmo assim, Açucena Bonanato, consultora da Rede IPC, uma instituição focada na inclusão da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, acredita que muitas empresas ainda preferem pagar a multa a contratar deficientes.

“Desde 1991 para cá melhorou (a inclusão nas empresas), mas ainda falta muito. Vejo que as mesmas empresas que pagavam multa no passado continuam pagando hoje, porque não houve conscientização de que o cumprimento não é só obrigação, que essas pessoas também podem ser bons profissionais”, afirma.

Os desdobramentos de um eventual descumprimento da lei, no entanto, não são tão simples. Marcos Scalercio explica que após a penalidade, o ministério Público do Trabalho (MPT) pode ingressar com uma ação civil pública, que pode gerar uma indenização.

Sylvia Lorena, gerente executiva de relações do trabalho da CNI, afirma que um dos motivos que justificam o baixo cumprimento da Lei de Cotas é a dificuldade que as empresas encontram ao buscar profissionais.

“Apesar da positiva e necessária, o cumprimento desta lei tem sido de difícil alcance, em virtude de não haver disponibilidade de profissionais com deficiência aptos para atender a demanda fixada. Isso se verifica, por exemplo, pelo esforço intenso das empresas de atrair esses trabalhadores a processos seletivos, por meio de anúncios em jornais, de inscrição de vagas no SINE, entre outros, sem êxito ou com resultado aquém do necessário”, afirma.

Lorena ainda afirmou que a própria Justiça do Trabalho já tem reconhecido que empresas não podem ser penalizadas por não cumprirem a cota se comprovarem que fizeram esforços para buscar candidatos.

O juiz Marcos Scalercio confirma que existiram casos em que isso ocorreu, mas foram situações pontuais. “Falar que buscou no mercado e ‘provar’ com anúncio em jornal não é suficiente. Para essa tese ser válida, a companhia precisa comprovar que buscou, com anúncios, parcerias com entidades”, afirma.

Entre 2010 e 2016, o site de recrutamento de emprego Vagas.com registrou um aumento de 187% no número de anúncios publicados para pessoas com deficiência. O número de novos currículos de trabalhadores com necessidades especiais aumentou 74% no mesmo período.

Fonte: O Estadão
Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,terceirizacao-pode-reduzir-vagas-para-portadores-de-deficiencia-dizem-especialistas,70001812450

10 Idéias de negócio para empreender

Para Alessandro Saade, professor da BSP – Business School São Paulo, é preciso estar preparado para conseguir ter sucesso. “O importante é ter um bom plano estratégico e uma gestão impecável. Monte um canvas, converse com pessoas, pesquise e crie seu plano estratégico de ação”, afirma.

Veja abaixo as indicações para quem quer começar um negócio:

1. Fintech
A associação das palavras finanças e tecnologia resultou no termo fintech, usado principalmente para se referir a startups. Para Riva, esta é uma das áreas que pode crescer, seguindo um movimento que começou em 2015. “Um exemplo é a validação do NuBank, GuiaBolso e ContaAzul no Brasil, que mostra que a desagregação em serviços financeiros que já aconteceu nos Estados Unidos deve chegar ao Brasil em breve”, diz.

2. Economia compartilhada
Outra área que faz bastante sentido em um contexto de crise é a de economia compartilhada. “O Uber, por exemplo, além de dar respostas para o problema de mobilidade, também ajuda na questão de empregar pessoas que foram expulsas do mercado formal”, diz Riva.

3. Carreira e emprego
Mais uma vez, é de uma consequência da crise que aparece a oportunidade. O desemprego pode impulsionar negócios ligados à carreira e capacitação. “Ao analisar esse cenário, vemos que existe a oportunidade para startups que ofereçam formação técnica, mas com foco no desenvolvimento de empreendedorismo e competências socioemocionais”, diz Maure.

4. Negócios com potencial de exportação
O dólar alto abriu novas possibilidades para as empresas com potencial de exportação. “Mercado doméstico desaquecido e dólar alto é a receita ideal para a empresa buscar mercados fora do seu país. Para quem produz ou presta serviços tecnológicos é um prato cheio”, diz Saade. Para Nakagawa, artesanato, pequenas confecções e até serviços de programação “podem ter maiores chances de serem mais exportados com o dólar valorizado”.

