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Anúncios de empregos e estágios

O poder do segredo nos negócios

Via de regra, o pensamento positivo tem demonstrado resultados eficientes no que diz respeito ao sucesso no empreender.  Nada é mais desolador que alguém, a quem você expôs teus sonhos rebater tua fala com “abertura de coração” com algo desanimador como: “Eu acho que isso não vai dar certo!“.

Sabe quem está errado nisso tudo?… Você!

Temos a cultura de disseminar aos 4 ventos tudo o que pretendemos fazer. Isso não seria errado, se a cultura vigente não fosse o pessimismo.

A questão principal é saber diferenciar realmente as opiniões de quem realmente tem experiência no assunto e se estas vale a pena ouvir. Lembrando sempre que a opinião é dada a partir do momento em que você dá a liberdade para que a pessoa opine.

Em miúdos seria o seguinte: Se não queres opinião não dê espaço para que terceiros opinem no teu negócio. E grande parte desse segredo empreendedor cabe a ti proteger. Você é a ferramenta mais importante no processo que leva ao sucesso do teu negócio.

Não anuncies os próximos passos que pretende seguir na caminhada da tua estratégia. No mundo não existem somente boas pessoas que pensam em te ajudar e te fortalecer. Os “haters” (pessoas que te odeiam sem nenhum motivo) estão sempre prontos a denegrir tua imagem, teu negócio… e isso vale para a vida pessoal também!

A surpresa é algo que fascina os consumidores e deixa os concorrentes a “ver navios”. Então, invista muito no quesito “segredo empresarial” e verás que o teu negócio, por menor que possa parecer, dará passos largos em direção ao sucesso.

Abraços a Todos!

Economista Beatriz Peixoto
(Beatriz Iolanda Peixoto de Freitas)
EMPREENDEDORISMO É O NOSSO FOCO!

Terceirização pode reduzir vagas para deficientes

Por Nathália Larghi, O Estado de S.Paulo

Com o objetivo principal de permitir a terceirização de funcionários que realizam a atividade fim de uma empresa – como os padeiros em uma padaria, professores em uma escola ou advogados em um escritório de direito -, a lei número 13.429 pode impactar negativamente uma outra norma: a de cotas para deficientes.

Organizações de apoio às pessoas com deficiência temem que a Lei da Terceirização incentive empresas a substituírem empregados contratados por trabalhadores de terceirizadas. Desta forma, diminuiria o número de deficientes que elas são obrigadas a contratar segundo a Lei de Cotas, que prevê que todas as empresas com mais de 100 funcionários, preencham de 2% a 5% dos seus cargos com esses trabalhadores.

“Se a empresa tiver 100 funcionários e terceiriza parte dessa mão de obra, ela sai da Lei (de Cotas). Mesmo nas que não saem, ao terceirizar uma parte dos serviços, a porcentagem de deficientes que precisa ser contratado cai”, explica Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef).

O senador e ex-jogador de futebol Romário Faria (PSB-RJ), ativista na causa dos deficientes, é um dos que acreditam que companhias vão preferir substituir os empregados contratados por prestadores de serviços para escapar do cumprimento da legislação.

Em nota por meio de sua assessoria de imprensa, o senador explica que ainda existem muitos empresários que acreditam que empregar pessoas com deficiência implica em prejuízos, seja pelos gastos com acessibilidade ou por associarem as limitações à incompetência.

Por outro lado, há quem entenda que os impactos da terceirização serão limitados, já que aquele profissional que pode substituir o empregado contratado tem vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, que também deverá cumprir a lei.

“Caso as companhias optem pela terceirização da sua mão-de-obra, consequentemente, aumentará a demanda das empresas prestadoras de serviços. Então, elas também terão que contratar mais empregados CLT, e estarão igualmente sujeitas ao cumprimento da cota”, diz Eliane Gago, sócia da DGCGT Advogados. Ela também ressalta que é precipitado assumir que a substituição maciça dos funcionários contratados será uma tendência.

O raciocínio, no entanto, foi questionado por outros especialistas, que acreditam que os funcionários virão de várias terceirizadas menores, que podem não entrar na legislação dos portadores de deficiência, ou precisar cumprir um porcentual menor.

“Se aquela grande empresa substitui 300 empregados, eles podem não vir de uma única prestadora de serviços, mas de várias pequenas”, afirma o juiz do Trabalho Marcos Scalercio.

Multas. Mesmo estando em vigor há mais de 25 anos, menos da metade das companhias que deveriam cumprir a Lei das Cotas realmente o fazem. No entanto, os registros apontam para uma tendência de crescimento nesse campo.

Dados do Ministério do Trabalho mostram que em 2013 apenas 37,58% das empresas com mais de 100 empregados atendiam a determinação legal. Em 2014 esse número aumentou para 39,72% e em 2015, o último levantamento sobre o assunto, registrou subida para 45,39%.

Uma das explicações para a alta pode ser a maior fiscalização. Segundo o ministério do Trabalho, foram aplicadas 4.550 multas por descumprimento das Lei de Cotas em 2015, 38% a mais do que em 2014. Entre 2013 e 2015 o número de infrações registradas cresceu 82%. Em 2016, no entanto, ele voltou a cair, com apenas 2.747 penalidades aplicadas.

Mesmo assim, Açucena Bonanato, consultora da Rede IPC, uma instituição focada na inclusão da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, acredita que muitas empresas ainda preferem pagar a multa a contratar deficientes.

“Desde 1991 para cá melhorou (a inclusão nas empresas), mas ainda falta muito. Vejo que as mesmas empresas que pagavam multa no passado continuam pagando hoje, porque não houve conscientização de que o cumprimento não é só obrigação, que essas pessoas também podem ser bons profissionais”, afirma.

Os desdobramentos de um eventual descumprimento da lei, no entanto, não são tão simples. Marcos Scalercio explica que após a penalidade, o ministério Público do Trabalho (MPT) pode ingressar com uma ação civil pública, que pode gerar uma indenização.

Sylvia Lorena, gerente executiva de relações do trabalho da CNI, afirma que um dos motivos que justificam o baixo cumprimento da Lei de Cotas é a dificuldade que as empresas encontram ao buscar profissionais.

“Apesar da positiva e necessária, o cumprimento desta lei tem sido de difícil alcance, em virtude de não haver disponibilidade de profissionais com deficiência aptos para atender a demanda fixada. Isso se verifica, por exemplo, pelo esforço intenso das empresas de atrair esses trabalhadores a processos seletivos, por meio de anúncios em jornais, de inscrição de vagas no SINE, entre outros, sem êxito ou com resultado aquém do necessário”, afirma.

Lorena ainda afirmou que a própria Justiça do Trabalho já tem reconhecido que empresas não podem ser penalizadas por não cumprirem a cota se comprovarem que fizeram esforços para buscar candidatos.

O juiz Marcos Scalercio confirma que existiram casos em que isso ocorreu, mas foram situações pontuais. “Falar que buscou no mercado e ‘provar’ com anúncio em jornal não é suficiente. Para essa tese ser válida, a companhia precisa comprovar que buscou, com anúncios, parcerias com entidades”, afirma.

Entre 2010 e 2016, o site de recrutamento de emprego Vagas.com registrou um aumento de 187% no número de anúncios publicados para pessoas com deficiência. O número de novos currículos de trabalhadores com necessidades especiais aumentou 74% no mesmo período.

Fonte: O Estadão
Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,terceirizacao-pode-reduzir-vagas-para-portadores-de-deficiencia-dizem-especialistas,70001812450

12 hábitos para eliminar da tua vida e alcançar o sucesso

Com a virada do ano, muitas pessoas fazem uma lista de coisas que desejam realizar. Poucas delas, contudo, serão realizadas até dezembro. Uma a uma, a maioria das resoluções serão abandonadas ao longo do ano – ou, em muitos casos, ainda em janeiro.

Por isso, o colunista da Inc. Chris Dessi propôs uma nova maneira de ver o começo do ano. Em vez de adotar novos costumes, que tal eliminar maus e velhos hábitos? Ele enumerou uma lista com algumas práticas e vícios que muitos empreendedorescostumam carregar pela vida, mas que fazem mal, diminuem a produtividade e impedem a chegada do sucesso e do contentamento pessoal. Veja 12 delas a seguir:


1. Rede social durante o trabalho

As plataformas de mídia social são a principal causa da procrastinação. Perder-se entre posts do Facebook pode até ser divertido, mas também muito pouco produtivo. O conselho de Dessi é: evite entrar em Facebook, Instagram, Twitter e outras plataformas sociais enquanto estiver trabalhando. “Desligue também as notificações do celular. Você pode checar o Snapchat quando tiver tempo livre”, diz.

2. Nem tudo tem a ver com você
“O seu chefe não está conspirando para te demitir, a recepcionista também não está rindo por causa da sua gravata. Eles estão pensando sobre si mesmos e seus problemas. Não sobre você”, afirma Dessi. Para o colunista, é essencial abandonar pensamentos egocêntricos para ser mais feliz e focar melhor naquilo que importa.

3. Não seja multitarefa
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, mostra um resultado bastante surpreendente: apenas 2% das pessoas pode, de fato, realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo. De acordo com a pesquisa, o cérebro dos chamados “supertasking” é diferente dos outros 98% da população. “Então, se você não faz parte desse grupo, não tente ser [um supertasking]. Quando quiser eliminar algo da sua lista de coisas para fazer, feche todo browser aplicativo na sua tela, com exceção daquele que você precisa para realizar a tarefa”, diz Dessi.

4. Nada de comparações
Não é possível ganhar o jogo das comparações. “Sempre haverá alguém mais inteligente, mais bonito, mais rico e [aparentemente] mais feliz que você”, afirma o colunista. O empreendedor deve ser capaz de focar em si mesmo, em seus objetivos, saúde e estado de espírito.