5. Soluções para crise hídrica
A crise hídrica atinge, hoje, boa parte do Brasil. Por isso, soluções para limpeza da água, reaproveitamento e economia serão bem vistas. “A falta de acesso à água encanada e saneamento urbano são responsáveis por aproximadamente 75% do déficit habitacional qualitativo no Brasil. São 11 milhões de pessoas sem acesso à rede de água e 103 milhões sem tratamento de esgoto domiciliar”, diz Maure.

6. Negócios digitais
Apesar de mais difícil, o mercado digital deve continuar crescendo, especialmente em serviços e apps que agilizem a vida e reduzam o custo de um determinado tipo de serviço. “Não é possível generalizar, mas ainda há espaço para diversas novas soluções digitais móveis”, diz Nakagawa.

7. Manutenção ou reformas
Se economizar é a ordem do dia, empresas que ajudem na manutenção de bens podem ter sucesso. Ao invés de comprar um item novo, o consumidor deve optar por modernizar ou consertar o que já tem. “Vale para reforma da casa, da loja ou da fábrica, manutenção do carro, do caminhão ou das motos e atualização de softwares e hardwares. Tudo que puder ter a troca postergada”, diz Saade. “Nessa mesma linha, serviços como costureira, sapateiros, armarinhos e afins formam uma cadeia muito similar à das máquinas. O mesmo que as empresas farão com seus equipamentos os consumidores farão com seu patrimônio.”

8. Soluções mais baratas
Não é preciso ser especialista em economia para entender que, em ano de crise, todo mundo quer gastar menos. Por isso, negócios que permitam economizar estão em alta. “Parte da população brasileira continuará a fazer suas escolhas considerando o preço”, diz Nakagawa.

9. Food trucks
Os food trucks explodiram em 2015 e podem continuar crescendo. “É um conceito que veio para ficar por trazer, pelo menos na proposta, produtos inovadores com preços razoáveis. A tendência é observar trucks em outros segmentos como comércio e serviços”, diz o professor do Insper.

10. Microfranquias
O desemprego deve gerar uma onda de novos empreendedores, alguns por necessidade e outros por oportunidade. Com pouco capital, muitos devem escolher o formato das microfranquias. “Com um grande número de profissionais desligados das empresas e poucas novas vagas haverá uma grande procura por franquias de baixo custo. O ponto de atenção é buscar segmentos que o empreendedor conheça”, diz Saade.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2015/12/10-ideias-de-negocios-para-quem-quer-empreender-em-2016.html

Novas regras para rotativo diminuem juros do cartão de crédito

As novas regras para o rotativo do cartão, que começaram a valer no início de abril, estão causando um efeito de queda dos juros da modalidade de crédito, que têm as taxas mais caras do mercado. É o que aponta pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac). Os juros do cartão recuaram de 14,31% em abril para 13,25% em maio, segundo o estudo.

A Anefac realiza todo mês a pesquisa com a variação dos juros para pessoas físicas e jurídicas. Em maio, o estudo mostrou queda de taxas de juros em todas as modalidades para pessoa física.

Além do cartão de crédito, que registrou a queda mais expressiva, houve recuo de 0,08 ponto percentual nos juros empréstimo pessoal em financeiras, que caíram de 8,15% para 8,07%. As taxas do empréstimo pessoal em bancos caíram 0,04 ponto percentual, de 4,45% para 4,41%.

No comércio a queda também foi de 0,04 ponto percentual, de 5,76% para 5,72%. Os juros do crédito pessoal automático caíram 0,03 ponto percentual, de 2,23% para 2,2%, e os do cheque especial, 0,02 ponto percentual, de 12,3% para 12,28%.

No crédito para pessoas jurídicas, a pesquisa também mostrou recuo generalizado. A taxa mensal do desconto de duplicatas barateou 0,05 ponto percentual, recuando de 2,98% para 2,92%. O crédito para capital de giro barateou 0,05 ponto percentual, caindo de 2,49% para 2,44%. Por fim, o custo do crédito via conta garantida/cheque especial caiu 0,04 ponto percentual, de 8,27% para 8,23%.

“As taxas vêm caindo em todas as categorias, mas onde caiu mais foi no [crédito] rotativo. Essa mudança [nas regras] é que provocou uma queda um pouco maior. As demais taxas de juros caíram dentro do intervalo da Selic [taxa básica de juros da economia definida pelo BC, atualmente em trajetória de queda]”, explica o economista Miguel de Oliveira, diretor-executivo da Anefac.

Novas regras

Desde o início de abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a tarifa do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A medida consta de reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. Ultrapassado o limite, os bancos são obrigados a transferir os débitos no rotativo para o crédito parcelado, que cobra taxas menores.

O diretor da Anefac destaca que mesmo com a queda nos juros do cartão de crédito, que tende a continuar, as taxas cobradas “ainda são muito altas”. Segundo a Anefac, de junho de 2016 a março de 2017, os juros acumulados do cartão de crédito somam 436,51%.

A entidade aponta, na pesquisa, uma tendência a que as taxas de juros em geral sigam caindo, em razão das reduções da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde outubro de 2016, o BC faz sucessivos cortes na Selic, devido à melhora nas expectativas quanto à queda da inflação. A Anefac ressaltou, no entanto, que ainda há risco elevado de inadimplência, o que favorece novas elevações das taxas de juros.

Fonte: Ag brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-06/novas-regras-para-rotativo-diminuem-juros-do-cartao-de-credito-mostra

Por que este professor quer que você demita o seu coach

São Paulo — Olhe bem para o espelho, respire fundo e repita para si mesmo em voz alta: o 1º passo para o sucesso é… esquecer a autoajuda. O 2º passo é demitir o seu coach. Pelo menos se você for convencido pelas ideias de Svend Brinkmann, professor da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Autor do livro “Stand Firm: Resisting the Self-Improvement Craze” (em tradução livre, “Fique firme: Resistindo à mania do autodesenvolvimento”), ele é crítico ferrenho da psicologia positiva e da crença de que a felicidade é uma escolha.

Em entrevista por telefone a EXAME.com, o filósofo dinamarquês afirma que parte da indústria da autoajuda só contribui para reforçar o problema que ela própria diz combater: a infelicidade causada pelo individualismo e pelo desinteresse em soluções coletivas.

Brinkmann faz um diagnóstico parecido sobre o efeito do coaching para o mundo do trabalho. “O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores”, explica.

A seguir, confira os principais trechos da conversa com o professor, em que ele fala sobre as relações entre produtividade, sucesso e ética — e dá um conselho para os brasileiros enfrentarem a situação amarga do mercado de trabalho sem cair em “discursos motivacionais baratos”:

EXAME.com – O que há de errado com a autoajuda?

Svend Brinkmann – Na verdade, o problema não é a autoajuda em si. Não nego que livros desse tipo podem ajudar certas pessoas, até porque também há bons títulos dentro desse gênero. Ainda assim, no geral, essas obras só reforçam o problema que supostamente deu origem a elas.

Incutem a ideia de que felicidade é uma escolha individual, algo que “só depende de você”. E quando as pessoas fracassam — o que acontece com qualquer ser humano — elas se enxergam como as únicas responsáveis pela própria derrota. Elas se sentem culpadas por algo que não estava sob seu controle.

A autoajuda é um sintoma de um outro problema, subterrâneo, mais grave, que é o individualismo. As pessoas se sentem desligadas umas das outras, completamente sozinhas, quando acreditam que podem atingir seus objetivos de vida, por conta própria, se seguirem “7 passos para a felicidade” ou algo parecido.

Livros com “receitas” como essa frequentemente viram best-sellers. Por quê?