5. Acabe com as reclamações
O fato, segundo Dessi, é que não vale a pena ficar reclamando por todos os cantos. “Fique atento às palavras que saem da sua boca. Elas irão afetar você e as pessoas ao seu redor”, afirma. De acordo com ele, quanto mais coisas boas são ditas, mais coisas boas acontecem. O empreendedor deve ser otimista.

6. Não perca tempo com pessoas negativas
“Se elas não amam e apoiam você, tire-as da sua vida”, afirma Dessi. A ideia aqui, contudo, não é buscar o confronto, mas, sim, deixar de estar disponível. “Nem todas irão notar. Elas estão muito focadas em si mesmas.”

7. Livre-se de reuniões longas e desnecessárias
Menos reuniões significa mais produtividade. “Marque a reunião, fale o que precisa falar e vá fazer o que precisa fazer”, diz Dessi. Reuniões precisam ser produtivas. A dica do colunista é criar uma ata para cada encontro com os tópicos que precisam ser abordados. Enquanto você checa os assuntos, peça aos funcionários que digam em que tarefa estão trabalhando e o que já concluíram. “Funciona melhor e você reduzirá o tempo gasto em reuniões pela metade.”

8. Pare de dizer “sim” a tudo
Muitos empreendedores acham que 24 horas não é tempo o suficiente para resolver tudo o que necessário no dia. Dessi discorda. “Você tem tempo o suficiente, mas você gasta ele fazendo as coisas erradas.” O conselho é parar de dizer “sim” a tudo e abraçar o “não”. “Ame o ‘não’. Esta deve ser a sua palavra para 2017.”

9. Largue o hábito da autossabotagem
Muitos empreendedores vivem ouvindo aquela voz na cabeça que diz “você não é bom o suficiente” ou “você nunca conseguirá”. Dessi diz que é preciso largar esse hábito e estimular outro, que mantenha você produtivo. A autossabotagem não leva a nada, enquanto trabalhar, se exercitar e fazer coisas boas à sociedade pode tornar você mais feliz, completo e bem-sucedido.

10. Não se gabe de metas que ainda não foram cumpridas
Uma palestra do TED feita pelo empreendedor Derek Sivers explica o fenômeno: quando alguém anuncia para o mundo quais objetivos quer alcançar, o cérebro entende que esses objetivos já foram alcançados. Isso significa menos esforço e foco. Assista aqui.

11. Pare de se obcecar com fim do mundo
Algum ceticismo é sempre bom, mas o pessimista não muda o mundo, não motiva as pessoas nem tem ideias inovadoras. “O pessimismo só faz com que as pessoas ao redor do pessimista fiquem para baixo.”

12. Cuide do que está sob seu controle
No empreendedorismo há uma porção de variáveis que estão fora do controle do dono de um negócio. Por isso, não adianta passar noites acordado e preocupado com o que não é possível resolver. Para Dessi, isso é um desperdício de tempo, energia e recursos. “Você pode controlar o que você come, o que você pensa e o que você faz. Foque em você mesmo.”

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/01/12-habitos-para-eliminar-da-sua-vida-e-alcancar-o-sucesso-em-2017.html

Pontualidade demonstra respeito e diferencia profissional

Por Daniela do Lago

A falta de pontualidade é uma característica do povo brasileiro bastante conhecida, o que pode dificultar a vida profissional e restringir possibilidades de carreira e sucesso nas organizações.

Essa é uma competência fundamental no mundo corporativo, uma vez que os funcionários representam não somente a própria imagem, mas também a da empresa onde trabalham. Vou além, podemos até considerar que a pontualidade é uma forma de mostrar respeito e consideração com o próximo. Se você costuma se atrasar, não só para compromissos, mas em prazos firmados, sinal que alguma coisa está errada e que está vivendo sem um planejamento adequado.

Desculpas como: “Foi o trânsito”, “A reunião anterior atrasou” ou “O computador deu problema” já não colam mais e ainda pegam super mal, afinal, estes acontecimentos já não são tão imprevistos assim e para um compromisso ou meta fixada deve-se sempre trabalhar com uma margem segura de tempo. Alguns “minutinhos” de atraso e você pode colocar muita coisa a perder.

A perda a que me refiro começa pelo desgaste da imagem, portanto, se o atraso ou o não comparecimento for inevitável, é importante justificar a tempo – antes que a pessoa possa formar uma opinião negativa a seu respeito. Sendo pontual, você estará sendo respeitoso com um tempo que não é só seu, mas também da outra pessoa.

Todo e qualquer atraso gera desconforto e irrita quem espera, principalmente quando ocorrido com frequência. O atraso gera consequências desagradáveis, além de desconfiança e falta de credibilidade. Por melhor que seja o profissional, o defeito de se atrasar sempre pode acarretar em obstáculos em sua ascensão e ofuscar o brilho de seus resultados na empresa.

Pontualidade em diferentes contextos:

Social: Se alguém te convida para uma festa que começa às 21h, provavelmente você chegará mais tarde que o horário informado no convite, pois se chegar pontualmente talvez não encontre ninguém na festa. No entanto, não podemos confundir nossa cultura em eventos sociais com compromissos e prazos profissionais.

Entrevistas de emprego: Tanto o entrevistador quanto o entrevistado devem manter o senso no cumprimento do horário estabelecido e agendado. Se, por algum lapso, ocorrer um atraso por parte do entrevistado, existe o risco de perder um grande negócio ou uma ótima oportunidade. Não tendo como evitar o atraso, o certo é telefonar para a empresa o quanto antes, dando explicações sobre o motivo do atraso, sem a necessidade de narrar os fatos nos mínimos detalhes. Depois, pessoalmente, peça desculpas e se justifique, sem pormenores ou detalhes minuciosos que podem ser interpretados como mentira ou desculpa esfarrapada.

Para o entrevistador a premissa é a mesma, se agendou horário com alguém, esteja pelo menos 10 minutos antes e se prepare para entrevista. Vejo candidatos ansiosos para entrevista de trabalho e que, muitas vezes, ficam esperando horas o responsável atendê-lo. Bem desagradável!

Por parte do chefe: Os líderes devem dar bons exemplos, mantendo sempre a pontualidade para que os colaboradores possam fazer o mesmo com conduta e disciplina. O chefe, muitas vezes, não percebe quando um funcionário se antecede em relação ao horário de trabalho, mas no caso de um atraso, este incidente certamente não passará despercebido.

Na empresa: Você é responsável por realizar um trabalho dentro de certo limite de tempo. Convém administrar o tempo sabendo quais são as urgências e as prioridades para agilizar ou encaminhar o serviço da forma mais rápida possível.

É importante ficar atento e respeitar os horários de entrada, de almoço e de saída da organização, agindo de forma consciente e honesta para que nenhuma das partes se sinta prejudicada.

Ser pontual é uma questão de responsabilidade e profissionalismo. Cabe a cada funcionário agir corretamente, tendo plena consciência de seus atos, deveres e horários a serem cumpridos

Fonte: UOL
Link: https://empregocerto.uol.com.br/info/dicas/2011/02/18/pontualidade-demonstra-respeito-e-diferencia-profissional.html#rmcl

Mercado financeiro reduz projeção da inflação

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação e para o crescimento da economia este ano. Segundo o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com base em estimativas de instituições financeiras, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,90% para 3,71% este ano. Para 2018, a estimativa caiu de 4,40% para 4,37%.

A revisão na projeção ocorreu após a divulgação do IPCA de maio na semana passada. O IPCA chegou a 0,31%, em maio, a menor taxa para o mês desde 2007 (0,28%). Para junho, o mercado financeiro espera por estabilidade dos preços para os consumidores. A projeção anterior era que o índice ficaria em 0,20%, no mês.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, caiu de 0,50% para 0,41% em 2017. Para o próximo ano, a projeção de crescimento da economia passou de 2,40% para 2,30%.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 3,30 ao final deste ano e em R$ 3,40 no fim de 2018.

Fonte: Ag Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-06/mercado-financeiro-reduz-projecao-da-inflacao-de-390-para-371-este-ano

As 10 profissões mais bem pagas que não exigem diploma

Mesmo sem um diploma do ensino superior, há profissões que oferecem salários interessantes, com média salarial mensal de até R$ 5 mil. É o que mostra levantamento do site de empregos Catho, que listou os dez cargos mais bem remunerados e que não exigem formação superior. No topo do ranking está o técnico de petróleo.

O diploma técnico é capaz de preparar profissionais para exercer determinadas atividades que tiveram um crescimento importante nos últimos anos e passaram a oferecer remunerações mais atraentes — afirma Murilo Cavellucci, diretor de gente e gestão da Catho.

Confira as dez profissões mais bem pagas e as médias salariais mensais:

Técnico de Petróleo – R$ 5.406

Ferramenteiro de Corte e Repuxo – R$ 4.662,50

Técnico Sucroalcooleiro – R$ 4.273,50

Técnico em Inspeção de Equipamentos – R$ 4.127,80

Inspetor de Qualidade de Instrumentos – R$ 3.979,10

Técnico em Obras – R$ 3.940

Ferramenteiro de Manutenção – R$ 3.892,50

Ferramenteiro de Moldes Plásticos – R$ 3.886,70

Técnico de Planejamento – R$ 3.813,20

10ª Projetista Mecânico – R$ 3.810,60

FOnte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2016/07/10-profissoes-mais-bem-pagas-que-nao-exigem-diploma.html

Por que este professor quer que você demita o seu coach

São Paulo — Olhe bem para o espelho, respire fundo e repita para si mesmo em voz alta: o 1º passo para o sucesso é… esquecer a autoajuda. O 2º passo é demitir o seu coach. Pelo menos se você for convencido pelas ideias de Svend Brinkmann, professor da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Autor do livro “Stand Firm: Resisting the Self-Improvement Craze” (em tradução livre, “Fique firme: Resistindo à mania do autodesenvolvimento”), ele é crítico ferrenho da psicologia positiva e da crença de que a felicidade é uma escolha.

Em entrevista por telefone a EXAME.com, o filósofo dinamarquês afirma que parte da indústria da autoajuda só contribui para reforçar o problema que ela própria diz combater: a infelicidade causada pelo individualismo e pelo desinteresse em soluções coletivas.

Brinkmann faz um diagnóstico parecido sobre o efeito do coaching para o mundo do trabalho. “O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores”, explica.

A seguir, confira os principais trechos da conversa com o professor, em que ele fala sobre as relações entre produtividade, sucesso e ética — e dá um conselho para os brasileiros enfrentarem a situação amarga do mercado de trabalho sem cair em “discursos motivacionais baratos”:

EXAME.com – O que há de errado com a autoajuda?

Svend Brinkmann – Na verdade, o problema não é a autoajuda em si. Não nego que livros desse tipo podem ajudar certas pessoas, até porque também há bons títulos dentro desse gênero. Ainda assim, no geral, essas obras só reforçam o problema que supostamente deu origem a elas.

Incutem a ideia de que felicidade é uma escolha individual, algo que “só depende de você”. E quando as pessoas fracassam — o que acontece com qualquer ser humano — elas se enxergam como as únicas responsáveis pela própria derrota. Elas se sentem culpadas por algo que não estava sob seu controle.

A autoajuda é um sintoma de um outro problema, subterrâneo, mais grave, que é o individualismo. As pessoas se sentem desligadas umas das outras, completamente sozinhas, quando acreditam que podem atingir seus objetivos de vida, por conta própria, se seguirem “7 passos para a felicidade” ou algo parecido.

Livros com “receitas” como essa frequentemente viram best-sellers. Por quê?

Todo mundo deseja ser feliz, fazer fortuna, ter muitos amigos, construir uma carreira incrível. Apresentar esse objetivo como algo que depende só de você, como indivíduo, é algo muito atraente. A ideia se popularizou tanto que podemos dizer que está presente em tudo, inclusive na forma como as pessoas entendem o desenvolvimento das suas competências no trabalho. Aprenda: Como construir uma carreira à prova de crise

Numa era de incertezas como esta que vivemos, as pessoas se viram cada vez mais para dentro de si mesmas para tentar ter sucesso. A indústria da autoajuda ofereceu ferramentas a elas nesse sentido. Antes, não havia essa ideia de que era sua responsabilidade ser feliz. Era algo mais diluído em práticas culturais. Agora virou uma questão individual.

Qual é a origem desse fenômeno?

Os primeiros livros de autoajuda foram lançados na metade do século 20. Um dos exemplos mais famosos é “O poder do pensamento positivo”, lançado em 1952 pelo [pastor norte-americano] Norman Vincent Peale.

Uma curiosidade é que Peale foi o sacerdote da família de Donald Trump desde quando ele era criança, em Manhattan, e chegou a conduzir sua cerimônia de casamento [com a primeira esposa, Ivana]. Trump já citou “O poder do pensamento positivo” como um livro bastante inspirador para ele.

O livro de Peale fala sobre como você pode conseguir o que quiser se tiver pensamentos positivos. E veja o que aconteceu com Donald Trump! É um perigo. Eu pessoalmente sou bastante cético com relação a Trump e, assim, temo que essas técnicas sejam usadas para fins problemáticos.

Como essas técnicas aparecem no mundo do trabalho?

O mundo do trabalho se tornou muito psicologizado. Não são apenas as minhas competências que preciso desenvolver, mas também a minha personalidade, os meus sentimentos mais íntimos. Para ser um bom profissional hoje, preciso fazer cursos de desenvolvimento pessoal, coaching e por aí vai.

O empregador não pede apenas para o funcionário vender o seu tempo por uma certa quantia de dinheiro, mas também vender a si mesmo, a sua personalidade. Se eu me entregar nesse sentido, eu realmente não tenho nada mais que é meu. Esse é o problema.

Que tipo de mentalidade deveria existir, então?

Deveríamos pensar em termos mais coletivos. Não sou contra os objetivos que os livros e cursos de autoajuda pregam. Eu também quero que as pessoas sejam felizes e conquistem seus sonhos! [risos] Mas nós precisamos pensar na forma como tentamos fazer isso.  Precisamos lembrar que os nossos males e tristezas têm uma natureza política. Portanto, os desafios precisam ser resolvidos de forma social, e não só individual.

Quando seguem o discurso do autodesenvolvimento, as pessoas tentam ser versões melhores de si mesmas, mas esquecem que também são responsáveis pelas demais. Vivemos numa sociedade que não dirige a sua atenção às necessidades dos outros. A alternativa à autoajuda, a “antiautoajuda”, seria ajudar o outro em vez de ajudar a si mesmo.

O autodesenvolvimento – isto é, estar interessado no próprio aperfeiçoamento pessoal e profissional – exclui a possibilidade de cuidar das outras pessoas?

Não, em princípio não. Teoricamente é possível ter um foco no seu próprio desenvolvimento sem deixar de pensar nos demais. Mas, na prática, essa atenção que você dirige a si mesmo, por meio da autoajuda, dificulta o pensamento nos outros.

Muita gente diz que você precisa primeiro amar a si mesmo para então amar o outro. Elas citam aquela instrução que recebemos em viagens aéreas: em caso de despressurização, coloque a máscara de oxigênio antes em você, e só então ajude a pessoa ao seu lado. Para mim isso está completamente errado. Não no sentido literal do avião, claro! Mas, na vida, precisamos estar lá para o outro, incondicionalmente, e não pensar antes em nós mesmos.

Para aproveitar a metáfora, imagine que a humanidade é um avião em queda livre. Hoje, as pessoas só estão preocupadas em respirar nas suas máscaras de oxigênio. Estamos chamando isso de autoajuda, “mindfulness”, e por aí vai. Ocorre que ninguém se levanta para checar que se há algum piloto na cabine, tentando salvar o avião. Se fizessem isso, descobririam que a cabine está vazia.

O que deveríamos fazer? Assumir o controle da cabine e tentar salvar o avião da queda. O que estamos fazendo? Estamos concentrados em respirar nas nossas máscaras individuais. O que quero dizer com essa imagem é que estamos numa sociedade desestruturada, que está enfrentando muitas crises, como um avião caindo. E nós somos esses passageiros que ficam sentados em suas poltronas, concentrados na sua própria felicidade e no seu próprio sucesso, nas suas máscaras de oxigênio.

Deveríamos sair dos nossos lugares e buscar uma solução sistêmica se quisermos salvar o avião, ou o mundo, do desastre. Não vamos melhorar o mundo se apenas melhorarmos nós mesmos. Precisamos agir juntos.

O mundo de trabalho está cada vez mais competitivo. Não seremos menos produtivos se tirarmos o foco do autodesenvolvimento?

Todos nós queremos ter um emprego e contribuir para o progresso. Não há nenhum problema em ser produtivo, em adquirir novas competências para trabalhar melhor. O problema é que o discurso sobre maximizar a produtividade tem uma consequência paradoxal. Ele deixa as pessoas cansadas e tristes, o que as torna menos criativas e menos eficientes.

Seres humanos fazem um bom trabalho quando se sentem seguros, quando sentem que podem confiar nos seus chefes, nos seus colegas. A economia moderna, a economia do conhecimento, precisa de pessoas que tenham coragem de desenvolver novos produtos e novas ideias. Todo mundo sabe disso. Mas o sistema que temos não tem dado sustentação a esse fato.

Talvez seja uma herança da velha sociedade industrial, por exemplo, que os empregadores ainda falem de seus funcionários como “recursos humanos”. Como se pessoas fossem recursos comparáveis a carvão ou petróleo. Coisas que se deve explorar, usar, otimizar.

Em primeiro lugar, isso é antiético, pessoas não são recursos, são seres humanos, com dignidade e direitos, elas não são coisas. Em segundo lugar, não é produtivo. Na vida moderna, precisamos trabalhar em equipe, com autonomia, com horários flexíveis. O modelo de trabalho mudou, exige mais liberdade. As pessoas precisam ser tratadas como pessoas, não como recursos humanos.

Na Dinamarca e em muitos países, há estatísticas assustadoras sobre a quantidade de profissionais com depressão, ansiedade, estafa por causa dos seus empregos. Esse tipo de coisa não poderia existir em um mundo civilizado. Nós deveríamos conseguir trabalhar sem passar por esses problemas. Você se identifica? 8 sinais de que você pode estar com depressão

Qual é a sua definição de sucesso?

De forma simplificada, ter sucesso é ser capaz de cumprir as suas obrigações. Algumas delas são comuns a todos os seres humanos, algumas são específicas de cada um de nós. Não acho uma boa ideia falar sobre sucesso sem falar em compromissos e obrigações.

Se você perguntar para um coach como Tony Robbins, um dos mais famosos do mundo, ele dirá que sucesso é fazer o que você quer, quando você quer, onde você quer, com quem você quer. Eu questiono isso. E se o que eu quero não for digno? E se o que eu quero for prejudicial para os outros? Se esse for o caso, eu serei realmente bem-sucedido se conseguir o que quero?

Acho que não. Eu preciso ter um objetivo digno. Mas, para saber o que é um objetivo digno, preciso fazer uma avaliação ética da minha vida. Não posso definir sucesso sem ética. Ter sucesso é conseguir fazer muito bem o que eu preciso fazer.

O título de um dos capítulos do seu livro é “Demita o seu coach”. Por que o coaching é algo descartável na sua opinião?

O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores. Talvez o coaching faça algumas pessoas pensarem nesses termos e por isso é potencialmente perigoso.

Além disso, o coach muitas vezes age como um mero espelho seu. Ele fará você olhar ainda mais para si mesmo. No fundo, ele só reforça o individualismo, só cria um ciclo de autorreflexão perpétuo. Não precisamos de mais insights sobre nós mesmos. Precisamos olhar para fora.