Todo mundo deseja ser feliz, fazer fortuna, ter muitos amigos, construir uma carreira incrível. Apresentar esse objetivo como algo que depende só de você, como indivíduo, é algo muito atraente. A ideia se popularizou tanto que podemos dizer que está presente em tudo, inclusive na forma como as pessoas entendem o desenvolvimento das suas competências no trabalho. Aprenda: Como construir uma carreira à prova de crise

Numa era de incertezas como esta que vivemos, as pessoas se viram cada vez mais para dentro de si mesmas para tentar ter sucesso. A indústria da autoajuda ofereceu ferramentas a elas nesse sentido. Antes, não havia essa ideia de que era sua responsabilidade ser feliz. Era algo mais diluído em práticas culturais. Agora virou uma questão individual.

Qual é a origem desse fenômeno?

Os primeiros livros de autoajuda foram lançados na metade do século 20. Um dos exemplos mais famosos é “O poder do pensamento positivo”, lançado em 1952 pelo [pastor norte-americano] Norman Vincent Peale.

Uma curiosidade é que Peale foi o sacerdote da família de Donald Trump desde quando ele era criança, em Manhattan, e chegou a conduzir sua cerimônia de casamento [com a primeira esposa, Ivana]. Trump já citou “O poder do pensamento positivo” como um livro bastante inspirador para ele.

O livro de Peale fala sobre como você pode conseguir o que quiser se tiver pensamentos positivos. E veja o que aconteceu com Donald Trump! É um perigo. Eu pessoalmente sou bastante cético com relação a Trump e, assim, temo que essas técnicas sejam usadas para fins problemáticos.

Como essas técnicas aparecem no mundo do trabalho?

O mundo do trabalho se tornou muito psicologizado. Não são apenas as minhas competências que preciso desenvolver, mas também a minha personalidade, os meus sentimentos mais íntimos. Para ser um bom profissional hoje, preciso fazer cursos de desenvolvimento pessoal, coaching e por aí vai.

O empregador não pede apenas para o funcionário vender o seu tempo por uma certa quantia de dinheiro, mas também vender a si mesmo, a sua personalidade. Se eu me entregar nesse sentido, eu realmente não tenho nada mais que é meu. Esse é o problema.

Que tipo de mentalidade deveria existir, então?

Deveríamos pensar em termos mais coletivos. Não sou contra os objetivos que os livros e cursos de autoajuda pregam. Eu também quero que as pessoas sejam felizes e conquistem seus sonhos! [risos] Mas nós precisamos pensar na forma como tentamos fazer isso.  Precisamos lembrar que os nossos males e tristezas têm uma natureza política. Portanto, os desafios precisam ser resolvidos de forma social, e não só individual.

Quando seguem o discurso do autodesenvolvimento, as pessoas tentam ser versões melhores de si mesmas, mas esquecem que também são responsáveis pelas demais. Vivemos numa sociedade que não dirige a sua atenção às necessidades dos outros. A alternativa à autoajuda, a “antiautoajuda”, seria ajudar o outro em vez de ajudar a si mesmo.

O autodesenvolvimento – isto é, estar interessado no próprio aperfeiçoamento pessoal e profissional – exclui a possibilidade de cuidar das outras pessoas?

Não, em princípio não. Teoricamente é possível ter um foco no seu próprio desenvolvimento sem deixar de pensar nos demais. Mas, na prática, essa atenção que você dirige a si mesmo, por meio da autoajuda, dificulta o pensamento nos outros.

Muita gente diz que você precisa primeiro amar a si mesmo para então amar o outro. Elas citam aquela instrução que recebemos em viagens aéreas: em caso de despressurização, coloque a máscara de oxigênio antes em você, e só então ajude a pessoa ao seu lado. Para mim isso está completamente errado. Não no sentido literal do avião, claro! Mas, na vida, precisamos estar lá para o outro, incondicionalmente, e não pensar antes em nós mesmos.

Para aproveitar a metáfora, imagine que a humanidade é um avião em queda livre. Hoje, as pessoas só estão preocupadas em respirar nas suas máscaras de oxigênio. Estamos chamando isso de autoajuda, “mindfulness”, e por aí vai. Ocorre que ninguém se levanta para checar que se há algum piloto na cabine, tentando salvar o avião. Se fizessem isso, descobririam que a cabine está vazia.