Qual é o seu conselho para os brasileiros, que atualmente estão sofrendo com a alta nos índices de desemprego e a escassez de oportunidades em meio à crise?

É importante estar atento para não cair em discursos motivacionais baratos. Quando a economia de um país vai mal, é quase constrangedor ouvir alguém dizendo frases como: “Basta que você esteja motivado para ter sucesso”.

O título original do meu livro, em inglês, é “Stand firm” [“Fique firme”, em português]. Mas para um país que está enfrentando múltiplas crises, como o Brasil, seria importante acrescentar a palavra “juntos” a essa mensagem: “fiquem firmes juntos”.

É importante não transformar a solução em mais um projeto individual. Pensar só em si mesmo é uma tentação muito grande em tempos de crise. Mas eu espero que as pessoas percebam que, a longo prazo, será melhor para todo mundo se buscarem soluções coletivas para os seus problemas.

Fonte: Exame
Link: http://exame.abril.com.br/carreira/por-que-este-professor-quer-que-voce-demita-o-seu-coach/

Como satisfazer um cliente chato e aprender com as críticas dele

Por mais que o objetivo de um empreendedor seja o de fazer com que todos os clientes fiquem satisfeitos, sempre haverá alguém reclamando. Parece que há pessoas que têm prazer em falar mal do atendimento e dos produtos de uma loja – esse é o tipo mais complicado de cliente que existe. O importante é estar preparado para o momento em que alguém coloque defeitos em tudo o que você faz e aprender com as críticas. O colunista Adam Gottlieb, do site The Frugal Entrepreneur, deu algumas dicas para quem precisa lidar com situações problema como essa.

É natural que um empreendedor empenhado em crescer faça o possível para agradar um cliente “mala”. O problema é quando as atitudes para que isso ocorra são impulsivas, com promessas vazias e equivocadas. O primeiro passo é simples: respire. Ficar calmo faz com que você consiga falar tudo o que planejou e passe segurança ao seu ouvinte.

Dizer “obrigado” também é uma boa tática. É comum dizer que o cliente sempre deve ter razão, e clientes ranzinzas adoram ouvir que estão certos. Agradecê-los por ter uma conversa franca e complexa sobre sua empresa é uma oportunidade para atenuar a tensão e ganhar um pouquinho da confiança deles.

Apesar de ser complicado lidar com esse tipo de cliente, vale lembrar que é fácil vender para uma pessoa legal. No entanto, a melhor hora de ver como está o seu negócio é quando alguém chato entra na sua loja. Outro ponto importante: os “malas” adoram falar. Portanto, se você conseguir deixá-lo alegre, é provável que ele saia por aí fazendo juras de amor à sua empresa. Se você tiver argumentos suficientes para satisfazê-lo, ele pode ser um divulgador do seu trabalho e trazer novos clientes.

Peça para que o seu cliente seja mais específico na crítica. Qual, exatamente, é o problema? O atendimento? A entrega? O produto? Pode ser que a reclamação seja vaga e você consiga mostrar ao cliente que ele deve ser mais tolerante. Caso a crítica seja procedente, você tem a oportunidade de corrigir os erros. Não se esqueça de agradecer – por conta de uma reclamação, você não vai cometer esse deslize novamente.

Em suma, não dá fugir dos clientes ranzinzas. No entanto, seja otimista: eles podem mostrar a você o que está errado no seu negócio e te motivar a melhorar e crescer.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2015/01/como-satisfazer-um-cliente-chato-e-aprender-com-criticas-dele.html

3 maneiras de calcular o valor de uma empresa

Criada para atender à indústria moveleira do sul do país, a Farben conquistou grandes clientes em diferentes re­giões. Em 2010, suas receitas foram de 139 milhões de reais, um crescimen­to de 90% em relação a 2006. Nesse período, Zanatta adquiriu novas fábricas e dobrou a capacidade de produção, que chega a 4 milhões de litros de tinta ao mês.

Agora, para manter o ritmo de expansão de 15% ao ano até 2015, como planeja Zanatta, será necessário aumentar a atuação em outros setores. Um dos objetivos é conquistar mais clientes entre oficinas mecânicas, concessionárias e revendedores de tintas automotivas — um mercado em franca expansão.

“No Brasil, nunca foram vendidos tantos carros zero-quilômetro como nos últimos dois anos”, diz Zanatta. A frota aumentou muito e isso deve impulsionar o mercado de consertos. “Eu quero que esses reparos sejam feitos com a nossa tinta”, diz ele.

Mostrar a esses novos clientes e também aos fornecedores como está a saúde financeira da Farben foi um dos motivos que levaram Zanatta a aceitar o convite de Exame PME para participar desta reportagem, submetendo a empresa a uma avaliação feita pela Master Minds, empresa paulista que faz gestão de fundos e assessora negócios em processos de fusões e aquisições.

Zanatta não tem interesse em vender sua empresa, mas acredita que passar por um processo de avaliação, em que seus dados serão analisados de forma crítica e suas expectativas de crescimento confrontadas com a realidade do mercado, o ajudará a enxergar melhor o próprio negócio. Ele tem razão.


“Num processo de avaliação, muitas variáveis são analisadas ao mesmo tempo e o empreendedor consegue ver com clareza quais delas ajudam a aumentar ou diminuir o valor de seu negócio”, diz Juliano Graff, sócio da Master Minds. Acompanhe abaixo os aspectos mais importantes do processo de avaliação da Farben de acordo com três das metodologias mais utilizadas.

Método 1- Fluxo de caixa descontado

Valor da Farben: 105 milhões de reais

Uma das metodologias mais utilizadas para avaliar pequenos e médios negócios, o fluxo de caixa descontado analisa a capacidade da empresa de gerar riqueza no futuro, num horizonte mínimo de cinco anos. “Quanto maior o potencial de crescimento, maior o valor da empresa”, diz Graff.

No fluxo de caixa descontado, os ativos fixos e o passado da empresa são apenas o ponto de partida — o que importa mesmo é o futuro. Por isso, Graff e sua equipe debruçaram-se sobre o planejamento estratégico da Farben e suas projeções de crescimento até 2015.

Entre os fatores que ajudam a compor o valor de uma empresa pelo fluxo de caixa descontado, o mais importante é sua capacidade de geração de caixa, o chamado Ebtida (lucro antes de descontar os juros, os impostos sobre lucro, a depreciação e a amortização).

Se a Farben conseguir realizar todas as ações previstas em quatro anos — o que inclui expandir as vendas da linha automotiva, de maior rentabilidade —, sua geração de caixa será de 20 milhões de reais, 74% maior que em 2011.

Esse valor é a base para estimar quanto a empresa estará maior lá na frente. Mas, até chegar ao valor final, é preciso considerar uma série de outras variáveis, como carteira de clientes, rede de distribuição, qualidade da gestão da empresa.

“Em nenhuma outra metodologia os detalhes da operação são tão relevantes para o resultado final”, diz Graff. Muitos fatores pesaram no cálculo do valor da Farben:

• Nenhum dos clientes da Farben representa sozinho mais de 4% das receitas. “Se perder um cliente de uma hora para outra, a empresa não vai quebrar”, diz Graff. Com isso, também resiste melhor à pressão por descontos e não compromete sua rentabilidade.


• A Farben tem fábrica própria de resina, uma das matérias-primas mais importantes para a produção de tintas. Isso garante ganhos de produtividade e a possibilidade de ter custos menores que os concorrentes.

• Além das vendas recordes de carros, que devem elevar a procura por tintas automotivas nos próximos anos, o aumento de crédito para moradia impulsiona os fabricantes de móveis, hoje os principais clientes da Farben.

• A Farben tem uma rotina contábil organizada e regras de gestão. “Isso facilita a elaboração e o cumprimento de metas”, diz Graff.
Marca, patentes e outros ativos considerados intangíveis também podem ajudar a jogar para cima o valor de uma empresa. Por considerar todas essas variáveis e também os ganhos futuros, a avaliação por fluxo de caixa descontado costuma resultar no maior valor entre todas as metodologias.

A fórmula básica para o fluxo de caixa descontado é a seguinte: primeiramente, é feita uma estatística das receitas e dos custos da empresa para um período determinado — considerando inclusive fatores qualitativos, como a carteira diversificada de clientes.

Do resultado subtrai-se um percentual, conhecido como taxa de desconto, que é o custo para trazer ao presente valores que só seriam obtidos no futuro. A taxa de desconto é calculada por meio de uma fórmula específica e varia de caso para caso.

Método 2 – Avaliação por múltiplos

Valor da Farben: 91 milhões de reais

Nesse tipo de avaliação, o valor de uma empresa é definido por meio de comparações com negócios semelhantes, geralmente listados em bolsa. Para calcular o valor da Farben pela avaliação por múltiplos, a equipe da Master Minds tentou encontrar empresas que fossem semelhantes à de Zanatta.

“O ideal é que as empresas sejam do mesmo setor, tenham portfólio de produtos parecido e atendam o mesmo tipo de cliente”, diz Graff. Como não há no mercado brasileiro fabricantes de tintas com o perfil da Farben e com capital aberto, foi preciso buscar referências no mercado internacional, como a holandesa AkzoNobel, que no Brasil é dona da Tintas Coral, e a americana Sherwin Williams.


Empresas listadas em bolsa têm um valor de mercado conhecido — basta multiplicar o preço da ação pelo número total de ações que compõem seu capital. Atualmente, o valor de mercado da Sherwin Williams, por exemplo, é 9,75 vezes seu Ebtida; o da AkzonNobel, 6,21.

“Podemos concluir que o valor de mercado de uma fabricante de tintas fica entre 6,21 e 9,75 vezes seu Ebtida”, diz Graff. “Em média, 7,98 vezes.”