O que deveríamos fazer? Assumir o controle da cabine e tentar salvar o avião da queda. O que estamos fazendo? Estamos concentrados em respirar nas nossas máscaras individuais. O que quero dizer com essa imagem é que estamos numa sociedade desestruturada, que está enfrentando muitas crises, como um avião caindo. E nós somos esses passageiros que ficam sentados em suas poltronas, concentrados na sua própria felicidade e no seu próprio sucesso, nas suas máscaras de oxigênio.

Deveríamos sair dos nossos lugares e buscar uma solução sistêmica se quisermos salvar o avião, ou o mundo, do desastre. Não vamos melhorar o mundo se apenas melhorarmos nós mesmos. Precisamos agir juntos.

O mundo de trabalho está cada vez mais competitivo. Não seremos menos produtivos se tirarmos o foco do autodesenvolvimento?

Todos nós queremos ter um emprego e contribuir para o progresso. Não há nenhum problema em ser produtivo, em adquirir novas competências para trabalhar melhor. O problema é que o discurso sobre maximizar a produtividade tem uma consequência paradoxal. Ele deixa as pessoas cansadas e tristes, o que as torna menos criativas e menos eficientes.

Seres humanos fazem um bom trabalho quando se sentem seguros, quando sentem que podem confiar nos seus chefes, nos seus colegas. A economia moderna, a economia do conhecimento, precisa de pessoas que tenham coragem de desenvolver novos produtos e novas ideias. Todo mundo sabe disso. Mas o sistema que temos não tem dado sustentação a esse fato.

Talvez seja uma herança da velha sociedade industrial, por exemplo, que os empregadores ainda falem de seus funcionários como “recursos humanos”. Como se pessoas fossem recursos comparáveis a carvão ou petróleo. Coisas que se deve explorar, usar, otimizar.

Em primeiro lugar, isso é antiético, pessoas não são recursos, são seres humanos, com dignidade e direitos, elas não são coisas. Em segundo lugar, não é produtivo. Na vida moderna, precisamos trabalhar em equipe, com autonomia, com horários flexíveis. O modelo de trabalho mudou, exige mais liberdade. As pessoas precisam ser tratadas como pessoas, não como recursos humanos.

Na Dinamarca e em muitos países, há estatísticas assustadoras sobre a quantidade de profissionais com depressão, ansiedade, estafa por causa dos seus empregos. Esse tipo de coisa não poderia existir em um mundo civilizado. Nós deveríamos conseguir trabalhar sem passar por esses problemas. Você se identifica? 8 sinais de que você pode estar com depressão

Qual é a sua definição de sucesso?

De forma simplificada, ter sucesso é ser capaz de cumprir as suas obrigações. Algumas delas são comuns a todos os seres humanos, algumas são específicas de cada um de nós. Não acho uma boa ideia falar sobre sucesso sem falar em compromissos e obrigações.

Se você perguntar para um coach como Tony Robbins, um dos mais famosos do mundo, ele dirá que sucesso é fazer o que você quer, quando você quer, onde você quer, com quem você quer. Eu questiono isso. E se o que eu quero não for digno? E se o que eu quero for prejudicial para os outros? Se esse for o caso, eu serei realmente bem-sucedido se conseguir o que quero?

Acho que não. Eu preciso ter um objetivo digno. Mas, para saber o que é um objetivo digno, preciso fazer uma avaliação ética da minha vida. Não posso definir sucesso sem ética. Ter sucesso é conseguir fazer muito bem o que eu preciso fazer.

O título de um dos capítulos do seu livro é “Demita o seu coach”. Por que o coaching é algo descartável na sua opinião?

O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores. Talvez o coaching faça algumas pessoas pensarem nesses termos e por isso é potencialmente perigoso.

Além disso, o coach muitas vezes age como um mero espelho seu. Ele fará você olhar ainda mais para si mesmo. No fundo, ele só reforça o individualismo, só cria um ciclo de autorreflexão perpétuo. Não precisamos de mais insights sobre nós mesmos. Precisamos olhar para fora.

Qual é o seu conselho para os brasileiros, que atualmente estão sofrendo com a alta nos índices de desemprego e a escassez de oportunidades em meio à crise?