Assim, na avaliação por múltiplos, a Farben tem um valor 7,98 vezes seu Ebtida, projetado para ser de 11,5 milhões de reais em 2011, o que dá 91 milhões de reais. A realidade de uma empresa do porte da Farben é bem diferente daquela vivida por companhias como Sherwin Williams e AkzoNobel — negócios com escala global.

“A avaliação por múltiplos é muito importante como referência”, diz Graff. “Isoladamente, é muito difícil usar esse tipo de avaliação para pequenas e médias empresas.”

Método 3 – Valor patrimonial

Valor da Farben:  24 milhões de reais

O valor patrimonial contábil de uma empresa, também conhecido como valor de livro, é a soma de todos os seus ativos — como prédios, máquinas, equipamentos, dinheiro e produtos em estoque —, descontadas as dívidas e obrigações financeiras.

“É uma conta simples, com números que constam em balanço”, afirma Graff. Entre imóveis, veículos, produtos em estoque, dinheiro em banco e outros bens, a Farben tem 61 milhões de reais. Suas dívidas e compromissos no longo prazo com fornecedores, funcionários, fisco e outras instituições somam 37 milhões de reais.

Portanto, o valor patrimonial contábil da Farben é 24 milhões de reais. Segundo Graff, o resultado dessa metodologia tende a ser sempre menor do que aqueles calculados por meio do fluxo de caixa descontado ou da avaliação por múltiplos, porque não considera receitas futuras do negócio. “

Trata-se de uma fotografia da empresa”, diz Graff. “É mais utilizada para negociações entre os sócios, na eventual saída de um deles.”

Fonte: Exame
Link: http://exame.abril.com.br/pme/na-ponta-do-lapis/

4 funcionários que dão problema e como lidar com eles

Por mais que uma empresa se esmere para selecionar bons funcionários, a dinâmica de trabalho acaba revelando que nem todos se ajustam bem a sua engrenagem.

Com o tempo, a insatisfação com o trabalho ou a incompatibilidade de gênios aflora, e alguns membros da equipe acabam virando um problema para seus gestores.Se esses problemas forem ignorados, podem piorar. Por isso, é preciso agir logo para evitar grandes danos ao clima da equipe, alerta a advogada Lisa Guerin em um artigo publicado no site da revista Entrepreneur.

Ela identifica quatro tipos de funcionário que causam dores de cabeça e, com a ajuda de empresários que já lidaram com eles, dá conselhos para evitar que o mau comportamento prejudique o desempenho nos negócios.

Solução: antes de contratar um funcionário que deve atuar com atendimento a clientes, teste-o por três meses para saber se sua comunicação com eles é adequada aos parâmetros da empresa. Gignilliat, por exemplo, adotou uma política de “estágio” para avaliar os candidatos antes de contratá-los em definitivo.

2. O desaparecido

Alguns meses após oferecer uma licença para uma funcionária se recuperar de um acidente de carro, o empresário Eric Zuckerman notou que ela estava chegando atrasada, saindo mais cedo e até dando umas escapadas na hora do almoço. Mesmo após algumas conversas para se acertar com ela, o problema não foi resolvido – e ele teve de demiti-la.

Solução: falta de compromisso com horários muitas vezes é o primeiro indício de que um funcionário está com problemas em casa ou insatisfeito com o trabalho. Por isso é fundamental chamá-lo para uma conversa e ouvir qual é seu problema – pode ser uma fase de transição, como um divórcio ou doença de um familiar. Mas, se a questão for o desgosto com o emprego, discuta com ele em que pontos sua função pode ser melhorada ou, em casos extremos, se esse é o trabalho ideal para ele. Lembre-se de que a disciplina com horários só pode ser exigida da equipe se a empresa tiver uma política clara sobre a jornada de trabalho.

3. O rebelde

Randy Cohen, dono da TicketCity, conta que tinha um vendedor brilhante, mas que achava que seu talento o dispensava de seguir as regras da empresa. Por isso, todo dia o empresário tinha de chamar a atenção do jovem e corrigir seu comportamento. Antes disso, ele já havia encontrado problemas com funcionários que dirigiam veículos da empresa em alta velocidade e que haviam sido flagrados bebendo durante o expediente.

Solução: Cohen adotou a política de demitir sem mais delongas os membros da equipe que não querem seguir as regras da empresa. Negligenciar o mau comportamento pode trazer sérios problemas para a companhia, que terá de responder por um acidente de carro causado por negligência de um funcionário enquanto ele está em serviço, por exemplo. Por isso é preciso impor disciplina e investigar a ocorrência de comportamentos de risco assim que eles acontecerem.

4. O língua de trapo

Funcionários que adoram falar mal da empresa e de seus chefes para os colegas de trabalho – e até para clientes – acabam minando o clima na empresa. Randy Cohen descobriu um funcionário que fazia isso. Ele foi demitido, e Cohen diz que não voltará a ser tão tolerante com quem quer azedar as relações no trabalho. “Uma pessoa assim destrói a moral da empresa”, afirma.

Solução: ter uma franca discussão com o funcionário que envenena o clima. Mas nada de focar em características pessoais – acusando a pessoa de ser irresponsável e negativa, por exemplo. É preciso dizer qual é o problema, por que a atitude do funcionário precisa mudar e oferecer opções para ele resolver o que o incomoda.

Fonte PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/Gestao-de-Pessoas/noticia/2014/07/4-tipos-de-funcionario-que-dao-problema-e-como-lidar-com-eles.html

3 conselhos para salvar sua empresa da falência

Montar um empreendimento e lidar com todos os revezes que podem aparecer no caminho requer sangue frio e muita paciência. Em meio a dificuldades financeiras, é preciso manter a calma para pensar de modo estratégico e não deixar o desespero tomar conta de suas decisões.

Pensando nos tempos difíceis, três grandes empreendedoras deram conselhos para recuperar-se de uma crise em um artigo elaborado pelo pessoal da Levo League. As dicas podem cair como luvas para quem está passando por um momento difícil e precisa encontrar uma solução para o próprio empreendimento.

Seja flexível

Ter flexibilidade para mexer nas margens de lucro foi o conselho dado pela designer de moda Rebecca Minkoff. Ao portal Levo, ela contou que quando a crise se agravou, foi preciso reduzir os preços em cerca de 25% para manter a empresa aberta. O corte significou uma série de sacrifícios para o negócio, mas foi necessário fazer isso porque os consumidores não tinham como arcar com preços elevados naquele momento.

O sacrifício valeu a pena, pois a empresa encontrou espaço para crescer. Levou tempo para que a equipe entendesse que o ajuste para preços mais em conta seria a chave para um grande crescimento. Nas últimas temporadas de liquidação dos shoppings de São Paulo, foi possível encontrar jaquetas de grife – antes vendidas por mais de R$ 700 – por R$ 250. Com uma redução tão significativa, o consumidor percebe logo de cara que o lojista estava jogando as margens de lucro nas alturas nos tempos de vacas gordas. Isso afeta a credibilidade da marca junto ao público. Analise seu empreendimento e faça os cortes necessários. Aceitar uma margem de lucro mais modesta neste momento pode te abrir caminhos, assim como aconteceu com Rebecca.

Busque aconselhamento

Não pense que nós temos todas as respostas prontas o tempo todo. Se você estiver sentindo-se encurralada e sem saber o que fazer, não tente dar conta de tudo sozinha, é o momento de pedir ajuda. Jesse Draper, criadora do The Valley Girl Show, comentou ao portal Levo que nos períodos em que sentia-se frustrada, ela buscava o apoio de conselheiros e amigos para compartilhar os problemas.

Além disso, é importante ter a presença de uma pessoa que te ajude como mentora ou mentor. A mentoria pode ser a saída para encontrar soluções que parecem impossíveis. Quando não dividimos nossas dificuldades, fica complicado encontrar novas perspectivas diante de situações críticas.

Relembre a sua paixão 

Se o que está te fazendo desistir é o desânimo, é hora de relembrar os seus primeiros passos como empreendedora. Lembre-se do quanto você deu duro para fazer este empreendimento funcionar e a paixão que você tinha quando tomou a decisão de ser empreendedora. Para Jamie Rutenberg, COO do Charm & Chain, a chave é encontrar aquilo que te motiva para atravessar tempos difíceis. Ela acredita que coisas incríveis surgem depois de atravessar dificuldades. Como aprendemos desde cedo, “depois da tempestade, vem a bonança”.

Colocar as situações em perspectiva é um modo de sacudir todo o desânimo que possa estar te prejudicando. Em algumas situações, encerrar a empresa e pensar em outro caminho é a saída mais viável. Mas só opte por este caminho se você já tiver tentado todas as possibilidades para salvar seu empreendimento.

Fonte: UOL
Link: http://financasfemininas.uol.com.br/3-conselhos-para-salvar-sua-empresa-da-falencia/

25 regras de etiqueta moderna

Etiqueta é quando você se comporta melhor do que o mínimo necessário.

Infelizmente, muita gente considera que seguir normas de etiqueta é algo fora de moda, e tem a sensação de que obedecer a tais regras é coisa de gente arrogante e fútil. Mas não é bem assim.

Na verdade, os fundamentos da etiqueta são muito simples. É questão de se expressar usando palavras agradáveis, ser cordial, ter boa apresentação pessoal e habilidade para não se deixar levar pelas emoções.

Incrível.club traz a você algumas regras modernas de etiqueta que todos os que têm respeito pelos outros e por si mesmo deveriam conhecer.