É importante estar atento para não cair em discursos motivacionais baratos. Quando a economia de um país vai mal, é quase constrangedor ouvir alguém dizendo frases como: “Basta que você esteja motivado para ter sucesso”.

O título original do meu livro, em inglês, é “Stand firm” [“Fique firme”, em português]. Mas para um país que está enfrentando múltiplas crises, como o Brasil, seria importante acrescentar a palavra “juntos” a essa mensagem: “fiquem firmes juntos”.

É importante não transformar a solução em mais um projeto individual. Pensar só em si mesmo é uma tentação muito grande em tempos de crise. Mas eu espero que as pessoas percebam que, a longo prazo, será melhor para todo mundo se buscarem soluções coletivas para os seus problemas.

Fonte: Exame
Link: http://exame.abril.com.br/carreira/por-que-este-professor-quer-que-voce-demita-o-seu-coach/

3 maneiras de calcular o valor de uma empresa

Criada para atender à indústria moveleira do sul do país, a Farben conquistou grandes clientes em diferentes re­giões. Em 2010, suas receitas foram de 139 milhões de reais, um crescimen­to de 90% em relação a 2006. Nesse período, Zanatta adquiriu novas fábricas e dobrou a capacidade de produção, que chega a 4 milhões de litros de tinta ao mês.

Agora, para manter o ritmo de expansão de 15% ao ano até 2015, como planeja Zanatta, será necessário aumentar a atuação em outros setores. Um dos objetivos é conquistar mais clientes entre oficinas mecânicas, concessionárias e revendedores de tintas automotivas — um mercado em franca expansão.

“No Brasil, nunca foram vendidos tantos carros zero-quilômetro como nos últimos dois anos”, diz Zanatta. A frota aumentou muito e isso deve impulsionar o mercado de consertos. “Eu quero que esses reparos sejam feitos com a nossa tinta”, diz ele.

Mostrar a esses novos clientes e também aos fornecedores como está a saúde financeira da Farben foi um dos motivos que levaram Zanatta a aceitar o convite de Exame PME para participar desta reportagem, submetendo a empresa a uma avaliação feita pela Master Minds, empresa paulista que faz gestão de fundos e assessora negócios em processos de fusões e aquisições.

Zanatta não tem interesse em vender sua empresa, mas acredita que passar por um processo de avaliação, em que seus dados serão analisados de forma crítica e suas expectativas de crescimento confrontadas com a realidade do mercado, o ajudará a enxergar melhor o próprio negócio. Ele tem razão.


“Num processo de avaliação, muitas variáveis são analisadas ao mesmo tempo e o empreendedor consegue ver com clareza quais delas ajudam a aumentar ou diminuir o valor de seu negócio”, diz Juliano Graff, sócio da Master Minds. Acompanhe abaixo os aspectos mais importantes do processo de avaliação da Farben de acordo com três das metodologias mais utilizadas.

Método 1- Fluxo de caixa descontado

Valor da Farben: 105 milhões de reais

Uma das metodologias mais utilizadas para avaliar pequenos e médios negócios, o fluxo de caixa descontado analisa a capacidade da empresa de gerar riqueza no futuro, num horizonte mínimo de cinco anos. “Quanto maior o potencial de crescimento, maior o valor da empresa”, diz Graff.

No fluxo de caixa descontado, os ativos fixos e o passado da empresa são apenas o ponto de partida — o que importa mesmo é o futuro. Por isso, Graff e sua equipe debruçaram-se sobre o planejamento estratégico da Farben e suas projeções de crescimento até 2015.

Entre os fatores que ajudam a compor o valor de uma empresa pelo fluxo de caixa descontado, o mais importante é sua capacidade de geração de caixa, o chamado Ebtida (lucro antes de descontar os juros, os impostos sobre lucro, a depreciação e a amortização).

Se a Farben conseguir realizar todas as ações previstas em quatro anos — o que inclui expandir as vendas da linha automotiva, de maior rentabilidade —, sua geração de caixa será de 20 milhões de reais, 74% maior que em 2011.

Esse valor é a base para estimar quanto a empresa estará maior lá na frente. Mas, até chegar ao valor final, é preciso considerar uma série de outras variáveis, como carteira de clientes, rede de distribuição, qualidade da gestão da empresa.

“Em nenhuma outra metodologia os detalhes da operação são tão relevantes para o resultado final”, diz Graff. Muitos fatores pesaram no cálculo do valor da Farben:

• Nenhum dos clientes da Farben representa sozinho mais de 4% das receitas. “Se perder um cliente de uma hora para outra, a empresa não vai quebrar”, diz Graff. Com isso, também resiste melhor à pressão por descontos e não compromete sua rentabilidade.


• A Farben tem fábrica própria de resina, uma das matérias-primas mais importantes para a produção de tintas. Isso garante ganhos de produtividade e a possibilidade de ter custos menores que os concorrentes.

• Além das vendas recordes de carros, que devem elevar a procura por tintas automotivas nos próximos anos, o aumento de crédito para moradia impulsiona os fabricantes de móveis, hoje os principais clientes da Farben.

• A Farben tem uma rotina contábil organizada e regras de gestão. “Isso facilita a elaboração e o cumprimento de metas”, diz Graff.
Marca, patentes e outros ativos considerados intangíveis também podem ajudar a jogar para cima o valor de uma empresa. Por considerar todas essas variáveis e também os ganhos futuros, a avaliação por fluxo de caixa descontado costuma resultar no maior valor entre todas as metodologias.

A fórmula básica para o fluxo de caixa descontado é a seguinte: primeiramente, é feita uma estatística das receitas e dos custos da empresa para um período determinado — considerando inclusive fatores qualitativos, como a carteira diversificada de clientes.

Do resultado subtrai-se um percentual, conhecido como taxa de desconto, que é o custo para trazer ao presente valores que só seriam obtidos no futuro. A taxa de desconto é calculada por meio de uma fórmula específica e varia de caso para caso.

Método 2 – Avaliação por múltiplos

Valor da Farben: 91 milhões de reais

Nesse tipo de avaliação, o valor de uma empresa é definido por meio de comparações com negócios semelhantes, geralmente listados em bolsa. Para calcular o valor da Farben pela avaliação por múltiplos, a equipe da Master Minds tentou encontrar empresas que fossem semelhantes à de Zanatta.

“O ideal é que as empresas sejam do mesmo setor, tenham portfólio de produtos parecido e atendam o mesmo tipo de cliente”, diz Graff. Como não há no mercado brasileiro fabricantes de tintas com o perfil da Farben e com capital aberto, foi preciso buscar referências no mercado internacional, como a holandesa AkzoNobel, que no Brasil é dona da Tintas Coral, e a americana Sherwin Williams.


Empresas listadas em bolsa têm um valor de mercado conhecido — basta multiplicar o preço da ação pelo número total de ações que compõem seu capital. Atualmente, o valor de mercado da Sherwin Williams, por exemplo, é 9,75 vezes seu Ebtida; o da AkzonNobel, 6,21.

“Podemos concluir que o valor de mercado de uma fabricante de tintas fica entre 6,21 e 9,75 vezes seu Ebtida”, diz Graff. “Em média, 7,98 vezes.”

Assim, na avaliação por múltiplos, a Farben tem um valor 7,98 vezes seu Ebtida, projetado para ser de 11,5 milhões de reais em 2011, o que dá 91 milhões de reais. A realidade de uma empresa do porte da Farben é bem diferente daquela vivida por companhias como Sherwin Williams e AkzoNobel — negócios com escala global.

“A avaliação por múltiplos é muito importante como referência”, diz Graff. “Isoladamente, é muito difícil usar esse tipo de avaliação para pequenas e médias empresas.”

Método 3 – Valor patrimonial

Valor da Farben:  24 milhões de reais

O valor patrimonial contábil de uma empresa, também conhecido como valor de livro, é a soma de todos os seus ativos — como prédios, máquinas, equipamentos, dinheiro e produtos em estoque —, descontadas as dívidas e obrigações financeiras.

“É uma conta simples, com números que constam em balanço”, afirma Graff. Entre imóveis, veículos, produtos em estoque, dinheiro em banco e outros bens, a Farben tem 61 milhões de reais. Suas dívidas e compromissos no longo prazo com fornecedores, funcionários, fisco e outras instituições somam 37 milhões de reais.