  • Se você diz a frase ’Você é meu convidado’, quer dizer que você vai pagar a conta. Outra maneira de dizer seria: ’O que você acha de irmos a um restaurante?’. Neste caso, cada um paga sua parte. Só se uma das pessoas se oferecer para pagar tudo, aí sim, a outra pode aceitar.
  • Nunca visite alguém sem avisar antes. Se alguém chega em sua casa sem prévio aviso, é porque não se importa que você o receba vestindo as roupas que usa quando está sozinho. Uma dama britânica disse uma vez que, se chegam visitas inesperadas a sua casa, ela rapidamente pega o chapéu e o guarda-chuva. Caso a pessoa que acaba de chegar for do seu agrado, ela diz: ’Ah, que bom, eu também acabei de chegar!’. Mas se a visita é de alguém inoportuno, ela diz: ’É uma pena que eu precise sair’.
  • Nunca deixe seu smartphone sobre a mesa em lugares públicos. Do contrário, você estará mostrando a importância que aquele aparelho tem em sua vida e o pouco que se interessa pelo o que acontece ao seu redor. Além disso, seu interlocutor pode entender que você está só esperando o momento preciso para checar seu perfil no Instagram (por exemplo), para atender uma ligação, enfim, para terminar aquela conversa, que não é interessante para você. Isso depõe contra você.
  • Nunca, nunca convide alguém para um jantar romântico se depois for falar com ela só por mensagens de texto. Nunca.
  • O homem não precisa carregar a bolsa da mulher. E o homem só precisa carregar o casaco da mulher para deixá-lo na chapelaria ou no guarda-roupas.
  • Se você está passeando com alguém e ele ou ela cumprimenta uma pessoa que você não conhece, você deve fazer o mesmo.
  • Muitos pensam que sushi só pode ser consumido com os palitinhos chamados de hashi. Mas isso nem sempre é regra. Caso se sinta mais confortável, solicite os talheres com os quais você está acostumado.
  • Calçados devem estar SEMPRE limpos.
  • Não tenha conversas vazias por telefone. Por outro lado, se você precisa falar sobre algo muito sério, o melhor é encontrar-se pessoalmente, ou fazer uma chamada com vídeo em um lugar privado.
  • Se o ofenderam, não vale a pena responder com um palavrão ou com um gesto agressivo, muito menos levantar a mão a quem o ofende. Não se rebaixe ao mesmo nível. Sorria e, cordialmente, retire-se da presença da pessoa.
  • Segundo a tradição, ao andar pela rua, o homem deve ficar ao lado esquerdo da mulher.
  • Os motoristas não podem esquecer que molhar os pedestres ao passar com o carro em uma poça d’água é a pior de todas as faltas de respeito.
  • Se não tem intimidade com seu interlocutor, não é prudente falar sobre: idade, riqueza, problemas domésticos, religião, política, relações amorosas, presentes e procedimentos médicos.
  • Ao chegar ao cinema, teatro ou show, a forma correta de chegar aos lugares reservados é ficando de frente com que está sentado.
  • Um homem nunca deve tocar numa mulher sem seu consentimento, nem segurar sua mão, nem se aproximar demais durante uma conversa. Não se deve segurá-la pelo braço, a não ser, é claro, se precisar ajudá-la a subir em um meio de transporte ou em outra situação parecida.
  • Se alguém tenta dirigir-se a você de maneira inadequada, usando algo como ’Ei, você’, não vale a pena atendê-lo. Também não vale a pena querer educar os outros, muito menos num encontro breve. O melhor é dar o exemplo.
  • A regra de ouro para usar perfumes é a moderação. Se, ao cair da tarde, você ainda sente o aroma do seu perfume, deve saber que as outras pessoas tiveram que aguentá-lo. E certamente não gostam tanto disso quanto você.
  • Um homem educado nunca deixará de tratar uma mulher com o devido respeito.
  • Na presença de outras pessoas, só fume se todos afirmarem que não se incomodam. Aliás, se possível, não fume nunca mais.
  • Seja quem você for, ao entrar em um recinto, cumprimente primeiro.
  • Permita que as mensagens pessoais continuem sendo pessoais: pais não devem ler a correspondência dos filhos, nem o marido, a correspondência da esposa, e assim sucessivamente. Ler mensagens alheias é uma grande intromissão no espaço pessoal do outro.
  • Não seja uma vítima da moda. É melhor sentir-se bem, ainda que não esteja usando o último lançamento das passarelas. Moda sem estilo nem propriedade não vale de nada.
  • Depois pedir perdão e de ser perdoado, não vale a pena voltar ao assunto e pedir perdão de novo. Não repetir o erro é suficiente.
  • Rir exageradamente, falar muito alto e encarar as pessoas podem ser interpretados como atitudes ofensivas.
  • Não esqueça de agradecer os seus amigos, familiares e pessoas próximas. Agradeça-os, por exemplo, por suas boas ações e pela disposição que eles demonstram para lhe ajudar. Expressar gratidão é um ato de pessoas educadas e sensíveis.

Fonte: Incrível
Link: https://incrivel.club/admiracao-curiosidades/25-regras-modernas-de-etiqueta-72205/

Ser eficiente ou ser eficaz?

Por Rogério Novaes Arantes*

Em um mundo tão competitivo e globalizado que vivemos, não dá pra negar que a pressão por resultados lucros e visibilidade acabou por levar muitos empresários, executivos e gestores a uma verdadeira guerra de estratégias para se alcançar maiores índices de eficiência e eficácia. Mas será que sabemos o que significa cada um destes objetivos? Será que um é mais importante que o outro? Os dois têm pesos e medidas iguais? Para responder estas perguntas, primeiro devemos saber seus significados e aplicações, veja abaixo:

Eficiência: Preocupa-se com os meios. Procura-se fazer bem-feito e corretamente o trabalho. Tem foco no método de trabalho.

Eficácia: Foco na aplicação correta do trabalho e no resultado final. É relacionado com a satisfação das necessidades do cliente ou grupos de produtos, serviços ou pessoas. Busca-se o sucesso do trabalho.

Se eficiência é a busca por melhores métodos e procedimentos para atingirmos um objetivo e eficácia é o resultado alcançado com foco na satisfação, fica claro que os dois processos são importantíssimos para qualquer empresa ou pessoa. Portanto, devemos criar estratégias de ação, planejar passo a passo e analisar nossos processos de atuação e o modo que estamos fazendo as coisas para asseguramos a eficiência e a eficácia em nossas vidas.

Sempre digo aos meus clientes que o maior bem de sua empresa é as pessoas, pois são elas que vão ditar o ritmo e a história de sua empresa. Valorizar o capital humano é o grande desafio dos gestores do futuro. Saber otimizar a capacidade produtiva das pessoas a partir dos desenvolvimentos de competências e criar mecanismos de integração entre o processo produtivo e a equipe é sem dúvida o caminho mais assertivo para se alcançar a aficiência e eficácia nos negócios ou em nossas vidas.

Segundo Abraham Maslow (psicólogo americano, conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow e ícone da administração moderna) ”todo ser humano almeja a realização pessoal. Ela só ocorre se a pessoa está motivada e se sentir pertencente a algo importante. Vale lembrar que a motivação é intrínseca, ou seja, ninguém consegue motivar alguém, mas sim, estimular.”

O papel do gestor ou líder é oferecer meios e caminhos para estimular, motivar e, ao mesmo tempo, dar sentido aos desafios oferecidos a sua equipe. Ser eficiente e eficaz não pode ser apenas mais uma frase ou norma da empresa, exposta na parede ou na cartilha de treinamento. Atitude faz a diferença!

* Rogerio Novaes Arantes é publicitário, professor, consultor em marketing e palestrante. Procura ter uma visão perspicaz de tudo e capacitar o comportamento humano das pessoas.
Fonte: http://www.professornovaes.blogspot.com

10 práticas de liderança para conquistar a confiança da equipe

*Texto gentilmente cedido por Jiva Negócios

Se antes o papel das chefias era restrito apenas a delegar ordens, a situação mudou completamente. Hoje as empresas esperam muito mais dos seus líderes, pois eles podem ser agentes multiplicadores da cultura organizacional. Porém, antes de tudo, é necessário conquistar a confiança do time.

Veja dez práticas de liderança para o empreendedor conquistar a confiança da equipe:

01 – Seja transparente. Quando for necessário adotar uma mudança que envolva todos os membros da equipe, faça uma reunião e comunique a informação pessoalmente. Vale sempre mostrar quais são as condições financeiras da empresa e as metas que devem ser atingidas.

02 – Entregue o que prometeu. Faça de tudo para não quebrar promessas e seja franco sobre as possibilidades reais que tem a oferecer à sua equipe. É claro que nem sempre é possível entregar tudo. Caso não seja possível, lembre-se da primeira dica: seja transparente.

03 – Seja convincente. Quando apresentar uma proposta à sua equipe, apresente argumentos que a convençam que a atitude adotada trará resultados positivos a todos. Lembre-se que uma equipe só atinge metas, quando acredita que é possível alcançá-las, mesmo que sejam difíceis.

04 – Saiba escutar. Nas reuniões, além de comunicar informações, abra espaço para as pessoas tirarem dúvidas, apresentarem sugestões quando for o caso. Além de saber expressar suas ideias e apresentá-las, o líder precisa exercitar a prática de escutar.

05 – Dê sempre feedback. Feedback é uma ferramenta essencial a quem deseja ser líder. Nunca deixe a sua equipe sem retorno em relação a alguma solicitação apresentada individualmente ou coletivamente.

06 – Exercite a autocrítica. O feedback também é uma ferramenta importante para que você identifique quais seus pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados. Esteja preparado a ouvir opiniões sobre seu próprio desempenho e mudar se necessário.

07 – Converse com a equipe. Se sua equipe ou um funcionário está dando sinais de uma performance abaixo do esperado pela organização, não deixe que o problema ganhe grandes proporções. Converse individualmente com cada colaborador.

08 – Valorize o trabalho duro. No fim do dia, é essencial valorizar o trabalho de quem se esforçou para entregar um bom resultado. Um “obrigado”, quando sincero e proferido no momento apropriado, pode fortalecer os laços entre chefe e funcionário.

09 – Invista na equipe. Uma boa alternativa é oferecer cursos para os empregados. Tal medida também demonstra que você se importa com o desenvolvimento pessoal e profissional de quem trabalha com você.

10 – Por fim, a liderança deve ser capaz de considerar e avaliar o desempenho do grupo como um todo, sua sinergia no dia a dia da empresa, a cooperação na execução dos projetos, bem como o trabalho em equipe nos momentos de crise.

Fonte:Jiva
Link: http://jiva.com.br/blog/estrategia/10-praticas-de-lideranca-para-o-empreendedor-conquistar-a-confianca-da-equipe/

10 maneiras de encantar teus clientes

Por Mariana Iwakura

Atitude de quem presta um serviço – e não só a técnica – é o que mais “gruda” na memória do cliente. Para criar uma lembrança positiva, o especialista em experiência do consumidor Shep Hyken destaca: é preciso ser mais do que satisfatório. É necessário ser mágico. Durante a 54ª Convenção Anual da International Franchise Association, em Nova Orleans, Hyken elencou dez atitudes para encantar o freguês, garantir a satisfação e, mais do que isso, ganhar um cliente fiel.

1. Saiba qual é o valor do consumidor. Faça com o que o freguês entenda que ele é importante. Para isso, dê aos funcionários a autonomia para “mimar” quem está na loja. Hykon dá um exemplo: se um cliente pede para fazer a cópia de uma chave, mas percebe que esqueceu a carteira depois que o produto já foi concluído, dê a chave a ele. “O freguês vale muito mais do que esse pequeno valor”, diz. As melhores empresas deixam claro que os empregados não precisam de aprovação para fazer algo pelos usuários.

2. Analise os momentos ruins e os bons. As empresas já têm o hábito de estudar por que algo deu errado e como evitar esse erro em situações futuras. Veja também o que deu certo e como é possível multiplicar os cenários em que o cliente tem a iniciativa de elogiar o atendimento.

3. Ofereça algo a mais para incrementar as vendas. O McDonald’s faz isso sempre: “Fritas para acompanhar?” A ideia é sempre dar ao cliente a possibilidade de comprar algo que ele nem lembrava de que precisava. Em uma loja de material de construção, por exemplo, o freguês que compra tinta não pode ir embora sem que o vendedor ofereça pincéis a ele. Porque, se isso não for feito, o cliente chegará em casa, perceberá que não comprou o pincel, e a memória que ele tem da loja ficará prejudicada.

4. Faça mentoring. Ajude os vendedores e estimule-os a ajudar outras pessoas. A rede de fast-food Pitta Pit faz isso – os candidatos a uma vaga nos restaurante passam pela linha de montagem de kebabs antes mesmo que sejam aprovados. Assim, podem aprender com funcionários experientes.

5. Conheça o que atrai os seus clientes. Por que as pessoas vão à sua loja, e não à do concorrente? Ofereça serviços ou produtos únicos, que o diferenciem do resto.

6. Recupere-se bem. Se o cliente tiver uma experiência ruim – ele vai ao restaurante e a carne não está no ponto que ele havia pedido, por exemplo –, não só resolva o problema. Faça isso rapidamente e reestabeleça a confiança. “O freguês saberá que sempre pode contar com você, mesmo que algo dê errado”, diz Hykon.

7. Reúna ideias. As sugestões de inovação vêm não só dos clientes, mas também dos empregados e dos parceiros. Crie oportunidades para que essas pessoas elaborem maneiras de transformar o estabelecimento em um lugar melhor para trabalhar ou de atender o usuário ainda melhor.

8. Faça a gestão da fila. As pessoas detestam esperar. Se eles agendaram um serviço, querem ser “donas” daquele tempo. Portanto, se você vai se atrasar, avise. Se há uma fila no restaurante, mande um funcionário já anotar os pedidos, para que as pessoas o recebam mais rapidamente quando se sentarem. Defina qual é a expectativa de espera e supere-a.

9. Surpreenda. Dê ao cliente algo que ele não estava esperando. Se tem uma escola de natação, dê ao aluno uma touca com o seu nome impresso. A Zappos faz isso – dá a alguns clientes um upgrade para entrega no próximo dia, mesmo que não tenham pagado por isso.

10. Conecte-se às mídias sociais. Se o cliente faz uma reclamação online, você deve ser rápido no monitoramento e na resposta. O mesmo vale para um elogio. Use as mídias sociais também para produzir conteúdo sobre a sua área de atuação. “Vire uma fonte de informação”, afirma Hykon.

Fonte: PEGN
Link: http://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2014/02/10-maneiras-de-encantar-o-cliente.html

Dólar tem maior alta em 8 anos após eleição de Trump

Por Welington Máximo

Dois dias depois das eleições presidenciais norte-americanas, o mercado financeiro viveu um dia de turbulências. A moeda norte-americana teve a maior alta diária em oito anos e a bolsa de valores caiu significativamente. O dólar comercial subiu R$ 0,152 (4,73%) e encerrou esta quinta-feira (10) vendido a R$ 3,361. A moeda fechou no maior valor desde 7 de julho (R$ 3,366).

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O dólar fechou no maior valor desde 7 de julhoArquivo/Agência Brasil

Desde hoje, 10/11/2016 Banco Central não faz mais leilões de swap cambial reverso, que equivalem à compra de dólares no mercado futuro e tinham como objetivo conter a queda do dólar. Há poucos instantes, o órgão anunciou que voltará a rolar (renovar) integralmente os contratos em circulação de swap cambial tradicional, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro e que servem para segurar a alta da divisa.

O dia também foi de instabilidade na bolsa de valores. Depois de iniciar o dia em alta, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, reverteu a trajetória e fechou esta quinta-feira com queda de 3,25%, aos 61.201 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, lideraram a queda, com recuo de 4,99% nos papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) e de 6,91% nos papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos).

Em contrapartida, os papéis da mineradora Vale foram na contramão e fecharam em forte alta. As ações ordinárias subiram 7,48%; e as preferenciais, 8,21%.

Além de fatores políticos internos, o mercado financeiro continua influenciado pela eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, que tem provocado turbulências globais no mercado financeiro. A Bolsa de Londres recuou 1,21%. Em Paris, a queda foi 0,28%. Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram desempenho misto. O índice Nasdaq, que engloba as ações das empresas de tecnologia, caiu 0,81%. Em contrapartida, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em alta de 1,2%, quarto dia seguido de alta e em nível recorde.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: Ag Brasil
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PEC do Teto deve aumentar desigualdade social, dizem economistas

Por Ana Cristina Campos

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55/2016) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior deverá aumentar a desigualdade social no país e impactar as políticas sociais, na avaliação de economistas que participaram hoje (3) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado.

Para a professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Esther Dweck, a PEC está baseada em um diagnóstico equivocado sobre a situação fiscal do país e vai piorar a distribuição de renda e a possibilidade de recuperação da economia.

“A política fiscal é crucial para a distribuição de renda. A distribuição de renda não se dá pelo sistema produtivo. Ela se dá pela capacidade que os estados têm de arrecadar parte da renda que foi gerada na economia e redistribuir essa renda”, avaliou Esther, ex-secretária de Orçamento do Ministério do Planejamento no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Brasília - A professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Esther Dweck, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos para discutir a PEC 55/2016, que limita os gastos públicos do govern
Brasília - A professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Esther Dweck, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos para discutir a PEC 55/2016, que limita os gastos públicos do governo Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para a economista, o governo precisa intervir na desaceleração econômica e não cortar mais despesas. Ela argumenta que a crise fiscal não é resultado de um crescimento maior de despesas, mas de queda na receita por causa da diminuição da arrecadação, decorrente da crise econômica.

“A PEC não trata de arrecadação, não trata de pagamento de juros [da dívida] e não trata de retomada do crescimento. Ao contrário, ela tende a piorar a retomada do crescimento. Os únicos alvos da PEC são as despesas primárias, que, no Brasil, são justamente o principal elemento de distribuição de renda que a gente teve nos últimos tempos”, afirmou a professora da UFRJ.

Segundo a ex-secretária de Orçamento, a PEC propõe um corte sistemático das despesas em proporção do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas pelo Brasil, o que vai afetar as despesas sociais. “A ideia é que se reduzam em torno de 0,5% do PIB ao ano as despesas primárias […]. O que mais cresceu nos últimos anos foram as despesas sociais. No caso de saúde e educação, em relação aos mínimos, a gente antes tinha um percentual fixo de receitas e agora eles necessariamente vão cair.”

Conselho Federal de Economia

O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, reconhece a necessidade de o Brasil retomar o quanto antes o crescimento econômico. “Evidentemente, todos estão cientes das consequências sociais que a recessão econômica tem provocado nas pessoas, particularmente o elevado índice de desemprego. Mas esse crescimento não pode se dar a qualquer preço. Ele tem que preservar a inclusão social e avançar na distribuição social e espacial da renda”, disse.

Brasília - O presidente do Conselho Federal de Economia, Júlio Miragaya, discute as consequências da PEC 55/2016,que limita os gastos públicos, na Comissão de Assuntos Econômicos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente do Conselho Federal de Economia, Júlio Miragaya, discute as consequências da PEC 55/2016, que limita os gastos públicos, na Comissão de Assuntos Econômicos Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o Cofecon, os gastos públicos primários da União têm contribuído para diminuir as desigualdades, o que pode ser comprometido com o atual formato da PEC 55.

“O Brasil persiste como um dos países de maior desigualdade social e o principal mecanismo da concentração da renda e da riqueza é nosso modelo tributário, altamente regressivo, economicamente irracional e socialmente injusto. Nós tributamos o consumo e a produção. Economicamente, isso é irracional. Os países, no mundo inteiro, tributam a renda e a riqueza e, aí, passa a ser socialmente justo. Nós adotamos um caminho inverso”, afirmou Miragaya.