Portanto, o valor patrimonial contábil da Farben é 24 milhões de reais. Segundo Graff, o resultado dessa metodologia tende a ser sempre menor do que aqueles calculados por meio do fluxo de caixa descontado ou da avaliação por múltiplos, porque não considera receitas futuras do negócio. “

Trata-se de uma fotografia da empresa”, diz Graff. “É mais utilizada para negociações entre os sócios, na eventual saída de um deles.”

Fonte: Exame
Link: http://exame.abril.com.br/pme/na-ponta-do-lapis/

Quase 30% da população de baixa renda está comprometida com empréstimos

Por Bruno Bocchini

Estudo da Serasa Experian mostra que 27% da população de baixa renda, com ganhos de até R$ 2 mil, tem mais de 50% de seus rendimentos comprometidos com produtos financeiros, como cartão de crédito, empréstimo consignado, empréstimo pessoal, financiamento de automóvel, financiamento imobiliário e cheque especial.

Entre os brasileiros de alta renda, que recebem acima de R$ 10 mil, o percentual é de 13%.

Os dados foram divulgados hoje (9), no Recover Money 2017, evento que reúne, na capital paulista, economistas, especialistas, empresas do segmento financeiro e fornecedoras de serviços de recuperação. Os números levam em conta cerca de cinco milhões de consumidores que aderiram ao cadastro positivo da Serasa Experian.

“Se você pagar mais da metade do seu salário, da sua renda, apenas com produtos bancários, como você vai pagar as outras coisas? É uma situação difícil, e 27% dessas pessoas têm grande chance de não conseguir pagar isso, e entrar na lista dos inadimplentes. O ponto é tentar rapidamente regularizar, procurar uma taxa de juros mais baixa para evitar problemas futuros”, destacou Julio Guedes, diretor da Serasa Experian.

Segundo o levantamento, a maioria (69%) dos brasileiros negativados tem renda de até R$ 2 mil. Eles estão, principalmente, em débito com o banco ou cartão de crédito (39%), seguido por financeiras (13%), empresas de serviços (12%), varejo (9%), água, energia e gás (9%), e outros (18%).

“A gente acaba tendo muitas situações em que o brasileiro tem acesso ao crédito e depois não consegue pagar, porque os juros ficam muito altos, o que torna mais difícil pagar. Houve uma redução do rendimento do brasileiro e os juros não caíram na mesma proporção”, acrescentou Guedes.

Segundo os dados, cerca de 40% dos brasileiros de baixa renda têm acesso ao cartão de crédito. A proporção é de 51% para os de alta renda. No cheque especial, a porcentagem de acesso é de 12% para os de baixa renda e de 18% para os de alta. O cartão de crédito e o cheque especial são os dois principais produtos bancários utilizados tanto pelos clientes de baixa renda como pelos de alta.

Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-05/quase-30-da-populacao-de-baixa-renda-esta-comprometida-com-emprestimos

Confiança do Comércio cresce e atinge maior nível desde dezembro de 2014

Por Vitor Abdala

O Índice de Confiança do Comércio (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 3,1 pontos entre fevereiro e março deste ano, ao passar de 82,5 para 85,6 pontos, em uma escala de zero a 200. Essa é a quarta alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior nível desde dezembro de 2014.

De acordo com a FGV, com as altas observadas nos últimos quatro meses, a confiança do empresário do comércio sai dos níveis “atipicamente baixos” do biênio 2015/2016 e entra em uma faixa considerada “moderadamente baixa”.

A alta do indicador foi provocada por melhoras nas avaliações dos empresários em relação ao futuro, já que o Índice de Expectativas avançou 4,1 pontos, atingindo 95,6 pontos. O quesito que mais avançou foi o otimismo com as vendas nos três meses seguintes, que subiu 5,7 pontos em relação ao mês anterior.

A confiança dos empresários no momento presente também cresceu (1,8 ponto) e atingiu 76,1 pontos.

Fonte: Agencia brasil
Fonte da Imagem: Curiosity Flux