Para o economista, em vez de debater a reforma tributária, o governo traça um falso diagnóstico para a crise, identificando “uma suposta e inexistente gastança do setor público, responsabilizando despesas com saúde, educação, previdência e assistência social pelo aumento do déficit”.

“Dessa forma, omite as efetivas razões, que são os gastos com juros da dívida pública, responsáveis por 80% do déficit nominal – no último ano, porque anteriormente era mais ainda, até porque tínhamos superávit primário –, as excessivas renúncias fiscais, o baixo nível de combate à sonegação fiscal, a frustração da receita”, destacou o presidente do Cofecon.

“Para buscar o reequilíbrio das contas públicas, o governo Temer propõe um conjunto de ações cujos efeitos negativos recairão sobre a população mais vulnerável, sendo a PEC 55 uma das principais”.

Governo

O Ministério da Fazenda foi convidado para participar da audiência na CAE, mas não enviou representante.

A PEC do Teto propõe um novo regime fiscal para o país, em que o aumento dos gastos públicos, em um ano, esteja limitado pela inflação do ano anterior. O governo, autor da proposta, defende a medida como fundamental para o controle da dívida pública e a retomada de confiança na economia e nega que ela vá retirar recursos de áreas como saúde e educação.

O relator da PEC 55/2016 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), apresentou na terça-feira (1º) parecer favorável à aprovação do texto na Casa. Eunício manteve o texto original que veio da Câmara para que a proposta não tenha que voltar para a análise dos deputados. O objetivo é que a PEC entre em vigor o mais breve possível.

Eunício afirmou que a proposta não vai cortar gastos de áreas como saúde e educação. “Nem saúde nem educação perdem recursos. É balela dizer que essa PEC corta gastos. Ela não corta um centavo ao nível de hoje. Ela disciplina gastos para o futuro: começa pelo piso que gasta hoje e corrige pela inflação do ano anterior”, disse.

O texto foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados e encaminhado ao Senado na semana passada. Na Câmara, a PEC tramitou com o número 241 e, no Senado, ganhou o número 55.

Edição: Lílian Beraldo
Fonte: Agencia Brasil
Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-11/pec-deve-aumentar-desigualdade-e-impactar-politicas-sociais-dizem

5 passos para tornar tua paixão um negócio lucrativo

Por Mariana Fonseca (Revista Exame)

Você faz bolos deliciosos, tira fotografias ótimas ou sabe tocar violão como ninguém. Já ouviu muitas vezes que deveria abrir um negócio e se animou com tal perspectiva. Porém, não sabe se isso realmente daria certo.

Essa é uma situação muito comum no mundo do empreendedorismo: será que é possível criar um negócio bem sucedido a partir de um hobby ou de uma paixão?

Para todos os especialistas consultados por EXAME.com, não só é muito possível como recomendável: gostar do que faz é um grande estímulo para o sucesso no mundo empreendedor.

“A paixão é um grande combustível para o sucesso dos seus negócios. Isso pode vir, sem dúvida nenhuma, a partir de um hobby”, afirma David Pinto, diretor da escola de empreendedorismo Longitude. “Você vai naturalmente ter dias calmos e dias com desafios, nos quais será preciso buscar forças para superar. Se seu negócio já faz parte da sua essência, será um estímulo a mais para não desistir.”

Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae/SP, complementa ressaltando que o negócio nascido de um hobby geralmente não é feito apenas por necessidade – e sim pela visão de uma chance de negócio. “Este empreendedor é mais de oportunidade, porque enxerga um empreendimento a partir do que ele já gosta de fazer. Isso faz com que ele se prepare mais antes de abrir a empresa e não tome medidas desesperadas.”

Além disso, quem cria um negócio a partir de uma paixão já existente possui características úteis para o sucesso empresarial: maior criatividade, maior capacidade crítica e maior dedicação. O empreendedor já conhece o que é feito atualmente, então consegue criar em cima disso. Ele também tem autocrítica, já que ele próprio é um consumidor dos produtos do mercado em que irá atuar.

“Essa é a chance de ele trabalhar com algo que gosta e evoluir durante o tempo, tendo um negócio que até os consumidores podem perceber que é feito com muita dedicação”, explica Luciano Lugli, fundador do Grupo E-Lar, que fornece consultoria e treinamento para empreendedores e franqueados.

Ficou animado e quer criar um negócio a partir da sua paixão, mas não sabe como? Confira, a seguir, as dicas para transformar um grande interesse em um grande negócio:

1. Você quer empreender ou só continuar com sua paixão?

Antes de começar um negócio baseado na sua paixão, responda com sinceridade: há espaço para o seu empreendimento, diante da concorrência já existente, e você está disposto a batalhar pelo seu espaço? Ou você está alimentando um sonho insustentável apenas porque gosta do que faz?

“Uma coisa é gostar de cozinhar para seus amigos e família. Outra é gerir um restaurante e ter de cumprir uma série de exigências naturais ao mundo dos negócios, como fazer horas extras e comprar eficientemente sua matéria-prima”, explica Pinto.

2. Há mais espaço no mercado?

Agora, está na hora de fazer uma extensa pesquisa do setor em que você vai atuar e decidir como você irá se posicionar.

“É preciso perceber se faltam algumas atualizações de mercado por parte das empresas do setor; se outras pessoas sentem a mesma necessidade de inovação; e se há potencial maior de compra com essa atualização, pensando no momento econômico da criação do negócio. Tem gente que segue com sonhos que não possuem viabilidade, ignorando tais passos, e então está fadada ao fracasso”, completa Lugli.

3. Outras pessoas têm o mesmo hobby?

Se você já descobriu que seu futuro mercado possui espaço para que seu empreendimento se destaque, o próximo passo é fazer uma pesquisa mais assertiva com o público-alvo pretendido: será que só você pagaria pelo que está propondo ou há outras pessoas apaixonadas pelo mesmo hobby?

O primeiro passo para responder tal pergunta é não ficar restrito apenas às opiniões de amigos e familiares: afinal, as pessoas mais próximas tendem a elogiar suas paixões, mesmo que elas não sejam suficientes para abrir um negócio. “Analise se as pessoas estão avaliando bem o meu produto porque elas são próximas ou porque ele realmente vale tudo isso. Ou, melhor ainda, faça uma pesquisa além das colegas e leve para pessoas mais distantes, em um teste de mercado mesmo”, recomenda Nagamatsu.

Pinto endossa o conselho e recomenda fazer uma espécie de “venda na planta”: procurar pessoas que tenham os mesmos interesses que você – em um fórum, por exemplo – e fazer uma pesquisa de consumo. “Comece a testar sua ideia de negócio ao apresentar seu produto, conversar com quem já consome produtos relativos ao seu hobby e adquira mais informações dos seus futuros clientes.”

Com essa apuração real, você terá acesso a mais opiniões sobre sua empresa – o que pode levar a um ajuste de processos e até mesmo na ideia de negócio. “Às vezes, o empreendedor se empolga com a ideia e acaba não entendendo que é só ele que gosta daquilo. Para evitar perda de tempo e apresentar algo não vantajoso para o mercado, é importante fazer essa pesquisa”, diz Lugli.

“Não é muito legal quando você ouve um não sobre o que você ama. Mas, se você quer ser empreendedor, saiba que será preciso corrigir sua empresa todos os dias: seja na definição do público-alvo, nos processos ou na contratação de funcionários, por exemplo.”

4. Você se considera um empreendedor?

Uma falha comum de quem abre um negócio a partir de um hobby é achar que tudo permanece o mesmo, fora o maior tempo de dedicação a essa paixão. Porém, para ter sucesso em um empreendimento, é preciso ter uma mudança de comportamento e reconhecer que, agora, você se utiliza do seu talento para gerar receita.

“Além de ter um hobby que desempenha bem, você precisa tornar-se um empresário. Muitos são bons no que fazem, mas não são bons no gerenciamento do negócio”, explica Nagamatsu. “Agora, você não venderá apenas para amigos e família, mas venderá para clientes.”

Ignorar esta mudança de comportamento gera uma situação muito comum aos empreendedores iniciantes: cobrar menos do que deve, por estar desempenhando algo de que gosta muito. “Você precisa ser mais centrado e reconhecer que seu hobby virou um empreendimento. Ou seja, algo que tem um CNPJ e que gera um gasto de tempo e de dinheiro”, alerta Nagamatsu. É preciso não apenas vender, mas vender bem, com um preço adequado.

5. Você sabe equilibrar diversão e deveres?

Seguindo o mesmo raciocínio, uma outra parte do processo de reconhecer-se como empreendedor é saber que, por mais que seu empreendimento seja derivado de uma paixão, será preciso fazer tarefas mais “chatas” para que ele dê certo.

“Nem sempre você irá fazer o que gosta. Há atividades que não são prazerosas e que não trazem resultados glamorosos para quem vê de fora, mas que são essenciais para o dia a dia da empresa”, explica Lugli. “Pode acontecer de, durante muito tempo, o dono de negócio não conseguir mostrar seu diferencial ou resultado para os outros.”

Essas atividades não tão prazerosas envolvem toda a gestão do negócio: desde realizar um estudo de mercado até ter de lidar com finanças e gerenciamento de funcionários problemáticos, por exemplo. Um empreendedor de verdade sabe que sempre é preciso reconhecer suas deficiências e buscar aprimoramentos: seja no próprio conhecimento sobre seu hobby ou sobre aspectos gerenciais.

“Leia, faça cursos, mantenha-se informado. Se sua deficiência está na capacidade de vender, tente ao menos entender como funciona a área, como identificar um funcionário produtivo e quando saber que é seu produto a causa de poucas vendas. Você não precisa ter como objetivo se tornar um vendedor, necessariamente”, conclui o especialista.

Fonte: Revista Exame
Link: http://exame.abril.com.br/pme/transformar-paixao-hobby-negocio/